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Editorial

 

Home > Revista > Edição nº 41 > Os melhores restaurantes de Belém


01 de Junho de 2007

Os melhores restaurantes de Belém

*Preços coletados até maio de 2007

O melhor chef O melhor pescado
O melhor da cidade A melhor pizzaria
O melhor para ir a dois O melhor regional
A melhor carne O melhor variado
O melhor italiano Pomme d'Or
A melhor carta de vinhos Restô; La Vie en Rose
O melhor oriental  



Os dez melhores de 2007

Além de opinar sobre o melhor em cada especialidade, cada
jurado fez uma lista com dez restaurante sem ordem decrescente.
O primeiro recebeu 10 pontos, o segundo 9, e assim até o décimo,
com 1 ponto. O quadro mostra o campeão e, em ordem
alfabética
, as outras nove melhores mesas da capital


 

Veja também
Jurados
Quadro: Os eleitos, por especialidade

 

O chef do ano

Paulo Martins

Ao longo de 35 anos à frente do Lá em Casa, o arquiteto Paulo Martins se tornou um embaixador da cozinha paraense. Sem nunca ter feito nenhum curso específico de culinária, ele entrou para o seleto rol de chefs venerados em todo o país e até no exterior. Paulo já trocou experiências com mestres de renome internacional, como o catalão Ferran Adrià, do El Bulli, considerado o melhor restaurante do mundo pela crítica especializada. "A comida paraense é a melhor representação da culinária brasileira, pois toda a sua base é composta de produtos de origem indígena", afirma. O empenho do chef em divulgar as receitas típicas contribuiu para que ingredientes tão característicos da culinária paraense, como o tucupi, ficassem conhecidos em todo o Brasil e integrassem o cardápio de restaurantes de alta gastronomia, como o paulistano D.O.M., de Alex Atala. Seu trabalho rendeu-lhe inúmeros convites para participar de festivais gastronômicos e ministrar cursos sobre o assunto em outras cidades. Para atender a solicitações como essa, cada vez mais freqüentes, no fim deste mês Paulo transfere seu restaurante para um outro espaço, quatro vezes menor que o do atual endereço. A idéia é poder se dedicar com mais afinco à consolidação da cozinha do Pará no Brasil e no mundo. O sucesso é atestado pelo júri de VEJA Belém, que pelo terceiro ano consecutivo concede a Paulo Martins o título de chef do ano.

 

O melhor da cidade
O melhor para ir a dois

O novo campeão
Manjar das Garças

 

Pratos de qualidade servidos numa cabana dentro do parque: atrativos do vencedor

O local onde está instalado já vale uma ida ao restaurante. Ele ocupa uma grande cabana em pleno Mangal das Garças, um parque de 40 000 metros quadrados localizado às margens do Rio Guamá, no centro histórico de Belém. O projeto da casa leva a assinatura do badalado arquiteto Paulo Chagas, também responsável pela Estação das Docas, pelo Pólo Joalheiro e pela Casa das Onze Janelas. Chagas idealizou uma sofisticada estrutura com teto de palha, suspensa do solo por troncos de ipê. Pelas paredes de vidro do salão climatizado ou da varanda que o circunda, a clientela pode apreciar a vista exuberante do parque e da Baía do Guajará. A passarela de madeira que leva ao mirante, próximo ao rio, é parada quase obrigatória para um instante de contemplação, antes ou depois das refeições. O ambiente único na capital e a cozinha de primeira levaram o júri de VEJA Belém a conceder ao Manjar das Garças os títulos de melhor restaurante da cidade e de melhor lugar para ir a dois, num empate com o BBC. O proprietário, Arlindo Guimarães, também comanda o Amazon Beer, eleita a melhor choperia da cidade. Quando decidiu abrir a casa, Arlindo trouxe o chef Rodrigo Martins, do restaurante italiano Pomodori, de São Paulo, para elaborar o cardápio inicial e treinar a equipe de funcionários. Atualmente, a cozinha é comandada por dois chefs: Alexandre Riguete, formado no instituto francês Paul Bocuse, e Alan Renato, que foi chef do Spot, famoso restaurante paulistano. O cardápio lista pratos das cozinhas regional e internacional. No almoço, é servido um bufê com cerca de quinze pratos quentes e vinte frios, além de doze sobremesas (R$ 32,00 por pessoa). Diariamente, há três receitas com peixe, duas com camarão, picanha, frango, um prato típico, uma massa e uma carne suína, como lombo ou costelinha. Para animar o ambiente, há música instrumental ao vivo. À noite, o serviço é à la carte. Para a entrada, há opções como a lula recheada com frutos do mar (R$ 21,00) e o palmito fresco assado com azeite de ervas (R$ 13,00). Para prato principal, as sugestões são o filhote assado em crosta de amêndoas acompanhado de risoto de jambu (R$ 33,50) e a paleta de cordeiro com risoto de cogumelos frescos (R$ 42,00). Como sobremesa, fazem sucesso o brownie (R$ 12,50) e a torta de banana ao caramelo com sorvete de bacuri (R$ 9,00). À noite também é oferecido o menu confiance, cinco pratos harmonizados com vinhos e mix de sobremesas (R$ 95,00 por pessoa). Nesse horário, tem música ao vivo com um duo de voz e violão.

Parque Ecológico Mangal das Garças,Rua Doutor Assis, s/nº, Cidade Velha, 3242-1056 (196 lugares). 12h/0h (ter. a sáb.); e 11h/18h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Couvert art.: R$ 2,50 de dia e R$ 3,00 à noite (opcional). (R$ 2,50 as duas primeiras horas). Ar. Aberto em 2005. $$$

 

A melhor carne

Picanha & Cia.

 

Cortes premiados: trazidos toda semana da Argentina e do Uruguai

Raimundo Barbosa decidiu abrir uma churrascaria por insistência da esposa, Bernardeth, que perdeu a conta da quantidade de elogios que ouviu o marido receber quando preparava carnes para os amigos. Quando começou, a casa tinha 22 mesas e 17 funcionários. O restaurante fez tanto sucesso na capital que em pouco tempo dobrou a capacidade. Hoje, são 63 mesas e nada menos que 45 funcionários. O atrativo são os dezoito cortes de carne trazidos toda semana da Argentina e do Uruguai. Raimundo conta que o paraense está se acostumando aos poucos com essa variedade. "As pessoas ainda vão direto para a picanha", afirma. "Mas o bife ancho, o de chourizo e o t-bone steak estão conquistando o paladar da clientela". As carnes são temperadas apenas com sal grosso e preparadas numa churrasqueira de 10 metros, toda de aço inox, mesmo material usado nas bancadas e nas grelhas. Segundo o proprietário, o segredo do sabor é o bom corte. Neste ano, o cardápio passou a trazer pratos individuais. Entre as opções estão o bife de tira (R$ 29,00 o corte de 300 gramas), o prime rib (contrafilé com osso; R$ 35,00 com 400 gramas) e a picanha baby (a parte central da carne; R$ 29,00 com 300 gramas). Para acompanhar, há guarnições como a batata assada na brasa, a polenta, o feijão-tropeiro e o arroz-de-carreteiro. O cliente também pode se servir do bufê de saladas, queijos e antepastos. Outra novidade na casa é a feijoada, servida aos sábados com os pertences separados em panelas de ferro sobre fogareiro a carvão. A batata rostier também é destaque no menu. Servida em três tamanhos, com quinze opções de recheio, vai à mesa crocante por fora e macia por dentro. Entre os sabores oferecidos estão a de carne-seca com catupiry e a de estrogonofe de camarão. Para finalizar a refeição, tem torta alemã, pavê de sonho de valsa e creme de papaia, entre outras delícias. A casa foi eleita como a que oferece a melhor carne da cidade pela terceira vez consecutiva, título conferido pelo júri de VEJA Belém.

Rua Bernal do Couto, 260, esquina com a Avenida Almirante Wandenkolk, Umarizal, 3224-3343 (300 lugares). 11h30/15h e 18h30/último cliente (ter. a qui.); e 11h30/último cliente (sex. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: V. Ar. Entrega em domicílio (até o Entroncamento). Aberto em 1999. $$

 

O melhor italiano
A melhor carta de vinhos

Dom Giuseppe

Pratos refinados e 630 rótulos de vinho: jantar estrelado

O chef e sommelier Fábio Sicília, proprietário do refinado restaurante, estudou enogastronomia na Itália e recentemente passou a integrar o slow food. Os conceitos pregados pelo movimento – como a valorização dos pequenos produtores e o resgate de ingredientes regionais – foram incorporados ao Dom Giuseppe. Apesar de o cardápio continuar a listar receitas tradicionais da cozinha italiana, foram feitas algumas substituições de produtos. Na mesa de antepastos, por exemplo, a mussarela de búfala importada foi trocada pela ricota artesanal de Cristina Malcher, criadora de búfalos em Rondon, no interior do estado. Um prato que incorporou o conceito é o novo frango com mel e mostarda, servido com arroz ao pesto (R$ 36,00 o grande e R$ 18,00 o pequeno). O mel é produzido por apicultores locais. As massas de grano duro são todas confeccionadas na casa. O requisitado espaguete b&c leva tomates frescos, alho, azeite, manjericão e a mussarela de búfala feita por Cristina. O chocolate usado nas sobremesas agora também é feito na casa, com o cacau cultivado na região. "A matéria-prima local, fresquíssima, confere sabor inigualável às receitas", garante o chef, que participa freqüentemente de eventos na área e até ministra palestras no exterior sobre o assunto – em uma das últimas incursões, em Davos, na Suíça, falou para gastrônomos sobre o pirarucu. Sicília conta que alguns produtos ainda estão em teste, como o palmito fresco da região das ilhas e o chantilly feito com creme de leite de búfala, que ele pretende acrescentar à famosa sobremesa dulce paula (brownie com calda de chocolate acompanhado de sorvete de creme e castanhas; R$ 13,50 a média). Outra novidade é a adega da Expand, montada em anexo depois que a casa ganhou o primeiro prêmio de melhor carta de vinhos da cidade do júri de VEJA, no ano passado. Segundo o chef, a loja permitiu que a carta fosse melhorada e ampliada, já que aumentou a circulação da mercadoria. Atualmente, são 630 rótulos de doze países. Para acompanhar o frango com mel e mostarda, ele sugere o branco alemão Riesling 2005 (R$ 55,00). Para degustar com o espaguete b&c, há o italiano Chronicon Montepulciano d'Abruzzo (R$ 85,00). Neste ano, o Dom Giuseppe foi duplamente premiado pelo júri de VEJA Belém. Ganhou novamente os títulos de melhor carta de vinhos e de melhor restaurante italiano da cidade.

Avenida Conselheiro Furtado, 1420,em frente ao Centur, Batista Campos, 4008-0001 (150 lugares). 18h/0h (seg. a sáb.); e 12h/15h e 18h/0h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: V. Ar. Entrega em domicílio. www.domgiuseppe.com.br. Aberto em 1991. $$

 

O melhor oriental

Hikari Sushi

Delícias da cozinha japonesa: sucesso entre os jovens belenenses

O restaurante japonês vira point de jovens durante a noite. O ambiente mais disputado é o piso superior, onde a clientela é recebida em mesas com telas de LCD individuais ou em tatames de palha com almofadas. O estilo moderninho da decoração também aparece no extenso cardápio, que não se restringe às receitas orientais tradicionais. Entre os campeões de pedidos estão o hot roll de salmão (com cebolinha e cream cheese; R$ 17,50 a porção grande e R$ 10,50 a pequena) e o harumaki hot roll (salmão, kani e queijo cremoso enrolados em massa crocante; R$ 16,50 com oito unidades). A casa oferece sashimis de peixes variados, como camorim, agulhão e anchova negra defumada, mas o que mais agrada à clientela é o salmão. Toda semana são servidos cerca de 130 quilos desse pescado. Outro destaque é o sashimi de tamago, uma espécie de omelete adocicada e prensada. O responsável pelas criações é o chef Koji, que vive trocando experiências com sushimen de São Paulo. Também há pratos quentes, como o risoto de frutos do mar e o requisitado camarão ao queijo (à milanesa, coberto com queijo e servido sobre arroz à grega; R$ 34,00). Enquanto aguardam os pedidos, os clientes podem degustar o camarão picante (com gengibre, alho e molho chinês apimentado; R$ 36,00) ou o sukiaki (sopa com fatias de carne e legumes servida na panela de ferro; R$ 24,00). Uma novidade na casa é o bufê de sushis servido na hora do almoço. São cerca de quinze tipos, entre os quais o de morango com goiabada (R$ 35,00 o quilo). Nesse horário, também há pratos executivos, a R$ 15,00, em média. Para beber, há saquês e shochu (destilado de arroz). A casa vende ainda produtos orientais, como chás, cerâmicas e hashis. O restaurante foi eleito pelo júri de VEJA Belém, pela segunda vez consecutiva, como o que oferece a melhor comida oriental da cidade.

Avenida Serzedêlo Corrêa, 210, próximo à Avenida Braz de Aguiar, Nazaré, 3241-0328 (120 lugares). 12h/15h e 19h/último cliente (seg. a sex. e dom.); e 19h/0h (sáb.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Ar. Entrega em domicílio ( 3241-0411). www.hikarisushi.com.br. Aberto em 1999. $$

 

O melhor pescado

Remanso do Peixe

 

Moqueca paraense: entre os campeões de pedidos

O restaurante fica numa casa sem placas, nos fundos de uma vila, em um tranqüilo bairro residencial. Quem passa por ali nem imagina que os dois salões instalados no piso superior do sobrado borbulham de gente. O movimento é tão grande que, de quinta a domingo, é comum ter fila de espera no local. O atrativo são as receitas de Francisco da Silva Santos, que nasceu em Itaituba, no sul do Pará, e foi criado em Santarém, região pesqueira no interior do estado. Apesar de nunca ter feito nenhum curso na área da gastronomia, os pratos de pescados criados por ele conquistaram os moradores da capital. Tanto que a casa ganhou pela terceira vez consecutiva o prêmio de melhor da especialidade na cidade, título conferido pelo júri de VEJA Belém. Para começar a refeição, as sugestões são o camarão ao alho e óleo (R$ 27,00 para até três pessoas), a isca de peixe (R$ 20,00 para até três pessoas) e a casquinha de caranguejo (R$ 14,00 o par). Um dos pratos mais pedidos é a moqueca paraense, feita com filhote, pata de caranguejo, camarão, pimentões, tomates, tucupi e jambu. Vai à mesa fumegante, numa panela de ferro, acompanhada de arroz e farofa (R$ 48,00 para duas pessoas). Outra iguaria requisitada é a mariscada do remanso, que leva camarão rosa, lula, ostras, polvo, patas de caranguejo, mexilhões e, dependendo da época do ano, lagosta. É acrescida de castanha-do-pará, gengibre, tomate seco e leite de coco (R$ 180,00 para treze pessoas). O tucunaré inteiro desossado e recheado com caranguejo e camarão precisa ser encomendado. O peixe pesa 4,5 quilos e serve até sete pessoas (R$ 180,00). Os pescados chegam duas vezes por semana no restaurante e são limpos no local. Para a sobremesa, tem torta de banana (a fruta é caramelada e coberta com creme, chantilly e canela; R$ 5,00), pudim de coco com farinha de tapioca (R$ 5,00) e os cremes de bacuri (R$ 5,00) e de cupuaçu (R$ 4,50). Até o fim do ano, um novo salão passará a funcionar no piso térreo.

Travessa Barão do Triunfo, 2590, casa 64, Marco, 3228-2477 (80 lugares). 11h30/15h e 19h/22h (ter. a sáb.); e 11h/15h30 (dom. e feriados). Cd.: M, R e V. Ar. Aberto em 2002. $$

 

A melhor pizzaria

Xícara da Silva

Massa fina e crocante: inspirada numa casa paulistana

Objetos de diversas regiões do Brasil enfeitam o charmoso restaurante, instalado na antiga residência da proprietária, Ruth Nogueira. Foi ela quem trouxe delicadezas como as bonecas de barro em estilo barroco, que vieram de Minas Gerais. As graciosas fadinhas foram feitas por Juliana Bollini, argentina radicada em São Paulo, que também decorou os cardápios. Os bichinhos de miriti pendurados na grande acássia do jardim – que fica toda florida em julho -­ são da época do Círio de Nazaré. Luminárias artesanais conferem uma luz suave ao ambiente, tanto no deque a céu aberto como no salão interno, que tem pé-direito alto e paredes de vidro adornadas por cortinas de tule rendadas. No centro do salão, há um grande lustre em forma de globo, de ferro com detalhes em madeira e lâmpadas coloridas. As toalhas floridas das mesas conferem um toque ainda mais lúdico ao ambiente. O cardápio é variado e lista opções de saladas, massas, quiches, sanduíches, carnes e pratos com frutos do mar. Mas o que faz mais sucesso são as tradicionais pizzas, oferecidas em trinta sabores e em dois tamanhos (média e grande). A massa, fina e crocante, é assada no forno a lenha. A inspiração veio da pizzaria Camelo, famosa na capital paulista. Entre as opções mais pedidas estão as pizzas de gorgonzola com uva e mussarela (R$ 30,00 a grande), a nonna rosa (mussarela com salaminho picante e parmesão; R$ 30,00 a grande) e a da vovó (mussarela com jambu, camarão rosa e parmesão; R$ 30,00 a grande). Entre os novos sabores estão a caprichosa (mussarela com calabresa artesanal e cebola; R$ 30,00 a grande) e a stravanza (mussarela de búfala, molho pesto, tomate e presunto de Parma; R$ 30,00 a grande). A escolha dos ingredientes é criteriosa. A mussarela é trazida de Minas Gerais. A calabresa artesanal vem de São Paulo. Para a sobremesa, tem pizza de doce de cupuaçu com calda de chocolate e castanha-do-pará (R$ 24,00). Outra opção é o mil folhas de maçã com calda de caramelo, castanhas e sorvete de creme (R$ 10,00), uma novidade no cardápio. A casa foi eleita a melhor pizzaria da cidade pelo júri de VEJA Belém pela segunda vez consecutiva.

Avenida Visconde de Souza Franco, 978-A, próximo ao Líder Doca, Umarizal, 3241-0167 (120 lugares). 18h/último cliente (seg. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Ar. Entrega em domicílio (3230-4323 até o Marco). Aberto em 2001. $$

 

O melhor regional

Lá em Casa

 

Receita do chef: ingredientes regionais e técnicas da cozinha internacional

O nome do restaurante revela a maneira despretensiosa como ele começou, no porão da casa dos proprietários, Anna Maria Martins e seu filho, Paulo Martins. No início, funcionava como botequim e tinha apenas 9 metros quadrados de cozinha. Os acepipes preparados por Anna se destacaram e a casa acabou virando um restaurante. Ao longo de 35 anos de funcionamento, ele foi ampliado, ganhou outro salão – o O Outro –, mudou de endereço e ficou famoso em todo o país e até no exterior. O renomado chef Paulo Martins tornou-se referência quando o assunto é comida paraense. No fim de maio, ele inaugura o novo endereço do Lá em Casa. O espaço, bem menor que o atual restaurante, comportará apenas dez mesas no térreo e cinco no mezanino. Serão sessenta lugares, contra os 240 do antigo endereço. A nova casa terá novidades. Uma delas é a presença de alunos de cursos de gastronomia de outros estados, que virão fazer estágio e trazer novas idéias para a equipe atual. Algumas características tradicionais da casa serão resgatadas, como a louça usada nos primeiros anos e o uniforme antigo dos garçons, com lencinho preto no bolso e cravo na lapela. Ainda haverá um bar na calçada, com capacidade para quarenta pessoas. O cardápio de receitas regionais – algumas com técnicas e influências da cozinha internacional – será mantido, mas também há novidades previstas para esse setor. No mezanino, onde funcionará o O Outro, o chef pretende servir pratos do dia, que não estão no cardápio, e um menu de degustação. As delícias típicas da terra que conquistaram clientes ilustres em todo o mundo continuam intocadas. É o caso do menu paraense (pirarucu grelhado, patinha de caranguejo grelhada, casquinha de caranguejo, farofa de pirarucu, feijão-manteiguinha de Santarém, pato no tucupi e maniçoba; R$ 35,00 por pessoa ou R$ 55,00 para duas, inclui suco e sorvete regionais) e do corridinho de peixe (pirarucu fresco na chapa, picadinho de tambaqui, hadock paraense, filhote no tucupi, pescada amarela à milanesa, arroz de jambu, farofa de pirarucu e feijão-manteiguinha de Santarém; R$ 39,00 por pessoa). Para finalizar, é famoso o bolinho de tapioca recheado de doce de cupuaçu assado e servido com sorvete feito com a fruta (R$ 9,00). A casa foi eleita – por unanimidade – como o melhor restaurante de comida regional da cidade pela terceira vez seguida, título conferido pelo júri de VEJA Belém. O antigo endereço (Avenida Governador José Maucher, 247) deverá funcionar até o fim de maio. Recomenda-se telefonar antes para confirmar.

Travessa Dom Pedro I, 546, Umarizal, 3242-4222. 12h/15h e 19h/último cliente (qui. a ter.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T e V. Estação das Docas, Boulevard Castilho França, galpão 2, Campina, 3212-5588 (210 lugares). 12h/0h (seg., ter., dom. e feriados); e 12h/último cliente (qua. a sáb.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. www.laemcasa.com.br. Aberto em 1972. $$

 

O melhor variado

Pomme d'Or

 

Matriz do Pomme d'Or: o primeiro de sete restaurantes

A casa foi aberta pelo casal Wânia e Alípio Martins para atender os belenenses que não tinham tempo de almoçar em casa, mas queriam comer comida caseira. Alípio, que já era empresário, ficou à frente da administração, e Wânia, cujos dotes culinários já eram elogiados pelos amigos, tornou-se responsável pela cozinha. A casa fez tanto sucesso que, além de ter a capacidade triplicada em alguns anos, motivou a família a abrir nada menos que outros seis restaurantes – dois deles, filiais do Pomme d'Or. A matriz, na Avenida Generalíssimo Deodoro, funciona numa casa ampla e agradável, com teto e móveis de madeira. O colorido e variado bufê, com cerca de 25 pratos frios e 25 quentes, é destaque no salão. Grande parte das receitas são de família. Diariamente, são servidos três ou quatro opções com peixe, como o filhote ao molho de alcaparras, bacalhau, camarão, frango assado, salpicão, dois tipos de massa e carnes, como o requisitado picadinho cozido e o filé à camões. Muitos ingredientes são trazidos de São Paulo. Doze funcionários se revezam na cozinha para dar conta da produção. Uma novidade é a inclusão de sushis e sashimis no bufê. O quilo custa R$ 30,00 de segunda a sábado e R$ 32,00 aos domingos e feriados. As sobremesas custam R$ 5,00 cada. A mais pedida é a musse de maracujá. A casa foi eleita pelo júri de VEJA Belém como a que oferece a melhor comida variada da cidade, num empate com o Restô La Vie en Rose, que também pertence à família.

Avenida Generalíssimo Deodoro, 1513, entre a Avenida Magalhães Barata e a Avenida Gentil Bittencourt, Nazaré, 3202-9800 e 8121-2854 (150 lugares). 11h30/15h30 (seg. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: V. T.: Tr e V. Ar. Shopping Iguatemi, Rua Padre Eutíquio, 1078, Espaço Gourmet Yamada, Batista Campos, 3250-5926 (300 lugares). 11h30/22h (seg. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. T.: Tr e V. Ar. Entrega em domicílio. Avenida Governador José Malcher, 2388, Yamada Plaza, loja 220, São Braz, 3226-1188 (200 lugares). 11h30/22h30 (seg. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. T.: Tr e V. Ar. Entrega em domicílio. Aberto em 1996. $$

 

Restô La Vie en Rose

 

Ambiente refinado e pratos sofisticados: sucesso na capital

Xodó da rede administrada pela família de Wânia e Alípio Martins, o restaurante é o mais sofisticado entre as sete casas. Funciona há apenas cinco anos, mas já conquistou o segundo título de melhor restaurante de comida variada da cidade do júri de VEJA Belém, dessa vez num empate com o Pomme d'Or, que também é comandado pelo casal. Quando começou, o objetivo era atender os moradores do flat onde o estabelecimento está instalado. O ambiente refinado – com iluminação indireta e música ambiente – e os pratos requintados acabaram fazendo sucesso entre os moradores de todos os cantos da capital, principalmente empresários e executivos. "Foi o nosso maior desafio", afirma Wânia. No comando da casa está seu filho, Marcelo Martins, que estudou gastronomia no Italian Culinary Institute for Foreigners e fez cursos e estágios com chefs badalados, como o francês Laurent Suaudeau e Sérgio Arno, proprietário do famoso restaurante paulistano La Vecchia Cucina. O cardápio montado por Marcelo lista pratos da culinária francesa com influências regionais. Para entrada, a sugestão é o aperitivo de foie gras com manga (R$ 25,00). Como prato principal, o bacalhau com geléia de pimenta é assado no forno com molho pesto e acompanhado de risoto de parmesão com geléia de pimentão (R$ 57,00). A carta de vinhos lista rótulos das adegas Expand Store, Mistral e Alentejana. Para acompanhar o prato, há o tinto francês Bourdeux Superior (R$ 83,00 a garrafa). Outra opção do cardápio é o camarão ao roquefort com mel (R$ 42,00). Para a sobremesa, faz sucesso o mil folhas de maçã com sorvete de creme e calda de caramelo (R$ 12,00).

Rua Diogo Móia, 833, entre a Travessa Catorze de Março e a Avenida Generalíssimo Deodoro, Umarizal, 3261-4500 e 8121-2855 (80 lugares). 19h30/último cliente (ter. a sáb.); e 11h30/16h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Aberto em 2002. $$$


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