Home > Revista > Edição nº 41 > As melhores comidinhas de Belém
01 de Junho de 2007As melhores comidinhas de Belém
* Preços coletados até maio de 2007
• O melhor açaí • O melhor pão • As melhor cafeteria • O melhor para dançar •Arthur Café • O melhor sanduíche • Café Sol • O melhor sorvete •A melhor happy hour • O melhor suco •O melhor doce • O melhor tacacá • O melhor salgado • A melhor tapioca
Veja também • Conheça os jurados
• Quadro: Como eles votaramAçaí Iaçá
Fruto campeão: trazido de Ponta de Pedras, Ilha das Onças e Abaetetuba Não se sabe ao certo quando o amargo fruto do açaizeiro foi incorporado aos costumes alimentares dos belenenses. O fato é que seu cremoso suco arroxeado se tornou presença obrigatória em praticamente todas as mesas dos moradores da cidade. Puro, com açúçar, com farinha de tapioca, acompanhando a comida ou transformado em doce, o versátil produto virou referência da capital paraense e ganhou fama em todo o país – e até no exterior. Tanto que a exportação da fruta cresceu nada menos que 800% nos últimos dois anos. O casal Nelson e Andréa Tavares nem imaginava o potencial do açaí quando começou a vendê-lo numa velha casa de madeira no bairro de Nazaré, há mais de duas décadas. O pequeno comércio transformou-se numa fábrica que fornece a famosa polpa para vários estados do Brasil. Mas o verdadeiro sucesso da casa é na cidade, onde foi considerada a que oferece o melhor açaí, título conferido pelo júri de VEJA Belém. As sacas com as pequenas frutinhas são trazidas de Ponta de Pedras, na Ilha de Marajó, da Ilha das Onças e de Abaetetuba. Seis máquinas são utilizadas para fazer a polpa. Em época de safra, a casa chega a ter dezesseis funcionários para dar conta da demanda. O açaí é vendido por R$ 8,00 o litro do médio e R$ 10,00 o do grosso. Outro destaque da loja é a farinha d'água lavada, que algumas pessoas gostam de comer com o açaí. Custa R$ 1,50 o litro.
Rua Antônio Barreto, 821, entre a Avenida Generalíssimo Deodoro e a Travessa Catorze de Março, Umarizal,
3224-4105. 7h/18h (seg. a sex.); e 7h/15h (sáb). T.: Vr e Ticket Alimentação. Entrega em domicílio. (até R$ 1,00). Aberto em 1985.
A melhor cafeteria
Receita de sucesso: café paulista e mais de quarenta tipos de salgado Antes de chegar a Belém, o português Arthur de Oliveira Santos, de 57 anos, viajou o Brasil inteiro por causa do café. Especializado em montar quiosques da bebida em grandes eventos, ele viajou por todo o país e também para a Argentina, até receber o convite de um diretor do Sebrae para vir à capital paraense. Foi amor à primeira vista pela cidade. Ele montou sua primeira loja na Galeria Portuense. Não demorou para que expandisse o empreendimento. Atualmente, são três casas na capital. A principal fica no aeroporto. Segundo Arthur, algumas pessoas vêm até Val-de-Cans só para tomar um cafezinho. Nesse endereço, jornais e revistas ficam à disposição dos clientes, que recebem como cortesia uma taça de água com gás e duas balinhas de café. O expresso, puro ou com leite, sai por R$ 2,50. A casa utiliza o Café Jardim, de São Paulo. O cardápio apresenta outras bebidas, como o cortado (café com leite clarinho acrescido de espuma e canela ou chocolate), o frapê de café (a bebida é congelada em forma de cubos de gelo, batida com leite gelado e leite condensado e servida numa taça) e o cappuccino à nossa moda (que leva três tipos de licor e cobertura de chantilly e chocolate). O requisitado café com sorvete agora pode vir com cobertura de chantilly sabor creme ou chocolate, uma novidade trazida de São Paulo (R$ 6,00). Para comer, há mais de quarenta tipos de salgado. Destaque para o bolinho de bacalhau, a coxinha de frango com catupiry, os folheados de peru e de creme de leite com camarão, a unha de caranguejo e o pão de queijo mineiro. Outro atrativo são os sucos, servidos em jarras de meio litro (R$ 3,50 com água e R$ 4,00 com leite). Os 95 funcionários da rede são treinados diretamente pelo proprietário. Arthur sempre recomenda que eles perguntem ao cliente se está satisfeito com o pedido – e que ofereçam outro produto se a resposta for negativa. A variedade, a qualidade dos produtos e o bom atendimento garantiram ao Arthur Café, pelo segundo ano, o título de melhor cafeteria da cidade, desta vez num empate com o Café Sol.
Aeroporto Internacional de Belém, Avenida Júlio César, s/nº, loja 30, Val-de-Cans,
3210-6470. 24 horas. T.: Tr, V e Ticket Alimentação.
(R$ 2,50). Ar.
Casa dos Pisos, Rua Cipriano Santos, 482, próximo ao terminal rodoviário, São Braz. 8h/19h (seg. a sex.); e 8h/13h (sáb.). T.: Tr.
Galeria Portuense, Travessa Padre Eutíquio, 1055, entre a Avenida Almirante Tamandaré e a Rua dos 48, Batista Campos,
8131-9406. Aberto em 1997.
A melhor cafeteria
A melhor happy hour
Cafés durante o dia e petiscos à noite: dois prêmios do júri de VEJA Belém A cafeteria acompanha a loja de informática desde o antigo endereço, uma portinha localizada na Praça do Carmo. Quando surgiu, eram apenas quatro mesinhas. Hoje, ela ocupa um espaço anexo à loja, instalada em um sofisticado prédio de três andares todo espelhado. A área da cafeteria tem pé-direito de dez metros e paredes de vidro que dão vista para a movimentada Avenida Doca de Souza Franco. Um grande quadro – posicionado próximo ao piano – exibe caricaturas dos músicos que se apresentam das 18h30 às 20h30 (aos sábados também das 12h às 14h). O repertório é de música instrumental variada e passa por solo de piano, bossa nova, jazz e chorinho. No mezanino, há um espaço para exposições, que são trocadas a cada dois meses. Durante o dia, o café da sol lidera os pedidos do cardápio. Trata-se de uma espécie de milk-shake de café (R$ 2,50). Outro destaque é o chocolate amazonikós, feito com cacau do Pará (R$ 3,50). Para acompanhar, oferece folhados, empadas, tortas, croissants, sanduíches naturais, pão de queijo e quatro tipos de quiche, entre os quais bacalhau e camarão com jambu. Os preços variam de R$ 1,50 a R$ 4,00. À noite, são servidos petiscos e três pratos assinados pelo premiado restaurante Dom Giuseppe. Fazem sucesso o pão de alho (R$ 7,00), os bolinhos de charque (R$ 12,00 com seis unidades) e de macaxeira com camarão (R$ 14,00 com seis unidades) e o prato de frios (com patê, pastrami, queijos e salame; R$ 12,00 o míni e R$ 18,00 o comum). A carta lista quase dez tipos de cerveja, como a Erdinger e a Devassa. Para assegurar que os funcionários estejam sempre bem dispostos para oferecer um bom atendimento, eles podem usufruir de um espaço para lazer no terraço, com mesas de jogos, televisor, internet e poltronas espreguiçadeiras. A casa ganhou dois títulos do júri de VEJA Belém: o de melhor lugar para curtir a happy hour na cidade e o de melhor cafeteria, num empate com o Arthur Café.
Avenida Visconde de Souza Franco, 1122, entre a Rua Boaventura da Silva e a Rua Antônio Barreto, Reduto,
4006-4561. 8h/21h (seg. a sex.); e 9h/21h (sáb.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V.
Ar.
![]()
www.intersol.com.br. Aberto em 2004.
O melhor doce
O melhor salgadoAbelhuda
Bolos decorados com capricho: um dos destaques da confeitaria A loja parece uma casinha de bonecas. Paredes pintadas de azul, cerca de madeira pequenina, cortina rendada e uma decoração caprichosa que muda de acordo com a data perfazem o lúdico ambiente onde são servidos mais de duzentos tipos de quitute. Bandejas com salgados fresquinhos e doces milimetricamente decorados circulam por entre as mesas do movimentado salão, nas mãos de simpáticas funcionárias uniformizadas. As receitas são de Inês Barros, mãe dos proprietários, os irmãos Jacqueline, Jana Inês e João Roberto. Entre as vedetes do cardápio estão os tradicionais docinhos, como o brigadeiro, a madalena (massa de bolo banhada em calda de maracujá) e o casadinho (massa de leite condensado com massa de chocolate ao leite enroladinhas). Cada um custa R$ 1,80. Outros destaques são os bombons finos, como os de cupuaçu, de castanha e de Ovomaltine (R$ 2,30). Há ainda tortas, bolos e os novos espetinhos de brigadeiro com casadinho (R$ 3,50 com cinco unidades). Jacqueline e João Roberto viajam para outros estados com freqüência para fazer cursos de aperfeiçoamento. A receita do requisitado pão-de-mel, por exemplo, é de Curitiba, no Paraná. A versão decorada, em formato de estrelinha, é vendida a R$ 1,50 (tamanho pequeno). Para quem prefere os salgados, há quase vinte opções. Os destaques são a unha de caranguejo (R$ 3,00), a trança de bacalhau (R$ 7,00) e o pão de batata com recheio de queijo (R$ 2,80). Nova no menu, a tortilla de frango defumado com abacaxi é feita com massa podre e sai por R$ 3,50. Apesar da grande variedade de delícias, o carro-chefe da casa continua sendo o famoso pão de rosas. Confeccionado no formato da flor, é recheado com creme de queijo e umedecido com calda de leite condensado. A iguaria tem sabor agridoce e pode ser pedida num pacote com três (R$ 5,50) ou em forma de rosca (R$ 30,00). A Abelhuda recebeu dois títulos do júri de VEJA Belém: o de melhor doce da cidade, pela terceira vez consecutiva, e o de melhor salgado, pelo segundo ano seguido.
Rua Boaventura da Silva, 341, entre a Travessa Quintino Bocaiúva e a Avenida Visconde de Souza Franco, Umarizal,
3223-4585. 14h/22h (seg. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. T.: Ticket Alimentação. Ar. Avenida Gentil Bittencourt, 2125, entre a Travessa Três de Maio e a Travessa Catorze de Abril, São Braz,
3249-6670 e 3229-0107. 8h/20h (seg. a sáb.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Ar. Entrega em domicílio. Aberto em 1995.
Delicidade
Mais de quarenta tipos de pão: produção artesanal Foram os elogios da clientela aos pães vendidos na rede de supermercados da família Haber que incentivaram a inauguração de uma casa especializada no produto. A primeira unidade da panificadora foi montada na Avenida Presidente Vargas e passou a oferecer os mais de quarenta tipos de pão produzidos na fábrica, além de salgados, doces, frios, cafés e outros produtos. A idéia deu tão certo que a casa ganhou uma filial pouco tempo depois, na Rua Brás de Aguiar. No segundo semestre deste ano, uma terceira loja será inaugurada no bairro de Nazaré. A panificação sempre foi a menina-dos-olhos de Michel Haber, um apaixonado por culinária. Ele faz questão de que a produção seja artesanal, sem nenhum tipo de conservante. Entre os itens oferecidos estão o pão fofinho (recheado com creme de queijo; R$ 1,20 a unidade), o ciabatta (de R$ 0,66 a R$ 0,86 a unidade) e o pão romano (com massa de ovos; R$ 1,80 a unidade). Outros destaques são os pães de coquetel (de cenoura, de beterraba e de jambu; cerca de R$ 0,50 o pacote), o pão roseta amanteigado (R$ 0,42 a unidade) e o pão de bacalhau (R$ 4,20). Apesar da variedade, o careca é campeão imbatível de pedidos. Na loja da Brás de Aguiar também são servidos sanduíches, com ingredientes à escolha do cliente. O pão da Delicidade foi eleito o melhor da capital pelo júri de VEJA Belém.
Avenida Brás de Aguiar, 202-A, esquina com a Travessa Doutor Moraes, Nazaré,
3241-7055. 7h/20h (seg. a sáb.); e 7h/19h (dom. e feriados). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: V. T.: Ticket Alimentação e Gold Card. Ar.
Entrega em domicílio. Avenida Presidente Vargas (Palácio do Rádio), 325, esquina com Rua Manuel Barata, centro,
3242-7414/ 3212-0434. 7h/21h (seg. a sáb.); e 7h/20h (dom. e feriados). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Ar.
Aberto em 2002.
Armazém Santo Antônio
Festas promovidas por Fernando Silva: badalação Quem passa em frente ao estabelecimento durante o dia nem imagina que ali acontecem as mais badaladas festas da capital. Instalada numa construção de 1907, com pé-direito alto e vigas de madeira de demolição, a casa que imita uma antiga mercearia já funcionava como livraria, padaria e cafeteria. Agora, também virou point entre jovens belenenses nas noites de quinta a domingo. O amplo galpão dos fundos, cercado por varandas, serve de palco para as baladas promovidas pelo português Fernando Silva. Na quinta-feira, um ambiente recebe um DJ e, o outro, um grupo de pagode. Na sexta-feira, a noite é para o público GLS. Os sábados são destinados ao pop rock com bandas de Belém e de outras localidades. As festas começam às 22h. No domingo o agito é mais cedo – das 17h às 22h –, com show do grupo de pagode Rango e Cia. Às quartas, o galpão funciona como cenário para a gravação do programa Armazém Belém, apresentado por Américo Barata, proprietário da casa e chef de cozinha. É ele quem assina parte das receitas oferecidas na casa da frente. Entre os pães, destaque para a focaccia (temperada com azeite, sal grosso e ervas; R$ 11,40 o quilo), a ciabatta (R$ 7,50 o quilo) e as baguetes francesas (R$ 9,00 o quilo, R$ 10,00 com gergelim). A casa também oferece doces finos, sanduíches, frios, queijos importados, patês, carnes defumadas e outros produtos. Uma adega comporta cinqüenta rótulos de vinho. A casa foi eleita como o melhor lugar para dançar na cidade, título conferido pelo júri de VEJA Belém.
Travessa Quintino Bocaiúva, 1696-A, entre a Rua Braz de Aguiar e a Avenida Nazaré, Nazaré,
3224-5281. 6h/21h (seg. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V.
Ar.
Entrega em domicílio. Aberto em 2004.
Milleo
Camarão com jambu: novidade no cardápio da Milleo A casa começou há vinte anos como um pequeno carrinho de sanduíches. Pedro Müller, o criativo proprietário, conquistou a clientela com as constantes inovações no cardápio. O sucesso o levou a abrir uma lanchonete do outro lado da rua, mas os belenenses continuaram a preferir o carrinho, que permanece no mesmo lugar. Tanto que, durante a semana, há dezesseis funcionários às voltas com as chapas na calçada e onze dentro da loja. Oferece mais de cinqüenta tipos de sanduíche. "Sempre que tenho uma idéia ou um cliente faz uma sugestão, coloco no menu para ver se agrada", afirma Pedro. "Geralmente, o lanche não sai mais do cardápio." Ele utiliza sete variedades de pão: de hambúrguer, de chá, de fôrma, de hot-dog, careca, de centeio e árabe. As novidades do menu são os sanduíches de peru, como o cheese peru defumado (servido no pão árabe; R$ 4,50). Outras opções recém-incorporadas são o charque ao queijo do Marajó (R$ 6,20) e o sanduíche de camarão com jambu (R$ 7,00). Também são boas pedidas os lanches naturais, feitos no pão de centeio e recheados com pasta de atum, de bacalhau ou com frango desfiado e abacaxi. Apesar da variedade de opções, o carro-chefe continua a ser o lanche de filé, que traz a carne cortadinha e sai por R$ 5,70 na versão cheese (com queijo) e R$ 6,20 na versão egg (com ovo). O cliente ainda pode acrescentar complementos – como alho, bacon e camarão – ou pedir o lanche no prato, sem pão. A loja também oferece milk-shakes, vitaminas e sorvetes. A Milleo ganhou o título de melhor sanduíche da cidade do júri de VEJA Belém pelo terceiro ano consecutivo.
Rua Diogo Móia, 124, entre a Avenida Almirante Wandenkolk e a Avenida Visconde de Souza Franco, Umarizal,
3222-8381. Lanchonete: 17h/0h (ter. a qui. e dom.); e 17h/6h (sex. e sáb.). Trailer: 19h/3h (seg. a qui. e dom.); e 19h/6h (sex. e sáb.). T.: Ticket Alimentação. Entrega em domicílio. (
3230-1446. Taxa: R$ 3,50). Avenida Visconde de Souza Franco, próximo ao Sesc, Reduto. 19h/1h (ter. a qui. e dom.); e 19h/3h (sex. e sáb.).
Aberto em 1986.
O melhor sorvete
O melhor sucoCairu
Tricampeã nas duas especialidades: mais de quatro décadas de sucesso Na capital paraense, sorvete virou sinônimo de Cairu. A marca, fundada há mais de quatro décadas, é praticamente uma instituição na cidade. Tanto que levou o terceiro título consecutivo de melhor na especialidade do júri de VEJA Belém – com nada menos que oito entre dez votos – e também foi considerada a casa que oferece o melhor suco, pelo terceiro ano seguido. As onze lojas são administradas pelos filhos dos fundadores, Armando José e Ruth Henriques Laiun. Catorze sorveteiros se revezam para preparar diariamente os cerca de setenta sabores oferecidos. Em média, 1 tonelada do produto é produzida por dia. Açaí, tapioca, cupuaçu, bacuri, paraense (açaí com farinha de tapioca) e mestiço (açaí com sorvete de tapioca) estão entre as opções mais pedidas pelos clientes. Chocolate e céu azul (caramelo) são os mais requisitados pelas crianças. O cardápio também traz novidades, como os sorvetes de profiteroles, de Ferrero Rocher (chocolate com bombom crocante e avelãs) e de prestígio com suspiro. A casquinha com uma bola custa R$ 2,50. Com duas bolas, R$ 4,90. Para quem quiser levar para casa, há embalagens de isopor com 400 mililitros (R$ 9,00), 1 litro (R$ 18,00) e 1,5 litro (R$ 29,00). Também oferece picolé, milk-shake e sundae. Entre os mais de dez tipos de suco, o campeão de pedidos é o de cupuaçu (R$ 3,30). Destaque ainda para os de acerola (R$ 2,50) e de bacuri (R$ 3,30). A Cairu também está presente em Salinas, Mosqueiro e no Rio de Janeiro.
Travessa Catorze de Março, 1570, esquina com a Avenida Governador José Malcher, Nazaré,
3242-2749. 9h/0h (seg. a dom.). T.: Ticket Alimentação.
Entrega em domicílio. (taxa de R$ 2,00 a R$ 3,00). BR-316, quilômetro 1, Shopping Castanheira, Castanheira,
3250-4046. 10h/22h (seg. a sáb.); e 12h/22h (dom.). Estação das Docas, Avenida Boulevard Castilhos França, s/nº, Galpão 2-A, Campina,
3212-5595. 12h/0h (seg. a qui.); 12h/2h (sex.); 9h/2h (sáb.); e 9h/0h (dom. e feriados). Mais oito endereços. Aberto em 1963.
Tacacá do Colégio Nazaré
Camarões graúdos e tucupi bem temperado: receita campeã Maquiagem na medida, unhas impecáveis e um sempre presente sorriso no rosto. É com esta "produção" que Maria do Carmo recebe turistas e moradores de todos os cantos da cidade que se deslocam para a frente do colégio Nazaré todos os fins de tarde para provar seu famoso tacacá. O capricho revelado na apresentação também se aplica no preparo diário da iguaria para garantir a qualidade do produto – uma tarefa que começa antes de o sol nascer, todos os dias. A preparação do tucupi é a fase mais trabalhosa do processo, realizado em sua própria casa. Maria do Carmo conta com a ajuda de dois homens para moer a mandioca e colocar a massa no tipiti (utensílio de palha que extrai a manipueira). Depois de deixar o suco leitoso descansar por 24 horas, ela o leva ao fogo com bastante alho, chicória e sal. Com a experiência de quem passou 35 dos seus 66 anos servindo as quentíssimas cuias, Maria do Carmo aplica um criterioso cuidado com o ponto do caldo e com a qualidade dos ingredientes. Os camarões graúdos são trazidos do Maranhão toda semana e o jambu é comprado diariamente de um só fornecedor no Ver-O-Peso. O produto é conservado em vasilhas de alumínio para evitar a fermentação. Todos esses cuidados renderam ao Tacacá do Colégio Nazaré o terceiro título de melhor da especialidade, um reconhecimento do júri de VEJA Belém. Nas sextas-feiras, a casa também oferece caruru. Nos sábados e domingos, vatapá. A requisitada rosquinha de tapioca é destinada apenas ao domingo, e custa R$ 2,00. O tacacá é vendido por R$ 6,00.
Avenida Nazaré, s/nº, entre a Travessa Quintino Bocaiúva e a Avenida Generalíssimo Deodoro, Nazaré,
3274-4874. 15h/20h (seg. a dom.). Aberto em 1972.
Tapioquinha de Mosqueiro
Delícias da casa: a pedida certa para o lanche Joel Gonçalves costuma dizer que sua esposa, Andréia Dias Gonçalves, nasceu dentro da goma da mandioca. Foi seu talento para fazer tapioca que o levou a apostar no estabelecimento, hoje considerado o melhor da especialidade da cidade pela terceira vez consecutiva – título conferido pelo júri de VEJA Belém. Andréia aprendeu a preparar a iguaria ainda menina. A professora foi sua mãe, Jandira Barbosa, que por muito tempo teve uma barraca do gênero em Mosqueiro. Hoje, ela e Joel comandam catorze funcionários e acompanham de perto a produção da tapioca, requisitada pelo belenenses nos fins de tarde e no café-da-manhã. São mais de cinqüenta sabores, entre doces e salgados. Há opções com ovo, salsicha, mortadela, charque, frango, cheddar e calabresa, entre outras criações. Cada uma custa, em média, R$ 3,00. Entre as versões doces, fazem sucesso a casadinha (brigadeiro com leite condensado) e a de brigadeiro com morango (R$ 3,50 cada). Uma novidade são as tapiocas diet, feitas sem a adição de açúcar. São sete tipos, entre os quais doce de leite, doce de cupuaçu e goiabada cascão (R$ 3,50 em média). Apesar da variedade, a campeã de pedidos é a tradicional, molhada com leite de coco, que é servida na folha de bananeira por R$ 1,20. Só no domingo, a casa serve 180 unidades do quitute. A goma utilizada na confecção do produto vem de uma plantação própria, localizada no município de Nova Timboteua. A produção gera 600 quilos de goma por mês, mas Joel pretende chegar a uma tonelada. O objetivo é abastecer a nova unidade, que será aberta até o fim do ano. Outro projeto do casal é a Tapioquinha de Mosqueiro Itinerante. Em breve, os clientes poderão contratar o serviço de tapioca para festas e eventos.
Rua dos Pariquis, 1981-B, entre a Rua Serzedêlo Correa e a Travessa Padre Eutíquio, Batista Campos,
3242-5240. 6h30/12h e 15h30/21h (ter. a dom.). T.: Ticket Alimentação. Entrega em domicílio. (taxa: até Pedreira, de R$ 1,00 a R$ 2,00). Aberto em 2004.