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22 de Abril de 2009
Os seis vencedores

Bares

Veja também
Como foi a votação

 

O melhor boteco, a melhor cozinha e a melhor happy hour

Beirute

A equipe em ação: três vezes vencedora

Definitivamente, este é o ano do Beirute. Uma instituição entre os brasilienses, arrebata títulos em três categorias: boteco, happy hour e cozinha. Em 43 anos de história, mantém uma fiel clientela e, geração vai, geração vem, conquista novos frequentadores. Pode-se dizer que o bar está entre os lugares mais democráticos da capital federal. Reúne estudantes, jornalistas, funcionários públicos, a turma GLS.

Por suas mesas passou boa parte da história política e cultural da cidade. Assistiu-se ali a discussões acaloradas de movimentos estudantis, ao engajamento dos clientes na campanha das Diretas Já e à efervescência do rock nos anos 80. Tudo aliado a uma receita que só podia dar certo: cerveja servida com fina capa de gelo, bons petiscos e atendimento de alto nível.

Há quem frequente a casa em consideração à amizade aos garçons, que atendem as mesas vestidos com clássicos ternos vermelhos. Um dos mais antigos deles, Cícero Rodrigues dos Santos recebeu no ano passado o título de cidadão honorário de Brasília, por seus trinta anos de serviços prestados à "comunidade beirutiana". Nesse tempo todo, o local manteve-se praticamente o mesmo. Ganhou apenas uma filial, em 2008, na Asa Norte. Às quintas e sextas, no fim de tarde, as duas unidades já estão lotadas. Nos dias de grande movimento, saem da cozinha 150 unidades do quibeirute, o famoso quibe recheado com queijo (R$ 5,50), e 400 quibes (R$ 2,50 a unidade). Prato marcante, o bife à parmigiana ganhou também versão petisco, picadinho. O michui (mexuê, como consta no menu) vem com filé à milanesa, queijo e molho de tomate acompanhado de pão sírio (R$ 13,00). Para beber, além de chope Brahma (R$ 4,50), serve cervejas Antarctica (R$ 4,50) e Therezópolis (R$ 8,50).

109 Sul, bloco A, lojas 2/4, Asa Sul, 3244-1717. 11h/2h. Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. T.: T e V. ; 107 Norte, lojas 19/29, Asa Norte, 3272-0123. 11h/2h. Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. T.: todos. Entrega em domicílio. Aberto em 1966.

 

O melhor chope

Bar Brasília

Na tulipa de vidro fino: R$ 4,59

Para chegar à mesa do cliente, o melhor chope (Brahma, R$ 4,59) passa por um ritual que não admite descuidos ou sacrilégios. Horas depois de deixarem a fábrica, no interior de Goiás, os barris são transportados ao bar em um caminhão refrigerado. Em uma câmara fria, a 6 graus, vão descansar até o momento de ser conectados à chopeira. A bebida, então, passará por uma serpentina de 180 metros de extensão. Pronto: o líquido dourado sairá da torneira para a tulipa de vidro fino a 3 graus, sob um creme denso, de 3 centímetros de espessura.

Para acompanhar, não faltam tira-gostos – e dos bons. A maçã de peito bovino é um corte que fica marinando por dois dias antes de ser cozido (R$ 21,90). A famosa linguiça da cidade mineira de Formiga vem acompanhada de cebola e pão (R$ 19,50). Na hora do almoço, traz às quartas e quintas o filé à francesa (R$ 18,90), entre outros pratos. Sextas e sábados são dedicados ao bufê de feijoada (R$ 30,70); aos domingos, cozidão (carnes variadas escoltadas por arroz, pirão de carne e verdura, R$ 28,50). A decoração tem história. Abriga lustres que pertenceram a uma antiga sede do Banco do Brasil em São Paulo e prateleiras de uma farmácia de 1928. Nas paredes, a construção de Brasília está exposta em fotos. O logotipo foi desenhado pelo cartunista Ziraldo: três taças, que fazem referência ao Palácio da Alvorada.

506 Sul, bloco A, loja 15-A, Asa Sul, 3443-4323. 17h30/2h (qua. a dom. a partir das 11h30). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V. T.: T. (valor variável) Aberto em 2002.

 

A melhor música ao vivo

Gate's Pub

Let it Beatles: uma das bandas que se apresentam às sextas e aos sábados

O bar que arrebatou o título de a melhor música ao vivo da cidade já organizou mais de 2 000 shows ao longo de sua história. Esse número mostra o sucesso da casa, que marca sua presença na noite brasiliense há trinta anos e está entre os premiados desde a primeira edição de Veja Brasília. Começou apenas como um pub, com um pequeno balcão e uma área para jogo de dardos. Em meados dos anos 80, sob o comando dos atuais proprietários, ganhou um palco, no qual passaram a acontecer as apresentações de grupos de jazz, blues, rock, MPB e música erudita que lhe deram fama. Tocaram ali Itamar Assumpção, Luiz Melodia e a extinta banda Mano Negra, do endiabrado Manu Chao.

Hoje, por conta da programação das sextas e sábados, o longevo Gate's consolida-se também como um celeiro para o surgimento de novos grupos, de diversos gêneros. Nos outros dias, o som é embalado por DJs. Às terças e domingos, o projeto Dancin' Gates dispara hits de rock, pop, black music e música eletrônica. A Quarta Vinil dedica-se à execução dos antigos bolachões. Para acompanhar a balada, bebem-se chope Brahma (R$ 4,50) e caipirinha (R$ 8,50).

403 Sul, bloco B, loja 34, Asa Sul, 3225-4576. 22h/3h. Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. Entrada: R$ 5,00 a R$ 20,00. Ar. www.gatespub.com.br. Aberto em 1978.

 

 

O melhor para ir a dois

Rayuela

Salão à luz de velas: aconchego para os casais

Esta é uma casa de variadas facetas. Nos sete ambientes, propõe uma mistura agradável de centro cultural, café, bar, livraria, taberna e restaurante. Ao subirem as escadas, os casais deparam com o lounge, uma área mais reservada com sofás, ideal para namorar. O subsolo, dedicado à música ao vivo, recebe shows de grupos de samba, rock e blues. Para o jantar, à luz de velas, o chef argentino Max Bazzana explora a culinária contemporânea em sugestões como a carne de sol acompanhada de purê de mandioca crocante e molho barbecue thai (R$ 32,00). Gabriella cravo e canela é o nome de um filé ao curry vermelho, com mandioca crocante e arroz de jasmim (R$ 38,00).

Na carta de vinhos constam cinquenta rótulos. O tinto chileno Trio, elaborado com as uvas cabernet sauvignon, shiraz e cabernet franc, sai por R$ 52,00. Como sobremesa, o paraíso surpreende: trata-se de um vulcãozinho de doce de leite com creme inglês e palha de coco (R$ 12,50).

412 Sul, bloco B, loja 3, Asa Sul, 3346-9006. 9h/1h (seg. até 0h; sex. e sáb. até 2h; fecha dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Couvert art.: R$ 10,00 a R$ 20,00. Ar. (valor variável) Entrega em domicílio. www.rayuela.com.br. Aberto em 2004.

 

 

O melhor para dançar e o melhor para paquerar

Calaf

Roda de samba com o grupo Seu Kunka: trilha sonora dos sábados

Foi-se o tempo em que o Calaf era reconhecido apenas como restaurante espanhol. Hoje, é mais famoso pela sua programação musical, que atrai gente disposta a varar a noite dançando. É uma espécie de território livre para todo tipo de azaração.

Às segundas, dia oficial da paquera, a turma mais jovem faz fila para conferir o projeto Criolina, em que DJs e músicos tocam black music e samba-rock. Às terças, tem samba. Volta a apresentar música ao vivo na quinta, quando fãs de Jorge Ben Jor batem ponto para dançar ao som do grupo Salve Jorge. O samba retorna na trilha sonora da sexta, com a banda Coisa Nossa, e também no sábado. Nesse dia, um público eclético se farta com a feijoada completa (R$ 32,00, para duas pessoas), enquanto o conjunto Seu Kunka comanda uma roda.

Para encerrar a semana, no domingo tem mais seleções do gênero, graças ao novo projeto Sambaqui. Foi o ritmo genuinamente brasileiro, aliás, que deu ao local sua alma boêmia. Não à toa, neste ano a decoração ganhou um painel inspirado no quadro A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, mostrando um encontro fictício entre treze compositores brasileiros, como Cartola e Pixinguinha. Novidade de 2009, a cerveja própria da casa leva fórmula composta de malte e lúpulo importados da Alemanha (R$ 4,50 a garrafa de 600 mililitros).

SBS, quadra 2, bloco S, Edifício Empire Center, Asa Sul, 3325-7408. 11h/último cliente (dom. a partir das 16h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Couvert art.: R$ 5,00 a R$ 25,00. (valor variável) Entrega em domicílio. www.calaf.com.br. Aberto em 1990.

 


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