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03 de Junho de 2009Os melhores restaurantes
Veja também
Como foi a votação
O chef do ano
Fábio Sicília
(Dom Giuseppe)
Sicília, seguidor do movimento slow food: ingredientes da terra É no quintal de casa que Fábio Sicília encontra a inspiração e parte dos ingredientes com os quais incrementa suas criações. "Cuido de bananeira, mangueira e pé de mangostim", diz ele, um seguidor do movimento slow food, que defende o uso de ingredientes saudáveis da terra na elaboração das receitas e condena a rapidez nas refeições em nome do prazer à mesa. Sicília descobriu recentemente o tucupi da região do Acará, no nordeste do estado, cuja produção é inteiramente artesanal. "O caldo combina muito bem com filhote e pescada-amarela", garante. A rotina do chef, aos 39 anos, tem sido das mais agitadas. Ele costuma viajar para participar de festivais gastronômicos – em 2008, apresentou em Beirute um antepasto de ricota feita de leite de búfala do sul do Pará –, ministra cursos e coapresenta o programa Em Sua Companhia, na TV RBA. Só desacelera na cozinha do Dom Giuseppe, onde inventa pratos como o filé família oliveira (com risoto de baião de dois, farofa de banana frita, bacon e couve frita, R$ 56,00) e a panacota com calda de acerola cozida ao vinho tinto (R$ 15,00).
A melhor carta de vinhos
Dom Giuseppe
Adega campeã: 8.000 garrafas de catorze países Bicampeã na categoria, a carta de vinhos do Dom Giuseppe leva duas assinaturas: a do chef Fábio Sicília, que costuma se aventurar pelo mundo da enologia, e a da importadora paulista Expand, da qual a casa é representante exclusiva. Anexa ao restaurante, a adega armazena 8.000 garrafas de catorze países produtores. Cerca de 600 rótulos estão relacionados. Graças a essa parceria, o cliente que jantar no restaurante paga pelo vinho o mesmo valor cobrado na loja. É o próprio Sicília quem sugere a etiqueta ideal para acompanhar suas receitas: da Borgonha, o branco J.J. Vincent Chardonnay (R$ 78,82) harmoniza com a pescada-amarela ao tucupi encorpado com goma de tapioca e guarnecido de arroz branco (R$ 38,00). Novidade no menu, a lasanha paraense (R$ 28,00), recheada de molho de camarão com leite de coco, azeite de dendê e pimentão, pede a companhia do Marques de Casa Concha Cabernet Sauvignon 2006 (R$ 83,53), do Chile.
Avenida Conselheiro Furtado, 1420, em frente ao Centur, Batista Campos,
4008-0001 (136 lugares). 18h/0h (dom. também almoço 12h/15h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Cr.: V. Ar.
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www.domgiuseppe.com.br. Aberto em 1991. $$$
O melhor brasileiro/regional
Lá em Casa
Bufê do almoço: R$ 31,00 (R$ 35,00 aos domingos) Afastado do dia a dia do restaurante por problemas de saúde, o premiado chef Paulo Martins legou às duas filhas o comando do Lá em Casa. Joana responde pela gestão e Daniela supervisiona a cozinha, premiada pela quinta vez consecutiva. Se a presença física do carismático e vanguardista cozinheiro faz falta aos habitués, as receitas que conquistaram elogios até do incensado chef catalão Ferran Adrià continuam sendo executadas com maestria, agora apenas na unidade instalada na bela Estação das Docas. Acomodados nas mesas do boulevard ou no deque de frente para o Rio Guamá, os clientes servem-se no almoço (bufê a R$ 31,00 de segunda a sábado e R$ 35,00 aos domingos) do tucunaré ao creme de pupunha, do camarão com molho de bacuri, da tortinha de caranguejo e do pato do imperador, em que a carne desfiada se junta com arroz e jambu no tucupi. Estrela do cardápio, o hadoque paraense (R$ 37,00) apresenta a gurijuba defumada ao molho de alcaparra guarnecida de batata sautée. Esse pescado integra ainda o espetacular corridinho de peixe, composto de pirarucu fresco na chapa, picadinho de tambaqui, farofa de pirarucu, feijão-manteiguinha de Santarém, filhote no tucupi, pescada-amarela à milanesa e arroz de jambu (R$ 39,00).
Boulevard Castilho França, galpão 2, Estação das Docas, Campina,
3212-5588 (280 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 3h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: V. Couvert art.: R$ 1,00.
Ar.
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www.laemcasa.com. Aberto em 1972. $$
A melhor carne
Picanha & Cia
O t-bone steak, de 600 gramas: R$ 42,00 Foi nas viagens ao Uruguai e à Argentina, de onde, aliás, importa a matéria-prima servida em sua churrascaria, que o restaurateur Raimundo Conde aprendeu a tratar a carne com o devido cuidado. Nos bastidores do Picanha & Cia, eleito pela quinta vez o melhor da categoria, ele destacou um profissional apenas para a tarefa de porcionar os cortes. Esse funcionário faz os talhos no sentido contrário ao das fibras, para que a carne fique hidratada. Nas seis churrasqueiras, apenas o sal é o tempero das sugestões servidas à la carte. Entre elas, fraldinha (R$ 26,62, porção de 300 gramas), costela de ripa (R$ 29,48), bife de chorizo e ancho (R$ 35,70 cada um) e t-bone steak (R$ 42,00, com 600 gramas). A picanha, especialidade da casa, é assada em peça inteira, de cerca de 1 quilo (R$ 103,40, para quatro pessoas). Para acompanhar, há onze opções de guarnição: duas estão inclusas no pedido. À parte, podem ser escolhidos feijão-tropeiro (R$ 8,50), arroz de carreteiro (R$ 8,00), banana frita (R$ 8,00), pirão de queijo (R$ 9,80), farofa à dolabela (com ovo e presunto, R$ 7,80) e batata assada (R$ 6,00). Na quinta serve rodízio de cortes de cordeiro (R$ 38,90 por pessoa). No sábado há feijoada (R$ 26,90 por pessoa).
Rua Bernal do Couto, 260, esquina com Avenida Almirante Wandenkolk, Umarizal,
3224-3343 (300 lugares). 11h30/4h (ter. e qua. almoço até 15h e jantar a partir das 18h30; fecha seg.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Cr.: V. Ar.
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(valor variável)
Entrega em domicílio. (de R$ 4,50 a R$ 12,00). Aberto em 1999. $$
O melhor italiano
Cantina Italiana
Filé wellington, assado na crosta de pão, com cogumelo: R$ 45,00 Neste sobrado centenário, a decoração inclui pôsteres, bandeiras e miniaturas da Ferrari, além de fotos de jogadores da Juventus de Turim. Pai e filho dividem a responsabilidade pela execução das tradicionais receitas italianas. Tradicionais? Não só elas. Cláudio Luzi é o responsável pelo emprego das técnicas clássicas de preparo. Enzo, de 22 anos e recém-chegado de uma temporada em uma escola de gastronomia na Toscana, encarrega-se de atribuir toques contemporâneos aos pratos. Dessa combinação de experiências resultam o risoto de bacalhau (arroz arbóreo acrescido de batata cozida e lascas de pescado norueguês, R$ 45,00) e o filé wellington (assado na crosta de pão, com cogumelo, mostarda e bacon crocante, R$ 45,00). Não faltam, também, o carneiro ao forno (R$ 35,00) e as afamadas pastas, a exemplo da lasanha aos quatro queijos (R$ 25,00) ou do espaguete com frutos do mar (R$ 42,00). Para encerrar, a panacota com calda de morango sai por R$ 12,00.
Travessa Benjamim Constant, 1401, entre Avenida Nazaré e Avenida Brás de Aguiar, Nazaré,
3225-2033 (90 lugares). 12h/15h e 19h/0h. Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos.
Ar.
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Entrega em domicílio. Aberto em 1983. $$
O melhor oriental
Kintai
Camarão empanado com cream cheese e cebolinha: R$ 12,00 A combinação de influências empregadas pelo sushiman Leonardo Mory e pelo chef Marco Orlando Filho reflete-se diretamente na apresentação e no sabor das receitas que fazem do novíssimo Kintai o melhor restaurante oriental da cidade. Com experiência adquirida no Japão, na Indonésia e na Tailândia, Mory explora sua técnica nos combinados de sushi e sashimi e dá nova versão a peças de sushi típicas: o niguiri ebi cream, por exemplo, é empanado com cream cheese e cebolinha (R$ 12,00). Formado pela escola de gastronomia Le Cordon Bleu, em Paris, o paulista Marco Orlando Filho se pauta pelo estilo fusion em receitas como o massala crisp (cubos de filé de frango com especiarias e molho de iogurte escoltados por cuscuz marroquino e salada, R$ 42,90). Numa licença a um ingrediente local, o filhote saltimboca traz o peixe grelhado com risoto de queijo cuia e morango. Antes de pedir a sobremesa, convém observar a decoração do salão, de pé-direito alto, que inclui lustres de cristal, parede de pedras portuguesas e painéis vermelhos que sobem do chão ao teto. Agora sim: a crumble fusion (R$ 15,00) traz manga e ganache de chocolate branco coberto com massa de castanha-do-pará.
Avenida Almirante Wandenkolk, 701, entre Rua Jerônimo Pimentel e Rua Bernal do Couto, Umarizal,
3223-0996 (140 lugares). 19h/0h (sex. a dom. até 1h). Cc.: A e V. Cd.: R e V.
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(valor variável)
Aberto em 2008. $$$
A melhor cozinha de peixes e frutos do mar
Remanso do Peixe
Piraracu defumado com leite de coco, banana e castanha-do-pará: R$ 63,00 Instalada em uma casa de vila, a melhor cozinha de peixes e frutos do mar, prêmio concedido pelo quinto ano seguido, dá-se ao luxo de dispensar uma placa ou letreiro de identificação à porta. Ainda assim, belenenses e turistas costumam manter cheias as mesas do Remanso do Peixe. Dos tempos em que Francisco da Silva Santos e a mulher, Carmen, atendiam os poucos clientes na sala do imóvel no qual moravam, o anfitrião mantém um hábito: duas vezes por semana, acorda às 5 da manhã e segue para o Ver-o-Peso, a fim de adquirir os pescados bem fresquinhos. De volta ao restaurante, elabora sugestões como a mojica de caranguejo (desfiado na farinha-d'água, R$ 10,00). Novidade no cardápio, a paella especial combina lagosta, mexilhão chileno, camarão-rosa, polvo, lula e ostra (R$ 63,00 por pessoa). Um clássico do menu, o pirarucu defumado do remanso (R$ 63,00) recebe leite de coco, banana frita, ameixa e castanha-do-pará mais guarnição de arroz. Para dar conta dos 4,5 quilos de um tucunaré inteiro, recheado com caranguejo e camarão e escoltado por arroz e farofa (R$ 245,00), é preciso reunir um batalhão. Das 65 indicações de vinho, o português branco Periquita 2007 sai por R$ 39,00.
Travessa Barão do Triunfo, 2590, casa 64, Marco,
3228-2477 (120 lugares). 11h30/15h e 19h/23h (dom. e feriados só almoço a partir das 11h). Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. T.: T. Ar.
(R$ 20,00)
Aberto em 2002. $$
A melhor pizza
Xícara da Silva
A versão da casa (R$ 34,00): base de presunto cru Peças de artesanato, lustre de ferro, cadeiras de vime com toalhas bordadas a mão e cortina branca compõem a decoração do salão interno. Um deque charmoso, à frente da casa, abre-se para um jardim com bromélias, orquídeas e acácias. Nesse ambiente acolhedor, a restauratrice Rute Nogueira recebe os clientes que chegam para provar as melhores pizzas da cidade. Seis pizzaiolos preparam a massa e as coberturas que serão assadas no forno a lenha, montado por funcionários da rede Camelo, de São Paulo. Cada disco, de espessura fina, leva vinte minutos para ficar pronto. Dos 27 sabores, as tradicionais marguerita (R$ 31,00) e portuguesa (R$ 32,00) dividem espaço com a vêneto (R$ 34,00), que combina mussarela, parmesão e berinjela ao alho. A xícara da silva (R$ 34,00) agrega presunto cru, azeitona e parmesão salpicados com manjericão. Com carne de sol desfiada e cebolinha, a papai rubens sai por R$ 32,00. Na paraense (R$ 32,00), o molho de tomate casa com jambu, mussarela e parmesão. Receitas como o caranguejo da tetê (molhado com azeite, R$ 19,00) e o filé tropicália (coberto com mussarela e provolone e guarnecido de arroz biro-biro, farofa de ovo e batata assada, R$ 48,00) enriquecem o menu.
Avenida Visconde de Souza Franco, 978-A, próximo ao Líder Doca, Umarizal,
3241-0167 e 3230-4323 (120 lugares). 18h/0h (sex. e sáb. até 1h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Ar.
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(valor variável)
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Entrega em domicílio. (R$ 5,00). Aberto em 2001. $$
O melhor variado
Manjar das Garças
Filhote assado em crosta de amêndoa (R$ 38,00): com risoto de jambu No último ano, a bela casa localizada no Parque Ambiental Mangal das Garças, com vista panorâmica para a Baía do Guajará, passou por uma transição. Após a saída de Alexandre Righetti, o então subchef Marcos Pompeu, de 31 anos, assumiu o comando da cozinha. Pompeu, que trabalhou em São Paulo com nomes como Alex Atala, Luciano Boseggia e Michel Darqué, manteve a base que sempre pautou o sucesso do melhor restaurante variado de Belém. Peixes amazônicos e frutos do mar têm destaque, enquanto as carnes e aves são coadjuvantes no menu. De entrada, o novo chef sugere o tempura de camarão-rosa com tartar de manga e hortelã (R$ 21,00). Outra alternativa, a salada de frutos do mar recebe adição de feijão-manteiguinha de Santarém (R$ 19,50). Para o prato principal, o filhote assado em crosta de amêndoa com risoto de jambu sai por R$ 38,00. O tucunaré assado com ervas e alecrim (R$ 58,00) chega à mesa com uma porção de purê de batata. Entre as carnes, brilha o filé-mignon grelhado com endívia e banana-da-terra caramelada (R$ 39,00). Musse de cupuaçu com bolo de castanha-do-pará e baba de moça (R$ 13,50) sobressai entre as sobremesas. Para beber, o chope (R$ 4,00) leva a grife da Amazon Beer, que pertence a Arlindo Guimarães, mesmo dono deste Manjar das Garças.
Rua Doutor Assis, s/nº, Parque Ecológico Mangal das Garças, Cidade Velha,
3242-1056 (220 lugares). 12h/16h e 20h/2h (dom. só almoço; fecha seg.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Entrada: R$ 12,00.
Ar.
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(R$ 40,00)
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Aberto em 2005. $$$
Bom e barato
Só Salada
Carne-seca com molho de manga: R$ 17,00 Não se deixe levar pelo nome. O Só Salada exibe um cardápio repleto de opções de peixe, carne, ave e massa. Suas cerca de trinta variedades de folhas e legumes, na verdade, servem de guarnição às sugestões criadas pelo restaurateur Renato Conduru. Os pratos podem ter porção para uma ou duas pessoas. Temperado com ervas da Provença, o contrafilé ao molho de framboesa (R$ 20,00, para uma pessoa; R$ 30,00, para duas) vai à mesa com tomate-cereja, ervilha, alface-americana, palmito e salsa, além de croûtons. O filhote ao purê de queijo de Marajó (R$ 17,00 e R$ 27,00) ganha a companhia de alface-crespa, rúcula, tomate e ervilha. Ao lado do frango com molho de laranja e nozes (R$ 18,00 e R$ 28,00), surgem folhas de escarola e alface, mais pimentão vermelho e ricota. Refogada sem gordura, a carne-seca com molho de manga chega guarnecida de manjericão, alface-roxa e alface-americana, pimentões verde e vermelho, tomate-cereja, ervilha e cubos de queijo de coalho. De sobremesa, o inesquecível (R$ 5,00) junta pedaços de pêssego e de kiwi ao creme de graviola, enquanto o par-perfeito (R$ 5,00) marca pelo tempero regional: é um creme de bacuri com pedaços de abacaxi. Na trilha sonora de fundo, há jazz, bossa nova e música instrumental.
Avenida Visconde de Souza Franco, 1313, entre Rua Boaventura da Silva e Rua João Balbi, Umarizal,
3261-4838 e 3343-3530 (36 lugares). 11h/15h e 18h/23h. Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Ar.
(valor variável)
Entrega em domicílio. (3261-4838). Aberto em 2008. $$