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03 de Junho de 2009

Comidinhas

Veja também
Como foi a votação

O melhor açaí

Açaí do Alonso

Com farinha de tapioca: 100 litros vendidos por dia

Desde 1982, ano em que abriu sua loja, Alonso Moraes segue a mesma rotina: às 4 e meia da manhã já está circulando na feira do açaí, que acontece diariamente no Mercado Ver-o-Peso. Com a experiência de quem cresceu em meio a açaizais marajoaras, ele seleciona os melhores exemplares nas bancas montadas no principal ponto de venda da cidade. Entenda-se por melhor, segundo o expert, o fruto que estiver no último estágio de amadurecimento – quando ganha aquela aparência meio esbranquiçada e é então chamado entre os comerciantes de tuíra. Se passar mais que um dia dessa etapa, porém, pode azedar. Ao chegar a seu estabelecimento, que não tem placa de identificação na fachada, Alonso lava as frutinhas, depois batidas nas máquinas e filtradas. Em seguida, na forma de pasta, a mistura fica de molho durante uma hora dentro de latas de 5 litros. Com uma equipe de sete pessoas, a casa vende no balcão, para viagem, cerca de 100 litros por dia. São três variedades do produto, classificadas de acordo com a consistência: média (R$ 10,00 por litro), grossa (R$ 12,00) e papa (como uma geleia, R$ 14,00). A farinha de tapioca da estrada de Americana (R$ 1,00 o saquinho) segue para a casa dos clientes com polpas congeladas de cupuaçu, bacuri e taperebá (R$ 6,00 o quilo).

Rua João Balbi, 55, entre Travessa Quintino Bocaiúva e Avenida Visconde de Souza Franco, Umarizal, 3223-8907. 7h/14h

 

O melhor café expresso

Fran's Café

Água com gás e docinho para acompanhar: R$ 2,70 a dose

Inauguradas em 2008, as duas unidades da rede de origem paulista já se destacam na votação promovida por VEJA BELÉM "Comer & Beber". Na loja da Avenida Brás de Aguiar, mais confortável que o quiosque instalado no Shopping Pátio Belém, mesas e cadeiras acomodam os clientes, numa atmosfera tranquila. Enquanto bebericam um expresso (R$ 2,70 a dose), podem ler jornais e revistas colocados à disposição. Treinados por baristas profissionais, os funcionários preparam outras infusões e bebidas geladas cuja matéria-prima principal são os grãos do tipo arábica cultivados no sul de Minas Gerais. O cappuccino mescla (R$ 6,70), por exemplo, emprega expresso, leite e chocolates branco e meio amargo. O franccino toffee (R$ 9,50) combina expresso, leite, caramelo e chantilly, num copo de 400 mililitros. Sopas, saladas, quiches e doces como a broa de milho (R$ 2,50) ou a torta de maçã (R$ 13,00) podem ser o acompanhamento.

Travessa Padre Eutíquio, 1078, 3º piso, Shopping Pátio Belém, Batista Campos, 3250-5298. 10h/22h (dom. a partir das 14h). Cc.: A, M e V. Cd.: M, R e V. Ar. ; Avenida Brás de Aguiar, 304, Nazaré, 3222-0622. 9h/23h (dom. a partir das 8h). Cc.: A, M e V. Cd.: M, R e V. Ar. www.franscafe.com.br.

 

O melhor chocolate

Chocolate & Licores

Bombons da linha fina: R$ 1,50 a unidade

Éde imediato que se percebe o paladar acentuado do recheio dos bombons artesanais moldados pela equipe da quituteira Carmen Meira. Vendidos por unidade (R$ 1,50) ou acondicionados em caixas para presente, os doces têm cobertura das marcas Garoto e Nestlé. Por dentro, porém, são os sabores regionais os que atraem mais a atenção dos clientes, como cupuaçu, castanha-do-pará e bacuri. Da linha "fina", conforme anuncia Carmen, há três variedades. Entre os bombons trufados, destacam-se os de canela e de bacuri. Os cremosos de avelã e de cassis têm leite como ingrediente. Damasco com conhaque, cereja com licor de cassis e coco com rum aparecem entre os licorosos. O cardápio apresenta surpresas como o quentinho azteca (R$ 4,50), uma bebida que combina café expresso, creme de leite e especiarias. Servido em taça alta, o la passion (R$ 12,00) mescla milk-shake, polpa de morango, raspas de chocolate meio amargo, chantilly e crispies de chocolate.

Rua Antônio Barreto, 186, entre Avenida Visconde de Souza Franco e Avenida Almirante Wandenkolk, Umarizal, 3230-3758. 14h/22h (dom. e seg. a partir das 16h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Ar.

 

A melhor doceria

Abelhuda

Delícia de cupuaçu: R$ 1,80

Ex-aeromoça, Jana Barros da Silva foi a responsável pela marcante decoração da loja, eleita pela quarta vez seguida a que produz os melhores doces da cidade. A fachada traz a réplica de uma construção representada em um quadro comprado em Paris. Cortinas de renda branca e uma cerca de madeira cobrem as paredes, pintadas de azul, branco e salmão. Uma vez dentro dessa casinha de bonecas, o olhar se fixa na vitrine, no balcão e nas mesas sobre as quais ficam expostas as procuradíssimas tortas. Nos sabores bacuri, Ovomaltine (musse, chantilly, biscoito e flocos de chocolate) e casadinha (pão de ló branco recheado de musse de chocolate e com cobertura de marshmallow), a fatia custa R$ 6,50. Outra joia, o biscoito monteiro lopes mistura manteiga, trigo e chocolate crocante (R$ 2,80 o saquinho com seis unidades). É famosa também a delícia de cupuaçu, com leite condensado e queijo (R$ 1,80 a unidade). Para variar, o pão de batata pode ser recheado com queijo, camarão ou frango (R$ 3,30 a unidade). Menor, a filial do Umarizal é conhecida como "Abelhudinha".

Avenida Gentil Bittencourt, 2125, entre Travessa 3 de Maio e Travessa 14 de Abril, São Brás, 3249-6670 e 3229-0107. 8h/20h. Cc.: A, M e V. Cd.: M, R e V. T.: Am. Ar. Entrega em domicílio; Rua Boaventura da Silva, 341, entre Travessa Quintino Bocaiúva e Avenida Visconde de Souza Franco, Umarizal, 3223-4585. 14h/22h. Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Ar.

 

A melhor padaria

Armazém Santo Antônio

Baguete, francês e com gergelim: seis fornadas diárias

Seis vezes por dia, da manhã à noite, o cheiro de pão quentinho, que acabou de sair do forno, escapa do casarão e toma conta da calçada em frente ao Armazém Santo Antônio. A melhor padaria da cidade ocupa uma construção em estilo colonial erguida no século XIX. Sêmola (R$ 10,00 o quilo), sueco (R$ 30,00 o quilo), francês com alho ou gergelim (R$ 7,50 o quilo) e ciabatta (R$ 8,50 o quilo) são algumas das variedades que preenchem as vitrines da loja. Sob a batuta do português Américo Barata, uma equipe de quarenta funcionários, entre padeiros, confeiteiros e atendentes, se desdobra para preparar e servir sanduíches montados nos pães careca, árabe, baguete, integral ou de hambúrguer. Na lista de complementos estão embutidos como mortadela, patês, queijos e até marinada de frutos do mar. O lanche de picanha defumada com pimentão e queijo de Marajó sai por R$ 5,50. No mesmo espaço, funciona um empório em que são vendidos azeites, geleias, vinhos, massas e produtos gourmet. Pastéis de santa clara, jesuítas (R$ 2,00 cada um) e outras especialidades lusitanas também estão nas prateleiras.

Travessa Quintino Bocaiúva, 1696-A, entre Rua Brás de Aguiar e Avenida Nazaré, Nazaré, 3224-5281. 6h30/23h (dom. 7h/13h e 15h/21h). Cc.: D, M e V. Cd.: todos. Ar.

 

O melhor salgado

Portinha

Esfiha de pato com jambu e pão recheado de queijo cuia: R$ 3,50 cada

Não há placa nem número na fachada. Um balcão e duas mesas, capazes de acomodar no máximo seis pessoas, tomam conta de mais da metade do diminuto salão. Nesse cenário por trás da porta de um casarão de pé-direito alto na Cidade Velha funciona há nove anos a Portinha, eleita pelo segundo ano consecutivo a casa que produz os melhores salgados de Belém. Experimentar os petiscos preparados por Manuel Domingues Henriques, conhecido como Júnior, e sua equipe de quatro cozinheiras requer a mesma paciência com a qual se espera pelo fim de semana. Afinal, o local só abre ao público de sexta a domingo, a partir do fim da tarde. Simples e artesanais, as receitas (R$ 3,50 cada salgado) ganham toques da culinária paraense, com ingredientes comprados no Ver-o-Peso. O pão da portinha (R$ 3,50), por exemplo, agrega peru, palmito e jambu. As esfihas combinam bacalhau e queijo cuia ou pato e jambu. Um dos folhados mistura pupunha com linguiça defumada (R$ 3,50). Os petiscos assados, com massa de macaxeira, podem ter recheio de unha de caranguejo, charque desfiado e pirarucu. Por mais R$ 1,00 (cada copo), os fregueses não dispensam os sucos naturais de sapoti, jambu, biribá e taperebá.

Rua Doutor Malcher, 463, entre Rua Pedro de Albuquerque e Rua Gurupá, Cidade Velha, 3223-0922. 17h/22h (sex. a dom.)

 

O melhor sanduíche

Milleo

Camarão à paraense, com jambu e queijo: R$ 10,50

Robustos e com um apropriado acento regional, os sanduíches criados por Pedro Müller, o Milleo, recuperam o título de os melhores na categoria, segundo o júri de VEJA BELÉM "Comer & Beber". No prato – caso do camarão à paraense (R$ 10,50), com queijo do Marajó, cebola frita e jambu – ou montados em diferentes tipos de pão, são vendidos 3?000 lanches a cada fim de semana. Das setenta opções, o cheese egg inclui charque ao queijo do Marajó, hambúrguer com 70 gramas de carne, mais ovo frito. O belle époque (R$ 8,00) traz salame e queijo do reino na baguete. Algumas sugestões combinam frutas, como abacaxi e banana, com filé-mignon ou frango. Sucos naturais de cupuaçu, graviola (R$ 3,00 cada um) e bacuri (R$ 3,50), além de milk-shake de açaí ou morango (R$ 6,00 cada um), são os acompanhamentos prediletos. Para sobremesa, a salada de frutas (R$ 2,00) é indispensável.

Rua Diogo Móia, 124, entre Avenida Almirante Wandenkolk e Avenida Visconde de Souza Franco, Umarizal, 3230-1446 e 3222-8381. 18h/3h (qui. até 5h; sex. e sáb. até 6h). T.: V. Entrega em domicílio. (R$ 4,00).

 

O melhor sorvete

Cairu

Açaí e outros 49 sabores: R$ 3,00 cada bola

Aberto em 1963, o ponto onde hoje funciona a matriz da Cairu, na Travessa 14 de Março, abrigava um boteco administrado por Armando José Laiun. Para agradar à mulher, Ruth, o proprietário instalou ali uma máquina de picolés, que imediatamente passaram a ser vendidos pelos filhos em portas de colégio e na frente dos estádios de futebol da cidade. Produzidos com frutas típicas da região, os gelados fizeram tanto sucesso que, a partir de 1970, a família Laiun passou a se dedicar apenas a eles. Hoje, a marca compreende uma rede com doze lojas em Belém, duas em Salinas e uma em Mosqueiro ­ além de vinte representações espalhadas por Brasília, Palmas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. A fábrica belenense e uma unidade fluminense garantem a distribuição nacional. Com creme de leite e leite em pó misturados a frutas frescas, o até agora invencível sorvete da Cairu conquista a quinta vitória consecutiva. Ele aparece em cinquenta sabores. Autênticos, os de tapioca, açaí, cupua-çu, uxi, bacuri, taperebá, graviola e murici concorrem em popularidade com os de ameixa, morango e chocolate (R$ 3,00 cada bola). Entre as novidades, há versões de cookies, frutas silvestres, caramelo e morango albino (com cobertura de chocolate branco). Os 23 sabores de picolé seguem a mesma receita dos primeiros tempos.

Avenida Boulevard Castilhos França, s/nº, galpão 2, Estação das Docas, Campina, 3212-5595. 12h/0h (sex. a dom. e feriados até 2h). Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. Ar.; Travessa 14 de Março, 1570, esquina com a Avenida Governador José Malcher, Nazaré, 3242-2749. 9h/23h30. Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. T.: T. Mais dez endereços. www.sorveteriacairu.com.br.

 

O melhor tacacá

Tacacá do Colégio Nazaré

Caldo fermentado por 24 horas: R$ 8,00 a cuia

Embora comece a servir o melhor tacacá de Belém apenas às 3 da tarde, Maria do Carmo Pompeu dos Santos trabalha no preparo da receita desde as 7 da manhã – do dia anterior. Logo cedo, ela começa a ralar as raízes da mandioca. Separa a goma e o líquido (tucupi), que vai fermentar no fogo por 24 horas antes de ser temperado com alho e chicória, para voltar às chamas por mais noventa minutos. Nesse meio-tempo, Maria do Carmo terá tido tempo suficiente para selecionar as folhas de jambu e preparar o camarão com que vai preencher as cuias, protegidas por uma cestinha de vime por baixo. Para reduzir a acidez que caracteriza o caldo, ela só adiciona a goma da mandioca na hora de finalizar a receita, diante do freguês. O resultado, diz ela, é um tacacá levemente adocicado. Nos dias úteis, são vendidas oitenta unidades (R$ 8,00 a cuia). Aos sábados e domingos, o movimento triplica. Por isso, convém tomar seu lugar no fim da fila.

Avenida Nazaré, esquina com Travessa Quintino Bocaiuva (em frente ao Colégio Nazaré), Nazaré, 3279-4874. 16h/20h.

 

A melhor tapioca

Tapioquinha do Mosqueiro

Servida com leite de coco sobre folha de bananeira: R$ 1,80

Por trás da história de êxito da loja está o rigor, por assim dizer, científico com que Joel Gonçalves considera o preparo da tapioca. Anos atrás, ele encomendou uma pesquisa a técnicos da Embrapa e biólogos da Universidade Federal do Pará para descobrir qual seria a melhor variedade de mandioca para produzir a receita. Entre os sete tipos conhecidos da mandioca doce, o resultado indicou a branca como a que deixaria a massa mais saborosa. Na hora de plantar o tubérculo, Gonçalves seguiu outra recomendação dos pesquisadores e comprou um terreno distante do solo em que se cultivavam itens como banana, pois isso teria influência no sabor. Tanto empenho no passado lhe rende resultado perene: as mesas e cadeiras de plástico de sua loja costumam lotar diariamente. Com recheio substancioso, a tapioca da casa é eleita pelo quinto ano consecutivo como a melhor da cidade, na opinião do júri. Das setenta opções, fazem mais sucesso as de queijo com calabresa (R$ 3,30), de cheddar com charque (R$ 3,00), de queijo de minas com peito de peru (R$ 3,00) e de pizza (R$ 4,00). Para a sobremesa, têm muita procura a de doce de cupuaçu com queijo cuia (R$ 3,50) e a molhada (R$ 1,80), servida sobre folha de bananeira e regada com leite de coco.

Rua dos Pariquis, 1981-B, entre Rua Serzedelo Corrêa e Travessa Padre Eutíquio, Batista Campos, 3242-5240. 7h/12h e 15h30/21h (fecha seg.). Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. Entrega em domicílio.


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