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Editorial

 

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01 de Outubro de 2007
O Melhor da Cidade 2007/2008

Restaurantes

* Preços coletados até setembro de 2007

O melhor da cidade O melhor italiano
O melhor francês Prêmio tradição
A melhor carta de vinhos O melhor oriental
O chef do ano O melhor pescado
O melhor árabe A melhor pizzaria
O melhor brasileiro O melhor variado

A melhor carne

O melhor para ir a dois



Os melhores

Além de opinar sobre o melhor em cada especialidade, cada jurado fez uma lista com dez restaurantes em ordem decrescente. O primeiro recebeu 10 pontos, o segundo 9, e assim até o décimo, com 1 ponto. O quadro mostra o campeão e, em ordem alfabética, as outras nove melhores mesas da capital

Taste Vin Francês
. Restaurante Especialidade
A Favorita Variado
Aurora Variado
D'Artagnan Variado
Dona Derna Italiano
Fogo de Chão Carne
Osteria Mattiazzi Italiano
Splendido Ristorante Italiano
Vecchio Sogno Italiano
Xapuri Brasileiro

 

Veja também
Conheça os jurados
Quadro: Como eles votaram

 

O melhor da cidade
O melhor francês
A melhor carta de vinhos

Campeão da boa mesa

Taste-Vin

 

Excelência gastronômica e carta de vinhos afinada: combinação vencedora

O gosto do chef-proprietário Rodrigo Fonseca pelos vinhos e pela gastronomia não surgiu em família, como acontece com a maioria dos chefs. O então estudante de engenharia elétrica começou a freqüentar restaurantes por volta dos 20 anos e, como não gostava de cerveja, saboreou suas primeiras aventuras pelo ramo dos vinhos. Depois de formado, nas viagens de negócio, enquanto seus colegas iam a boates, Rodrigo optava pelos restaurantes. Foi em uma das viagens de turismo gastronômico que conheceu a figura do chef-patron. Comum em bistrôs e estabelecimentos maiores da França, o nome descreve bem o papel de Rodrigo Fonseca à frente do Taste-Vin. É ele quem elabora os pratos e treina os funcionários, seleciona os rótulos da adega e até importa alguns diretamente. O conhecimento de Rodrigo em enologia iniciou-se como curiosidade, com pesquisas em livros e viagens gastronômicas. Só mais recentemente, em 2000, o chef ingressou em um programa de formação do instituto Masters of Wine, de Londres. A adega climatizada do Taste-Vin foi a primeira da cidade em que o cliente podia entrar para selecionar um rótulo. Sua diversidade foi construída ao longo de anos de reinvestimento em estoque. Hoje, a adega serve ao restaurante e a uma loja anexa, em que os rótulos têm preços diferentes. Algumas das indicações de Rodrigo Fonseca são os brancos Chateau Tour Leognan, safra 2004 (R$ 82,50 na loja, R$ 115,50 no restaurante), e Muscadet sur Lie, safra 2005 (R$ 39,00 na loja e R$ 57,00 no restaurante). Ambos são exclusividade da casa, importados diretamente para o Taste-Vin. Outras sugestões são o Les Cimels da Chateau D'or et de Gueules, safra 2003 (R$ 55,80 na loja e R$ 79,80 no restaurante), e o raro Stonyridge Larose, safra 2000 (R$ 459,10 na loja e R$ 539,00 no restaurante), importado da Nova Zelândia. O zelo do chef-patron se estende à cozinha, que comanda pessoalmente. Para ele, há bons profissionais executantes, que podem ser treinados, mas é preciso alguém que tenha viajado pelo mundo e conheça a culinária e a cultura para comandar um bom restaurante. Em sua cozinha, que prepara pratos da culinária típica de algumas regiões francesas, Rodrigo destaca a intensidade dos sabores e aromas. Sugestão de entrada: salada de Lardon (tipo de panceta italiana ligeiramente defumada), com folhas verdes e vinagrete de limão, que leva toques da gordura da panceta, torradas e queijo gorgonzola (R$ 18,00). Prato principal: pernil de cordeiro sete horas, que assa durante esse tempo apenas regado com vinho branco, sobre fundo de cebola, alho, tomate, cenoura, aipo e alho-poró, R$ 42,00. Para a sobremesa, suflê de café, criado pelo chef, R$ 14,00. Neste ano, o Taste-Vin recebe do júri de VEJA Belo Horizonte pela terceira vez o título de o melhor restaurante da cidade. Também é o oitavo ano em que vence na categoria de culinária francesa e o quarto em que sua carta de vinhos é eleita a melhor da capital.

Rua Curitiba, 2105, Lourdes, 3292-5423 (63 lugares). 19h30/0h (seg. a qui.); e 19h30/1h (sex. e sáb.). Cc.: D, M, V e A. Manobr. Couvert: R$ 3,50 ou R$ 12,00 (opcional). Ar. Aberto em 1988. $$$$

 

O chef do ano

Ivo Faria

Não há uma lista dos destaques da gastronomia no estado sem o nome do chef Ivo Faria. É a oitava vez que ele é eleito o melhor da cidade pelo júri de VEJA Belo Horizonte – das nove vezes em que o prêmio foi concedido. Aos 54 anos, Ivo parece cada vez mais à vontade na cozinha. Ele acredita que agora é o momento de trabalhar naquilo que gosta: a culinária brasileira. Recém-chegado de uma viagem gastronômica à Austrália e Nova Zelândia, a terra dos melhores cordeiros do mundo, está mais nacionalista do que nunca. Seus investimentos nos elementos típicos da culinária nacional não são recentes, mas vêm se intensificando. O chef diz que começou há dez anos a incorporar ingredientes verde-amarelos à comida italiana que serve em seu restaurante, o estrelado Vecchio Sogno. Taioba, mostarda mineira e pitanga são alguns dos toques nacionais que Ivo leva à alta gastronomia. O chef também incentiva as pessoas que trabalham com ele a fazer o mesmo. Assim surgiram pratos como a perdiz com quiabo e polenta. A mistura de nacionalidades está com Ivo desde que foi aluno do francês Lucien Iltis, que foi chef do Copacabana Palace e respondia pelos pratos servidos a JK no Palácio do Catete. Mas Ivo Faria chegou à cozinha por, digamos, um desvio: pensava em ser garçom quando começou a estudar gastronomia. Apaixonou-se e nunca mais parou. Além de seu restaurante, ele já foi responsável pela cozinha do extinto francês Bar e Café São Jorge, famoso na cidade na década de 70, e do grupo Alpino, um dos mais conhecidos em BH nos anos 80.

 

O melhor árabe

Vila Árabe

Convite à fartura: bufê com delícias típicas

A inspiração árabe-libanesa da casa vem de berço. Os proprietários, Therze e Gaby Madi, nasceram no Líbano. Esculturas, tapeçarias e narguilés dão o tom do ambiente nos dois salões do restaurante. Quem quiser mergulhar nas tradições da região poderá optar pelas noites de sexta e sábado, quando há apresentações de dança do ventre entre as mesas. No primeiro salão fica o bufê, com cerca de cinqüenta opções. O segundo é reservado para eventos. Entre as variedades do bufê livre, há pratos típicos, peixes, carnes vermelhas e saladas. Coalhada seca, babaghanoush, berinjela árabe, quibe cru e charutos são algumas receitas sempre presentes. O serviço para almoço de segunda a sexta custa R$ 22,90 e R$ 24,90 a partir das 18 horas. Aos sábados, sai por R$ 24,90 e, aos domingos, por R$ 29,90. A casa também atende no sistema à la carte, com outras cinqüenta alternativas. Entrada: mezzee (porção de tabule, fatuche, homus, chanclich e pão árabe, além de outros típicos), R$ 38,80 para duas pessoas. Prato principal: pernil de cordeiro à moda árabe, assado ao molho de ervas aromáticas, com batata cozida e cebola miúda, couve-flor frita e arroz (R$ 38,90). Para encerrar, serve doces típicos como o pudim malabi (com creme e aroma de rosas), a partir de R$ 5,90. As noites de sexta são embaladas pelo som da banda Rota 66, a partir das 22 horas. Na eleição de VEJA Belo Horizonte, o Vila Árabe leva pelo quinto ano consecutivo o título de o melhor em sua especialidade, de acordo com a votação dos jurados.

Rua Pernambuco, 781, Savassi, 3262-1600 (360 lugares). 12h/último cliente (seg. a sáb.); e 12h/17h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V. T.: Tr. Couvert art.: R$ 5,00 (sex.). Manobr. Entrega em domicílio. www.vilaarabe.com.br. Aberto em 1999. $$

 

O melhor brasileiro

Xapuri

Com sabor de Minas: uma década de vitória

A culinária de Nelsa Trombino sempre agradou aos amigos. Mas, quando começou no quintal de casa, nem ela poderia imaginar que seu restaurante faria tanto sucesso. O Xapuri recebe pelo décimo ano consecutivo o título de o melhor brasileiro da cidade, segundo os jurados de VEJA Belo Horizonte. A paixão da chef pela culinária vem da família italiana. Juntem-se a isso o zelo que a leva diariamente à cozinha do Xapuri e a qualidade dos pratos que serve para descobrir a razão do sucesso. A ambientação do restaurante faz referência às casas do interior, com fogão a lenha e uma churrasqueira aberta, construída em uma recente reforma. Nas grandes mesas de madeira, com bancos comunitários dos dois lados, predomina a lógica do slow food ­ principalmente no almoço, os clientes passam horas se deliciando com as iguarias mineiras. Da cozinha saem pratos como o mineirinho de cabo a rabo (costeleta de porco temperada com licor de pequi e acompanhada de angu frito, arroz, feijão e couve), por R$ 48,60. Outra boa pedida é o frango ao molho pardo com angu, quiabo, chuchu, arroz e feijão (R$ 62,60, para quatro pessoas). A mesa de sobremesas tem trinta variedades caseiras, como os doces de casca de limão e de maracujá (R$ 6,90, para se servir à vontade em uma única vez). Anexa ao restaurante, há uma loja de artesanato, doces, cachaças e queijos. A casa mantém ainda uma escola de equitação e uma minifazendinha com animais de pequeno porte.

Rua Mandacaru, 260, Pampulha, 3496-6198 (480 lugares). 11h/23h (ter. a qui.); 11h/2h (sex. e sáb.); e 11h/18h (dom. e feriados). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: V. www.restaurantexapuri.com.br. Aberto em 1987. $$

 

A melhor carne

Fogo de Chão

Ingredientes do sucesso: excelência na escolha e no preparo dos cortes

A churrasqueira na entrada, montada no sistema de fogo de chão, desperta os desejos de quem passa em frente. A roupa dos garçons segue a inspiração do traje típico gaúcho. Além do salão principal, um ambiente menor, ao fundo, pode ser fechado para comemorações e reuniões. No mezanino, um bar acolhe os que esperam lugar – a casa costuma lotar, principalmente nos fins de semana. Para manter a qualidade, os quinze cortes de carne servidos em sistema de rodízio (R$ 55,00) são comprados por uma central e enviados para todas as cinco filiais do restaurante no Brasil e as dez nos Estados Unidos. O bife de ancho é importado do Uruguai ou da Argentina, que também fornece parte das picanhas servidas. As costelas de boi, que assam por seis horas no fogo de chão antes de ser transferidas para uma churrasqueira interna, são nacionais, vindas de Mato Grosso. Outro destaque é o atendimento. Todos os funcionários passam por treinamento constante nas diversas áreas da casa. Cada unidade tem garçons que entendem de vinhos e assadores que sabem servir as mesas. A maioria deles é bilíngüe. A idéia é que cada funcionário domine o processo por completo, e mais de 300 já foram transferidos para as filiais no exterior. No centro do salão, o bufê comporta pratos frios, como endívia, aspargo verde, champignon e shiitake, e opções quentes, como arroz-de-carreteiro, polenta e feijoada gaúcha, com lombo de porco, costeleta e lingüiça. A adega, à vista dos clientes, abriga os 262 rótulos da carta de vinhos, que já foi citada pela revista Wine Spectator como exemplo de boa elaboração. O preço da bebida varia entre R$ 55,00 e R$ 3 680,00. Uma sugestão para acompanhar o rodízio é o chileno Gran Tarapaca Etiqueta Negra (R$ 210,00 a garrafa). As sobremesas são cobradas à parte. O papelote de frutas (frutas da estação assadas com açúcar mascavo e servidas com sorvete de coco) custa R$ 13,00.

Rua Sergipe, 1208, Savassi, 3227-2730 (250 lugares). 12h/16h e 18h/0h (seg. a sex.); 12h/0h (sáb.); e 12h/22h30 (dom. e feriados). Cc.: D, H, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Manobr. Ar. www.fogodechao.com.br. Aberto em 2006. $$$

 

O melhor italiano

Osteria Mattiazzi

Muito além das massas: destaque também para os pratos italianos com frutos do mar

O sócio italiano que fundou com Massimo Bataglini a Osteria Mattiazzi voltou para seu país de origem e a casa ganhou dois novos proprietários: Marcelo e Anselmo Rodrigues. A dupla de irmãos também tem uma distribuidora de frutos do mar, o que incorpora ainda mais qualidade aos pratos que levam essas iguarias. Com a nova sociedade, que ajudou a Osteria Mattiazzi a conquistar pela segunda vez o prêmio do júri de VEJA Belo Horizonte na categoria italianos, Bataglini conta ter mais liberdade para buscar pescados pouco utilizados no Brasil, mas bem-aceitos pela culinária de seu país natal. É o caso do marlim-azul, que já rendeu um festival temático em 2007. Os vinhos também continuam prestigiados. O chef, que leva grupos para turismo gastronômico a vinícolas italianas e é conselheiro da Associação Brasileira de Sommeliers, intensificou a pesquisa. Ele acaba de reformular a carta de vinhos do restaurante, trocando cerca de metade dos oitenta rótulos oferecidos. Uma das aquisições é o aclamado italiano Tignanello. As garrafas são armazenadas em uma adega climatizada com espaço para 3 000 unidades. Da cozinha, saem iguarias como o tagliatelle ao nero com frutos do mar (R$ 38,00), um dos pratos mais solicitados pelos clientes. A sugestão de menu do chef é o carpaccio de camarão com azeite de anchovas, rúcula silvestre e cogumelo grelhado como entrada (R$ 23,00), seguido pelo maltagliati (que significa mal cortados) com queijos scarmoza, brie e manjericão (R$ 26,00). Como sobremesa, creme de pistache com chocolate amargo (R$ 12,00). Um vinho que harmoniza bem com o prato principal é o Valpoliccela Ripasso (R$ 165,00).

Rua Soledade, 28, Santa Efigênia, 3481-1658 (100 lugares). 19h/último cliente (seg. a sáb.); e 12h/17h30 (dom. e feriados). Cc.: D, M, V e A. Cd.: R, C e V. Ar. Aberto em 1999. $$$

 

Prêmio tradição

Dona Derna

Retorno às origens: valorização de receitas clássicas

A história da casa começou na Toscana, em 1892, ano em que a família do chef Memmo Biadi abriu seu primeiro restaurante. Mas só chegou ao Brasil quando o engenheiro agrônomo Enrico Biadi veio trabalhar no país, em 1955. Não demorou muito até sua esposa, Derna Biadi, sentir saudade do negócio da família e, em maio de 1960, inaugurar seu próprio restaurante, que ficava na Avenida Amazonas. Com a morte do pai, oito anos depois, Memmo, que até então preferia pinturas e mosaicos à cozinha, foi ajudar a mãe. Em 1971, mudaram-se para a Savassi, em frente à sede atual. Localizado no 2º piso do Memmo Pasta e Pizza, o restaurante passou por uma reforma em 2007 e ganhou varanda com quatro mesas, confortáveis como as do interior. Memmo Biadi conta que já passou por várias fases como chef. Atualmente, ele acredita na cozinha de raiz, que mostra as suas origens. Em busca dos clássicos italianos, fez várias viagens à Itália e freqüentou de tratorias familiares a restaurantes estrelados. O resultado está no cardápio, feito de pratos que unem a tradição na seleção e na maneira de preparar os ingredientes à busca da modernidade na montagem dos pratos e na suavização dos temperos mais fortes. O menu oferece massas, carnes, peixes, crustáceos e aves. Como entrada, a sugestão é a salada caprese com burrata, por R$ 20,00. Entre os pratos principais, faz sucesso o bacalhau à dona derna, acompanhado por legumes, brócolis, cebola e pimentões (R$ 45,00). Para finalizar, uma das sobremesas mais pedidas é o vulcano, bolinho de chocolate com calda quente, servido com sorvete de creme (R$ 10,00). Por sua longevidade e contribuição à evolução da gastronomia da capital, o Dona Derna recebeu do júri de VEJA Belo Horizonte neste ano o prêmio especial tradição.

Rua Tomé de Souza, 1343, 2º piso, Savassi, 3223-6954 (80 lugares). 12h/0h (ter. a qui.); 12h/1h (sex. e sáb.); e 12h/17h30 (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. T.: Tr. Couvert: R$ 7,00 (opcional). Ar. www.donaderna.com.br. Aberto em 1960. $$$

 

O melhor oriental

Sushi Naka

Tradição: pratos fiéis às receitas originais japonesas

Filho de japoneses, o chef Yoshitada Nakao preocupa-se em servir iguarias típicas da culinária nipônica. A gastronomia clássica conquistou adeptos fiéis na capital mineira, tanto que o Sushi Naka conquista seu décimo título de o melhor da cidade na sua especialidade pelo júri de VEJA Belo Horizonte – oito na categoria japonês e dois na oriental, adotada em 2006. Para manter o sabor original nos pratos que prepara, a casa importa ovas e raiz-forte do Japão, salmão do Chile e alga da Coréia. Yoshitada Nakao comanda o sushi-bar pessoalmente. Atrás de um grande balcão, ele pode ser visto todos os dias a cortar peixes e enrolar arroz. Nakao trabalha com mais dois sushimen, um deles treinado no restaurante. O chef explica que o sushi varia de acordo com o sushiman, não é possível que dois cozinheiros preparem iguarias idênticas. Mas, para ele, o segredo do sabor está no arroz. Para garantir a qualidade e o sigilo, a família de Yoshitada é que prepara o ingrediente. O zelo dificulta a disponibilidade de alguns dos pratos do restaurante. É o caso do sashimi de lagosta. Yoshitada só prepara a iguaria a partir de lagostas pescadas há menos de três dias, que tenham entre 800 gramas e 1,2 quilo, para assegurar o sabor e a maciez. Como pescados desse tipo costumam ser exportados, de janeiro a julho de 2007 o chef só conseguiu seis unidades de lagosta que se encaixavam em seus parâmetros. Mas a casa oferece iguarias suficientes para o deleite dos freqüentadores. O destaque vai para o rodízio, servido aos domingos, por R$ 39,00, com opções de nigiris, sushis, makis, yakisoba e guioza. À la carte, a sugestão de entrada é a lula na manteiga, por R$ 30,00. Na seqüência, teishoku especial (peixe grelhado, sashimis, tempura, arroz, sopa de soja e legumes cozidos), por R$ 50,00 para duas pessoas.

Rua Gonçalves Dias, 92, Funcionários, 3287-2714 (100 lugares). 11h/14h e 18h/0h (ter. a sáb.); e 11h/15h e 18h/0h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, C e V. Entrega em domicílio. Aberto em 1987. $$

 

O melhor pescado

Badejo

À moda capixaba: mais de trinta receitas de moqueca

Foi nas pescarias em família no Espírito Santo que os irmãos Glênio, Glério, Mauro e Venilson Costa aprenderam a fazer a moqueca capixaba. A lição foi assimilada com maestria: pela décima vez consecutiva o Badejo foi eleito o restaurante que serve o melhor pescado da cidade, segundo os jurados de VEJA Belo Horizonte. O cuidado na preparação da moqueca começa na seleção dos peixes. Eles são comprados em Ilhéus diretamente dos pescadores que têm barcos pequenos – as embarcações maiores ficam muitos dias no mar e acrescentam conservantes ao que foi pescado, o que altera seu sabor. Em terra, os peixes são cortados, acondicionados em uma câmara frigorífica própria e enviados semanalmente a BH de avião. O rigor na seleção da matéria-prima faz com que apenas 40% do que foi pescado seja aproveitado na moqueca. O cuidado se estende ao cozimento. As moquecas são preparadas em panelas de barro. Temperos, farinha e colorau vêm do norte de Minas, por causa de sua pureza. O cardápio lista mais de trinta opções de moquecas, com camarão, aratu, mexilhão, lagosta e siri, entre outras iguarias. Elas são preparadas à moda capixaba, sem leite de coco e azeite-de- dendê, típicos da receita baiana. A sugestão é a moqueca de badejo com lagosta e camarão-rosa (R$ 154,80 para duas pessoas). Outra boa opção é a versão simples, que sai por R$ 66,80 para duas pessoas. Todas vêm com arroz e pirão.

Rua Rio Grande do Norte, 836, Savassi, 3261-2023 (130 lugares). 12h/15h30 e 18h/23h30 (ter. a qui. ); 12h/23h30 (sex. e sáb.); e 12h/17h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: V. Manobr. Entrega em domicílio. www.restaurantebadejo.com.br. Aberto em 1990. $$$$

 

A melhor pizzaria

Speciali Pizza Bar

 

Para todas as horas: redondas com toque do sofisticação

Os clientes da casa rimam pizza com happy hour. Ainda que tenha boa freqüência em todos os horários, o Speciali fica ainda mais charmoso no fim de tarde, quando as mesas da varanda são disputadas. O interior não perde para a área externa. Do teto, pende uma luminária em metal que mais parece uma instalação contemporânea. O conceito da pizzaria, de acordo com seus proprietários, Eduardo Pereira e Eduardo Henrique de Andrade, é de simplicidade com conforto e toques de sofisticação. Esses toques ficam claros nas pizzas, que pelo quarto ano consecutivo são eleitas pelo júri de VEJA Belo Horizonte como as melhores da cidade. Elaboradas pelos proprietários com consultoria do chef Léo Mendes, da Ah! Bon, são servidas em 38 variedades salgadas e duas doces. Vale experimentar a margherita especial, exclusividade da casa pela massa verde, feita com manjericão. A redonda ainda leva mussarela de búfala, tomate maçã, parmesão e mais um pouco de manjericão na cobertura. Custa R$ 19,80 (quatro fatias) e R$ 30,40 (seis fatias). Outra sugestão é a cinghiale e porcini (calabresa de javali, funghi porcini e rúcula selvagem), a R$ 20,50 com quatro fatias e R$ 32,50 com seis fatias. Como sobremesa, a pedida é a pizza di Nutela (chocolate, avelãs e morangos frescos), a R$ 10,30. A carta de vinhos lista 160 rótulos, com opções que custam de R$ 39,00 a R$ 586,00 – o português Bera Manca, safra 2001, do Alentejo.

Rua Fernandes Tourinho, 805, Lourdes, 3284-7060 (192 lugares). 18h/último cliente (seg. a sex.); e 11h30/último cliente (sáb., dom. e feriados). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. T.: Tr. Manobr. Ar. Entrega em domicílio. Aberto em 2001. $$

 

O melhor variado

A Favorita

Criação do chef Robson Viana: mescla da culinária de vários países

O ambiente já dá uma pista da culinária servida na casa: variado e sofisticado. No salão principal, o piso em ladrilho hidráulico recebe uma mesa comunitária de madeira que exibe sementes variadas sob um tampo de vidro. A varanda foi reformada e suas cores agora estão preservadas do calor, já que o ambiente também se tornou climatizado, como no restante da casa. O projeto é da arquiteta Freusa Zechmeister. Da cozinha, que segue a linha internacional contemporânea, saem pratos assinados por Robson Viana. O chef diz que sua culinária tem influências italianas, francesas, tailandesas e, algumas vezes, incorpora ousadias orientais. Para montar os pratos, ele busca inspiração em livros e faz muita experimentação. Viana está de acordo com o princípio do químico francês Lavoisier e diz que na cozinha não existe criação, mas transformação. A dinâmica de trabalho do chef inclui a criação continuada de pratos, que vão primeiro ao quadro-negro da casa e, se bem aceitos, são incorporados ao cardápio. Como entrada, ele sugere o mix de cogumelos (portobelo, shimeji e paris) cremoso com manteiga de trufas e ovo poché (R$ 21,00). Prato principal: cherne em crosta de salsinha e limão siciliano ao creme de mostarda em grão, servido com batatas confitadas e espinafre (R$ 49,00). Como sobremesa, tartar de pêra ao vinho tinto e especiarias com creme de pistache (R$ 18,00).

Rua Santa Catarina, 1235, Lourdes, 3337-5542 (180 lugares). 12h/último cliente (seg. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Manobr. Couvert: R$ 14,00 (opcional). Ar. Entrega em domicílio. Aberto em 1998. $$$$

 

O melhor para ir a dois

Café do Museu

 

Café do Museu: charme com ares contemporâneos

As mesas de dois lugares dão o tom do ambiente. Ficam ainda mais românticas quando se senta perto da janela, de onde uma iluminação especial destaca uma enorme árvore. Porém, é nas quintas que se tornam, verdadeiramente, armas de conquista. Nesse dia, músicos criteriosamente selecionados tocam jazz ao vivo. Não à toa, o Café do Museu foi eleito pelo júri de VEJA Belo Horizonte o melhor lugar para ir a dois na cidade. Localizado no Museu Histórico Abílio Barreto, o restaurante tem ares contemporâneos. Um sofá vermelho serve três mesas e é possível esperar pela companhia no balcão decorado por arabescos atuais. No cardápio, estão as criações da chef-proprietária, Carolina Moretzsohn. Entre os pratos da culinária internacional, a sugestão de entrada é a panelinha de cogumelos (mix de funghi porcini, cogumelos paris, shiitake e shimeji), a R$ 16,50. Como prato principal, medalhão com molho de jabuticaba, acompanhado de risoto de brie com alho-poró (R$ 32,00). Para fechar bem a noite romântica, a sugestão é a tarte tatin, famosa torta francesa de maçã invertida, servida com sorvete de canela (R$ 11,00). Às quartas-feiras, a partir das 20 horas, é oferecido o menu degustação, com uma entrada, dois pratos principais e uma sobremesa, por R$ 55,00. A casa tem filial no Pátio Savassi, onde o cardápio é focado em sanduíches, cafés e sobremesas. Mas para ir a dois é melhor escolher a unidade da Cidade Jardim.

Avenida do Contorno, 6061, loja 110, Pátio Savassi, Savassi, 3288-3863 (44 lugares). 10h/0h (seg. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Ar. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, 3291-5320 (70 lugares). 10h/0h (ter. a qui.); 10h/1h (sex. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Couvert art.: R$ 7,00 (qui.). Ar. www.cafedomuseu.com.br. Aberto em 2000. $$$


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