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03 de Junho de 2009Bares
Veja também
Como foi a votação
O melhor boteco
Boteco das Onze
Bate-papo na varanda: programa imperdível Tomar um chopinho (Brahma, R$ 4,20) no fim de tarde em uma das mesas da varanda, com a vista da Baía do Guajará em primeiríssimo plano, é um dos programas imperdíveis na cidade. Essa atmosfera certamente contribui para que o Boteco das Onze seja premiado pelo júri como o melhor da categoria. Instalado na histórica Casa das Onze Janelas, e apesar do nome, o bar não tem assim o despojamento de um botequim. Durante o dia, o salão principal funciona como restaurante. O ambiente ao lado, em que fica o balcão, apresenta sofás de couro e paredes de pedra. A partir da happy hour, começam as apresentações ao vivo de MPB, jazz, blues e pop rock. A área externa, porém, costuma ser tomada por casais, grupos de amigos e turistas, que beliscam tira-gostos como o acochadinho de charque com purê de mandioquinha (R$ 26,80), enquanto acompanham o lento ir e vir das embarcações. A casquinha de caranguejo com jambu (R$ 8,90) e o bolinho de camarão com catupiry (R$ 5,20), vendidos por unidade, recebem a companhia de uma long neck Skol ou Bohemia geladinha (R$ 6,30).
Praça Frei Caetano Brandão, s/nº, Complexo Feliz Lusitânia, Cidade Velha,
3224-8599 e 3241-8255. 12h/último cliente (seg. a partir das 18h). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Couvert art.: de R$ 5,50 a R$ 10,00. Ar.
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(valor variável)
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O melhor chope e a melhor happy hour
Amazon Beer
Às margens da Baía do Guajará: bebida artesanal, a R$ 3,60 o copo A técnica artesanal de produção do chope pentacampeão segue um rígido processo, que pode ser testemunhado pelo cliente. Instalada na Estação das Docas, a Amazon Beer exibe um vistoso maquinário de doze tanques de cobre e aço inoxidável, cada um com capacidade para 1 200 litros. Tirado a 2 graus negativos e servido num copo resfriado na hora, o líquido sai da chopeira sob uma espuma densa, com 3 centímetros de espessura. Sob a supervisão do mestre-cervejeiro Izair Traversin, são produzidas diversas versões. A clara, do tipo pilsen, chama-se amazon forest e custa R$ 3,60. Com malte torrado, a river (R$ 4,00) tem teor alcoólico maior, de 6 graus. Há quem peça a bacuri beer (4,8 graus, R$ 4,50), que recebe essência da típica fruta regional. Com as mesas dispostas no interior das Docas e em sua área externa, a poucos passos da margem da Baía do Guajará, a cervejaria recebe os primeiros clientes já por volta das 17 horas. Enquanto guardam lugar para contemplar o pôr do sol, turistas, executivos, turmas de jovens e famílias dão vez a uma democrática happy hour, reconhecida também como a melhor da cidade. Para acompanhar o chopinho, não dispensam a picanha do chef (R$ 32,00) e a linguiça de metro (R$ 25,50). Entre 18h30 e 21h, de segunda a quarta, bebe-se chope à vontade, desde que sejam pagos R$ 24,00 pelo bufê de frios, caldos e salgados.
Estação das Docas, galpão 1, Boulevard Castilho França, Campina,
3212-5401. 17h/0h (qui. e sex. até 3h; sáb. e feriados 11h/último cliente; dom. sem intervalo até 0h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: V. Couvert art.: R$ 2,50.
Ar.
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(R$ 40,00)
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A melhor cozinha
Taberna São Jorge
Panelinha de arroz de pato com tucupi e jambu: R$ 42,00 Em novo endereço, a colorida casa da fotógrafa Walda Marques agora tem um salão mais espaçoso, com capacidade para acomodar 150 pessoas. As imagens de São Jorge espalhadas pelas paredes e desenhadas no teto, além da vizinhança dos casarões centenários da Cidade Velha, foram preservadas. Assim como a qualidade dos petiscos que saem da cozinha, eleita a melhor entre as dos bares da capital. Estrela do cardápio, o muçuã de botequim (R$ 18,00), servido com farofa, é feito com músculo de boi temperado com tomate, cebola e chicória. Cortado em cubos e assado na chapa, o filé com queijo do Marajó (R$ 25,00) tem cobertura gratinada, com tomate, cebola, pimentão e molho de manjericão. Acomodado numa panelinha de alumínio, o arroz de pato ganha o incremento regional de tucupi e jambu (R$ 42,00). Na massa do bolinho de feijão, disponível com bolinho de arroz em porção de vinte unidades (R$ 18,00), o feijão-preto amassado funde-se com a farinha de mandioca. Cervejas Skol, Bohemia ou Cerpa Gold (R$ 4,00 cada uma, em garrafa long neck) podem escoltar as receitas. Shows de MPB e música instrumental, às sextas e sábados, além de exposições ocasionais de artistas locais, aparecem agora na agenda.
Rua Félix Roque, 268, entre Travessa Tomazia Perdigão e Travessa Doutor Malcher, Cidade Velha,
3222-9400. 18h/1h (fecha dom. e seg.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. T.: V. Couvert art.: R$ 4,00.
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O melhor fim de noite
Cosanostra Caffé
Inspiração portenha: agito intenso às 3 da manhã Há 33 anos no Brasil, o argentino Gualberto Mario Dedini fez de tudo um pouco: trabalhou com comércio internacional, viajou o país de mochila nas costas e acabou fixando-se em Belém. Inspirado nos cafés de Buenos Aires, inaugurou em 1986 o Cosanostra Caffé. Neste espaço aconchegante, com luz baixa, chama atenção o balcão arredondado de mogno, à frente do qual se perfilam doze concorridas banquetas. Nas noites de terça-feira, quando a banda RP2 toca covers de pop rock, 300 pessoas circulam pelo bar. Nos outros dias, intérpretes de MPB, jazz, blues ou música latina esquentam o público a partir da meia-noite. Na plateia, universitários, casais e grupos de amigos aparecem para curtir o melhor fim de noite da cidade, segundo os jurados de VEJA BELÉM "Comer & Beber". Às 3 da manhã, é comum ver gente chegando. Para atender os notívagos, a cozinha prepara panqueca gratinada de frango ou presunto e queijo (R$ 23,00 cada uma) e ainda filé enrolado com bacon ao molho madeira (R$ 21,00). Chope Brahma (R$ 4,00) e cerveja long neck Heineken, Skol, Cerpa e Bohemia (R$ 4,50 cada uma) animam a saideira.
Travessa Benjamin Constant, 1499, entre Avenida Brás de Aguiar e Avenida Gentil Bittencourt, Nazaré,
3241-1068. 11h/último cliente. Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Couvert art.: R$ 5,00 a R$ 10,00. Ar.
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(R$ 50,00)
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A melhor música ao vivo
Baiacool Jazz Club
Clima underground: canjas de atrações estrangeiras No acanhado mas sempre fervilhante palco já se apresentaram o bluesman americano J.J. Jackson, o multi-instrumentista mineiro Toninho Horta e o guitarrista Mark Lambert, que produziu discos de Astrud Gilberto. A esse time costumam se somar atrações locais que interpretam rock, chorinho e, é claro, jazz. No comando da casa, com DNA de clubinho underground, escuro e apertado, está o intrépido baixista e promotor Minni Paulo Medeiros. Há seis anos ele organiza em Salinas e Belém o Baiacool Jazz Festival, que acontece, respectivamente, no fim do primeiro e do segundo semestres. Enquanto curte os shows do melhor bar de música ao vivo da cidade, o público bebe cerveja Primus (R$ 3,50) ou chope Nova Schin (R$ 3,00) e petisca a tábua de frios sortidos (R$ 22,00).
Avenida Almirante Tamandaré, 1, entre a Rua do Arsenal e a Rua de Breves, Cidade Velha,
3289-6632. 20h/3h (fecha seg. a qua.). Cc.: V. Cd.: V. Couvert art.: R$ 5,00. Ar.
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www.baiacooljazzfestival.com.br.
O melhor para ir a dois
S'il Vous Plaît
Ares de café e carta com 300 rótulos de vinho: ambiente sóbrio Luz indireta sobre as mesas, dispostas próximo da vistosa adega. Com piso quadriculado em preto e branco, o salão principal tem estantes de madeira que guardam taças e acessórios de vinho. No lounge, sofás e poltronas acomodam os casais, enquanto jazz e bossa nova rolam baixinho nas caixas de som. Nesse cenário sóbrio e acolhedor, o S'il Vous Plaît se firma como o melhor bar para ir a dois na cidade. A curiosa denominação da casa – s'il vous plaît, como se sabe, quer dizer "por favor" em francês – é um trocadilho com o nome do proprietário do lugar, Sílvio Sá, francófilo assumido. Com ares de café e espaço reservado para charutaria, seu estabelecimento mantém uma carta de bebidas na qual aparecem 300 rótulos de espumante, xerez, prosecco e vinhos brancos, tintos e fortificados. Discretas em trajes pretos, onze garçonetes servem os clientes. A garrafa do tinto argentino Callia Magna 2006 Shiraz sai por R$ 61,00 e faz bom par com o escondidinho de charque (R$ 24,00). Como o salão é climatizado, há quem arrisque dividir com sua companhia uma fondue de queijo (R$ 35,00).
Rua Boaventura da Silva, 414, Reduto,
3230-5530. 10h/último cliente (fecha dom.). Cc.: A, M e V. Cd.: M, R e V. Ar.
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O melhor para paquerar
Ventura
Mesas juntinhas: a azaração acontece na calçada Numa acirrada disputa com os recém-abertos Favela e Relicário, o Ventura confirma o título da edição passada e conquista o bicampeonato entre os bares para paquerar. A bem da verdade, o próprio botecão pode ser considerado um novato. Inaugurada em 2007, a sede do Umarizal passou a ter a companhia da unidade da Avenida Duque de Caxias, no bairro do Marco. Nas duas casas, a proximidade entre as mesas tem fator determinante no andamento da paquera. Turmas de amigos e gente que acabou de sair da faculdade ou do trabalho chegam para conversar animadamente, embaladas por som ao vivo – MPB ou pop rock, tocados ao violão. Chope Nova Schin (R$ 3,50) ou rótulos artesanais de cerveja, entre eles Devassa (R$ 6,00), Eisenbahn (R$ 5,00) e Baden Baden (R$ 16,00), são as bebidas mais consumidas. Para petiscar, o escondidinho de lombo defumado com provolone custa R$ 20,00 (o de carne-seca vale R$ 18,00). Na filial, um salão refrigerado acolhe até 100 clientes. Mas a festa, como na matriz, acontece mesmo na calçada.
Rua Boaventura da Silva, 727, esquina com Avenida Almirante Wandenkolk, Umarizal,
3224-1053. 17h/2h (sex. e sáb. até 4h; dom. até 23h; fecha seg.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: SP. Couvert art.: R$ 4,00.
; Avenida Duque de Caxias, 823, esquina com Travessa do Chaco, Marco,
3226-8211. 17h/2h (sex. e sáb. até 4h; dom. até 23h; fecha seg.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: SP. Couvert art.: R$ 4,00.
www.barventura.com.br.