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01 de Junho de 2007Os melhores bares de Belém
• O melhor boteco • A melhor música ao vivo • A melhor choperia • O melhor para ir a dois • A melhor happy hour • O melhor para paquerar • O melhor fim de noite • O melhor para petiscar
Veja também • Conheça os jurados
• Quadro: Como eles votaramRubão
Simplicidade e bons petiscos: três vezes campeão O pequeno boteco instalado numa das estreitas ruas da Cidade Velha é famoso em toda a capital. O proprietário, Rubem Estevam Lobato – o Rubão, que empresta o nome à casa –, é a alma do negócio. Carismático e comunicativo, é ele quem cuida de cada detalhe do bar: do atendimento à cozinha. O empreendimento está tão centrado no proprietário que, quando ele tem um compromisso ou uma festa para ir, o bar simplesmente não abre. Assim acontece durante todo o carnaval, época em que Rubão, folião assumido, desfila em escolas de samba e blocos de rua. Boa parte da clientela do bar é composta de seus amigos, principalmente artistas. Um painel na parede exibe fotografias de alguns, como a transformista Rogéria, a atriz Elke Maravilha e as cantoras Fafá de Belém e Leci Brandão. Nos fins de semana, conseguir uma mesa na calçada não é tarefa fácil. Para acompanhar o bate-papo, tem a cerveja gelada indispensável a qualquer bom boteco. A garrafa de 600 mililitros sai por R$ 3,00. Para petiscar, há acepipes e porções. Entre as opções estão o mexilhão (R$ 8,00) e o tradicional bolinho de bacalhau (R$ 5,00). O Rubão foi eleito o melhor boteco da cidade pela terceira vez seguida, título conferido pelo júri de VEJA Belém.
Rua Curupá, 312, entre a Rua Rodrigo dos Santos e a Rua Cametá, Cidade Velha,
9122-4232. 18h/1h (dom. a qua.); e 18h/2h (qui. a sáb.).
Aberto em 1997.
A melhor choperia
A melhor happy hourAmazon Beer
Receita de sucesso: chope de qualidade e vista para a Baía do Guajará A choperia é tão famosa na capital quanto o lugar onde está instalada – a Estação das Docas. Freqüentada por moradores de todos os cantos da cidade e também por turistas, que vêm apreciar a vista da Baía do Guajará, a casa ganhou dois títulos do júri de VEJA Belém: o de melhor choperia, pela terceira vez consecutiva, e o de melhor happy hour, num empate com o Café Sol. O principal atrativo é o chope de fabricação própria, produzido no local pelo mestre cervejeiro Reynaldo Fogagnolli. São cinco variedades da bebida, feitas sem conservantes nem aditivos. Para quem prefere a versão clássica, mais leve, há o forest (R$ 2,70). O river (R$ 2,90) é mais encorpado. O de bacuri (R$ 3,50) tem sabor adocicado. O red (R$ 3,00), como o nome indica, é avermelhado, e o black (R$ 3,00) dispensa apresentações. A bebida tem feito tanto sucesso na cidade que, este ano, a produção atingiu o seu limite, cerca de 28 000 litros mensais. Para acompanhar os chopes, o cardápio lista grande variedade de petiscos e pratos. Entre as opções estão a lingüiça de metro artesanal, recheada com provolone (R$ 19,50), e o pastel porreta, de picanha defumada com charque e queijo (R$ 12,50 a porção com vinte unidades). De segunda a quarta, das 18h30 às 21h, a clientela paga R$ 24,75 e pode se servir à vontade de chope e do bufê com frios, salgados e caldos. Outro destaque é a feijoada, oferecida aos sábados ao som de chorinho (R$ 24,90 por pessoa).
Estação das Docas, Boulevard Castilho França, galpão 1, Campina,
3212-5401. 17h/0h (seg. a qui.); 17h/3h (sex.); 11h/3h (sáb.); e 11h/0h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: V. Couvert art.: R$ 3,00 (opcional).
Ar.
Aberto em 2000.
Roxy Bar
Ambiente agradável e cardápio amplo: o melhor lugar para a saideira A casa de esquina é parada estratégica para os belenenses que querem prolongar a noite. Há mais de duas décadas o bar recebe a clientela que vem tomar a saideira, jantar ou comer um petisco antes de ir para casa. O ambiente intimista, a meia-luz, e o amplo cardápio são os principais atrativos. No salão de pé-direito alto, há um deque de madeira posicionado cerca de um metro acima do chão, todo cercado por janelas. Painéis e quadros com personagens e cenas dos clássicos do cinema compõem a decoração. O clima informal é animado pelos clipes musicais exibidos no telão. Muitos dos pratos listados no menu são batizados com nomes de celebridades. Uma receita que faz sucesso é o filhote leila pinheiro (filé de filhote com molho de pêssego e champanhe acompanhado de arroz de castanha-do-Pará com queijo gorgonzola; R$ 27,00). Outra sugestão é o requisitado roxy forever, um filé recheado de presunto e queijo, frito no molho ferrugem e fechado como um pastel. É servido com arroz à piemontese e batata palha (custa R$ 27,00 e dá para duas pessoas). Para quem quiser apenas petiscar, há porções como o camarão de sica (à milanesa; R$ 16,50). Entre os drinques, a novidade é a caipirosca de kiwi (R$ 6,00). A tradicional caipirinha é chamada oscarito e custa R$ 4,00. A casa foi eleita o melhor lugar para curtir o fim de noite na cidade pela segunda vez consecutiva, na opinião do júri de VEJA Belém.
Avenida Senador Lemos, 231, esquina com a Avenida Almirante Wandenkolk, Umarizal,
3224-4514. 19h30/1h (ter. a qui. e dom.); e 19h30/último cliente (sex. e sáb.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: R e V. Cr.: V. Ar.
Entrega em domicílio. Manobr. (de R$ 5,00 a R$ 7,00). Aberto em 1984.
Café Imaginário
Jazz e blues instrumentais: reduto de artistas Instalado num casarão antigo e amplo, cercado de varandas e grandes janelas, o bar é point de artistas, jornalistas e amantes de música instrumental. Tem pé-direito alto, paredes coloridas e diversos ventiladores distribuídos pelos ambientes. É administrado pelo artista plástico José Simões, que comanda a programação musical com um único mandamento: "Sempre digo aos músicos: desagradem o público. Façam arte". Às terças-feiras, um curta-metragem selecionado por uma curadoria é exibido numa parede ao ar livre. De terça a domingo, há música ao vivo. A programação não é fixa, mas o repertório sempre foca no jazz e no blues instrumentais. Já passaram pelo palco nomes conhecidos, como Yamandú Costa e Ney Conceição. Entre os músicos da região que se apresentam com freqüência estão Tone Lisboa e Fabrício, Cássio Lobato, Maurício Banzera e o grupo Cumbuca Jazz. Os shows começam entre 22h30 e 23h. Tão famosa quanto a programação musical de qualidade é a pizza de jambu. A receita já rendeu ao bar até participações em programas de televisão de alcance nacional. A massa, fina e crocante, foi ensinada a José por um pizzaiolo de Minas Gerais. O jambu vem de uma plantação orgânica exclusiva. Os produtores recentemente montaram uma banca de verduras na frente da casa. A pizza é servida como aperitivo e também leva mussarela (a média custa R$ 21,00). Outros sabores requisitados são a de camarão regional (com jambu; R$ 26,00 a média) e a vitória amazônica (pupunha, jambu e azeitonas pretas; R$ 24,00). Também fazem sucesso as panquecas, como a de frango defumado com gorgonzola e ameixas (R$ 19,50). Para beber, tem cerveja em lata (R$ 2,50) e long neck (R$ 3,00). A casa foi eleita pelo júri de VEJA Belém como o melhor lugar para se ouvir música ao vivo na cidade.
Travessa Quintino Bocaiúva, 1086, esquina com a Rua Boaventura da Silva, Reduto,
3230-5235. 18h/1h30 (seg. a qui.); 18h/3h30 (sex. e sáb.); e 18h/1h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Couvert art.: R$ 3,00.
Aberto em 1999.
BBC
Lounge do BBC: o espaço preferido pelos casais O bar recém-inaugurado já conquistou o público belenense. Tanto que, em pouco mais de três meses de funcionamento, foi considerado o melhor lugar para ir a dois na cidade – título conferido pelo júri de VEJA Belém. A proposta é unir uma boa cozinha ao clima informal de um bar, que depois de certa hora vira boate. O ambiente é sofisticado. O piso térreo – com luz baixa, cadeiras estofadas e um telão de 150 polegadas que exibe clipes musicais – é procurado principalmente por quem quer petiscar ou jantar. O menu foi elaborado sob a consultoria do chef Fábio Sicília, proprietário do premiado restaurante Dom Giuseppe. Uma sugestão para a entrada é a berinjela ao forno (com pasta de queijo cuia, tomates fatiados, manjericão, mussarela e molho ao sugo; R$ 9,00). Como prato principal, o risoto do círio leva pesto de jambu, cupuaçu e tucupi com camarão (R$ 32,00). Outra opção é o filhote ao ver-o-peso, guarnecido com geléia de bacuri e pimenta e servido com arroz de ervas (R$ 29,00). A carta de vinhos lista quarenta rótulos e um sommelier fica à disposição para ajudar na escolha dos clientes. Para acompanhar o filhote, ele sugere o branco argentino Catena Chardonnay (R$ 125,00). Para quem prefere petiscar, a sugestão é a tábua de frios (que inclui queijos, salame, presunto, mortadela, copa, três pastas e cesta de pães; R$ 35,00). A casa também serve sushis. No mezanino há um lounge com sofás, almofadas e iluminação ainda mais baixa. É ali que fica o Wine Bar e, nos fins de semana, se apresentam os DJs.
Rua Jerônimo Pimentel, 201, entre a Avenida Visconde de Souza Franco e a Avenida Almirante Wandenkolk, Umarizal,
3222-0562. 19h/1h (ter. a qui.); e 19h/último cliente (sex. e sáb.). Cc.: D, M e V. Cd.: M e V. Ar.
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Aberto em 2007.
Boêmio Cervejaria
Música ao vivo e grande variedade de drinques: azaração O bar foi inaugurado este ano, mas já é um sucesso na capital. Uma das razões é a expertise dos proprietários, que também administram o Boteco das Onze e casas do grupo em capitais de outros estados, como Recife, Maceió e Fortaleza. O atendimento eficiente, o cardápio bem elaborado – cujo destaque são os grelhados – e a programação musical têm deixado a casa lotada. Tanto que foi eleita pelos jurados de VEJA Belém como o melhor lugar para paquerar na cidade. Além da área externa, em frente ao bar, há um salão com pé-direito alto e teto de palha em forma de chalé, decorado com dezenas de garrafas de cerveja. É onde fica o palco, que recebe bandas de MPB durante a semana e grupos de pop rock aos sábados e domingos. Os shows são diários e acontecem a partir das 21h (sexta às 19h). Destaque para a quinta-feira, dia de apresentação da banda 192. No sábado, o som começa na hora do almoço: tem feijoada com chorinho, a R$ 23,80 por pessoa. O menu é extenso. Lista cervejas, drinques, destilados, licores, uísques, vodcas e uma carta de vinhos de trinta rótulos, inclusive espumantes. Um dos destaques é o coquetel do boteco, feito com licor de cacau, Amarula, conhaque, leite condensado, chantilly e chocolate granulado (R$ 11,80). Para comer, fazem sucesso as carnes – servidas em espetos, em forma de rodízio, ou em porções. Alguns cortes são do conceituado frigorífico Wessel. Entre os mais pedidos estão a costela fred flintstones (com 750 gramas; R$ 58,70), o carré de cordeiro (R$ 34,20), o franguinho de leite desossado (R$ 24,80) e a picanha argentina (R$ 27,80). Ainda há entradas, sopas, refeições e sobremesas.
Avenida Visconde de Souza Franco, 555, esquina com a Avenida Senador Lemos, Reduto,
3224-0075. 18h/último cliente (seg. a sex.); e 12h/último cliente (sáb. e dom.). Cc.: V. Cd.: V. Couvert art.: R$ 4,20 (seg. a qua.) e R$ 5,30 (qui. a dom.).
Manobr. (70 veículos).
Aberto em 2007.
Taberna São Jorge
Charme na Cidade Velha: decoração esmerada e receitas especiais O charmoso boteco instalado na Cidade Velha também é conhecido como Bar da Walda, em referência à proprietária, a fotógrafa Walda Marques. Devota de São Jorge, ela decorou a casa com uma série de objetos que remetem ao santo. Entre os mais graciosos estão os bonecos em papel machê, dispostos em cima do balcão, que retratam São Jorge sentado numa mesa jogando cartas com o cavalo e o dragão verde. As paredes são decoradas com quadros e fotografias – muitas feitas pela Walda – e há objetos de antiquário distribuídos pelo ambiente, como um gramofone, um baleiro, uma geladeira e um rádio antigo. Música suave compõe a trilha sonora. Às terças e aos sábados, o som é ao vivo, com repertório de chorinho e de jazz instrumental, respectivamente. As receitas são assinadas pela fotógrafa. Há saladas, sanduíches, tira-gostos, sobremesas e as famosas marmitinhas, pratos quentes servidos numa panela de alumínio tampada amarrada num pano de prato. Entre as opções estão o arroz de pato (R$ 30,00), o arroz de bacalhau (R$ 35,00), o arroz-de-carreteiro (R$ 28,00) e o mexido garagem (arroz, feijão, salada, ovo, batata e banana frita com carne-seca, picadinho ou carne assada; R$ 25,00). Para petiscar, fazem sucesso a carne-seca com abóbora (R$ 17,00), o filé com queijo do Marajó (R$ 17,00) e os bolinhos de bacalhau e de feijão (R$ 13,00 cada porção). Para quem prefere um lanche, as sugestões são o de pernil com abacaxi no careca (R$ 13,00), o de frango desfiado com pasta de cenoura, passas e alface na baguete (R$ 9,00) e o de carne-seca desfiada com creme de ricota e jambu (R$ 12,00). A casa foi eleita como o melhor lugar para petiscar na cidade, título conferido pelo júri de VEJA Belém, pela segunda vez consecutiva. Recentemente, o local passou a ter um brechó.
Travessa Joaquim Távora, 438, esquina com a Rua Rodrigo dos Santos,
3224-3476. 17h30/1h30 (ter. a sáb.).
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Aberto em 2005.