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Editorial

 

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29 de Abril de 2009

Comidinhas

Veja também
Como foi a votação

 

O melhor café expresso

Grenat Cafés Especiais

 

O concentrado ristretto: R$ 3,30

Mais que uma passagem do cotidiano, o hábito de tomar uma xícara de café ganhou definitivamente o status de programa na cidade. Isso se deve às cafeterias gourmets que surgiram por aqui nos últimos meses, entre elas a Grenat. Inaugurado pela barista paulistana Luciana Sturba, o pequeno estabelecimento vende matéria-prima exclusivamente brasileira. Os nove tipos de grão são produzidos em fazendas do interior de Minas Gerais e de São Paulo. Dois deles compõem as bebidas servidas no balcão: o Arte Café, de Guaxupé (MG), está disponível diariamente. A cada mês, outra marca vai ao cardápio, caso da Orfeu, também de Minas, e do produto da Fazenda Pessegueiro (SP). Antes de a infusão ser derramada em cada xicrinha – no intervalo de 22 a 28 segundos –, o ingrediente é moído na hora.

Bem didática, a carta leva a assinatura da premiada barista Isabela Raposeiras. Treinados e sempre prontos a informar sobre as características de cada bebida, os funcionários tiram cinco opções de expresso (R$ 3,30 a dose de 30 mililitros ou de 50 mililitros). O ristretto, concentrado, está entre os prediletos da clientela, enquanto o del vecchio vem aromatizado com casca de laranja. Para acompanhar, a short-cake tem massa integral, recheio de caramelo e cobertura de chocolate (R$ 2,00).

201 Sul, bloco A, loja 5, Asa Sul, 3322-0061. 9h/19h (sex. até 21h; sáb. 10h/18h; dom. 13h30/18h). Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. Ar. Entrega em domicílio. www.grenatcafes.com.br. Aberto em 2008.

 

A melhor doceria

Daniel Briand Pâtissier & Chocolatier

Macaron de pistache: uma joia
a R$ 1,60

A atmosfera reproduz o charme dos cafés de Paris. Cercadas por árvores, as mesas ficam dispostas sob uma área com teto transparente. Garçons, boina preta à cabeça, atendem os clientes. Até o aviso de "não fumar" está escrito em francês. No salão interno, as refinadas guloseimas aparecem em móveis de estilo provençal – os impecáveis macarons (cada um a R$ 1,60, de caramelo ou pistache, entre oito sabores) ficam em gavetas cobertas por vidro, como se fossem joias.

Por trás de tanto esmero está o talento do chef pâtissier Daniel Briand, francês do Vale do Loire. Sempre à procura de novos ingredientes, ele utiliza itens locais e importa produtos como a farinha de trigo-sarraceno, da Argentina, a baunilha, que vem da França, e a framboesa, do Chile. Algumas tortas e doces entram e saem do menu de acordo com a disponibilidade das frutas da estação. Mas há clássicos que estão sempre no cardápio, caso da torta de figo preparada com a fruta fresca, creme de amêndoa e pistache (R$ 47,00 o quilo). Para acompanhar, o cappuccino vem com cobertura de chantilly e canela (R$ 6,30). No início de 2009, Daniel Briand lançou os sorbets de limão-siciliano e de mexerica, entre outros sabores (R$ 5,00 a bola). Elabora também salgados, quiches, crepes e saladas. Aos domingos, o bufê de café da manhã, disputadíssimo, inclui croissant, pain au chocolat, geleias, pães e suco de laranja (R$ 29,00 por pessoa).

104 Norte, bloco A, loja 26, Asa Norte, 3326-1135. 11h/22h (sáb., dom. e feriados a partir das 9h; fecha seg.). Cd.: V. (valor variável) Aberto em 1995.

 

O melhor empório gourmet

La Palma

 

Patês e geleias: produtos finos importados

Em seu início, a casa aberta pelo japonês Ichikichi Saito era apenas uma pequena mercearia. Hoje, comandada pela segunda geração da família, transformou-se numa espécie de megastore gastronômica. Suas prateleiras ostentam um estoque notável com 15 000 produtos nacionais e importados, como azeites, vinhos, temperos e utensílios para cozinha. Em outubro de 2008, o La Palma ganhou uma filial na Asa Sul, com o mesmo perfil da matriz. Mais iluminada, a nova loja tem dois andares e dispõe de um café com espaço para leitura. Entre os itens diferenciados, há iguarias chinesas e tailandesas, como o nam pla (molho de peixe), temperos indianos, a exemplo do tandoori (mistura de diversas especiarias), geleias e patês importados.

O cardápio de sais apresenta cristais vindos de Israel, Itália, País de Gales, Austrália e do Nordeste brasileiro. Um tipo de flor de sal produzido em Areia Branca (RN) sai por R$ 17,00 (pote de 350 gramas). No setor de laticínios, quinze variedades de queijo, como o mascarpone e o chancliche, estão à venda. Cozinheiros costumam bater ponto para adquirir o bacalhau Gadus macrocephalus (R$ 79,90 o quilo). Entusiasta dos ingredientes regionais, o estabelecimento oferece frutas amazônicas, hortaliças e matérias-primas cultivadas por produtores locais. O pequi, por exemplo, pode ser comprado fresco (R$ 7,00 o quilo), em creme (200 gramas, R$ 6,40) e em conserva (500 gramas, R$ 9,90).

404 Norte, bloco D, loja 30, Asa Norte, 3326-3209/8885. 7h30/19h (sáb. até 17h; dom. 8h30/12h30). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Entrega em domicílio; 413 Sul, bloco B, loja 36, Asa Sul, 3345-6097/1004. 8h/19h (sáb. até 17h; fecha dom.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Ar. Entrega em domicílio. www.lapalma.com.br. Aberto em 1964.

 

A melhor padaria

La Boulangerie

Pães campeões: 25 variedades por dia

Para que a primeira fornada esteja à disposição dos fregueses às 7 da manhã, o jovem francês Guillaume Petitgas chega de madrugada à sua pequena padaria instalada na Asa Sul. Formado em panificação na França e com experiência na Noruega, Petitgas segue à risca a técnica que aprendeu em seu país. Tudo é feito de forma artesanal, sem produtos químicos, gordura ou conservantes. Dos fornos saem em média 25 tipos de pão a cada dia.

A freguesia procura sempre pelo "pão do mês", uma sugestão exclusiva que muda a cada trinta dias: pode ser um brioche com rapadura ou uma receita de banana com granola. Fazem sucesso o pão de campanha (com centeio, R$ 4,30) e os elaborados com cereais (massa integral, gergelim, flocos de aveia, linhaça ou girassol, R$ 0,95 a unidade). A baguete de parmesão vem com o queijo gratinado por cima e no miolo, a R$ 3,85. Há também pain au chocolat, madeleines, bombas de chocolate, tartelettes, biscoito de amêndoa, quiches, croissants e brioches. O brownie, que pesa aproximadamente 100 gramas, leva chocolate, açúcar, manteiga e nozes (R$ 4,00).

106 Sul, bloco A, loja 3, Asa Sul, 3244-1394. 7h/20h (dom. até 14h; fecha seg). Cd.: M, R e V. www.laboulangerie.com.br. Aberto em 2007.

 

O melhor pastel

Pastelaria Viçosa

 

Na cestinha: 35 combinações sob massa artesanal

É difícil encontrar um brasiliense que nunca tenha passado por esta casa, cuja história se confunde com a da cidade. A marca surgiu há 41 anos na Rodoviária do Plano Piloto. Depois de perderem o ônibus que os levaria para a lua de mel em Minas Gerais, Sebastião Gomes da Silva e a mulher, Ivanildes, conheceram ali mesmo um certo Eugênio Apolinário, que vendia pastéis em uma cestinha. Desse encontro casual saiu a ideia do negócio, hoje comandado pelos filhos de Sebastião. No cardápio simples, uma fórmula imbatível virou tradição: massa artesanal, recheio quentinho e, para escoltar, o refrescante caldo de cana. De sabores mais variados, os salgados ganham o nome de personalidades e construções de Brasília, como o pastel ponte jk, recheado com mussarela, tomate seco, carne-seca, azeitona, tomate e orégano (R$ 4,95).

Há 35 combinações que podem ser apreciadas no sistema de rodízio (a partir de R$ 14,90 por pessoa). Nas barracas do terminal, uma delas 24 horas, o trio da casa – dois pastéis de queijo, carne, frango, palmito ou calabresa e um copo de caldo de cana – sai por R$ 2,50.

704/705 Norte, bloco D, loja 2, Asa Norte, 3340-6668. 7h/0h (sáb. e dom. a partir das 18h). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Entrega em domicílio; Rodoviária do Plano Piloto, plataforma térrea oeste, lojas 11 e 12, Eixo Monumental, 3225-2203. 24 horas; Rodoviária do Plano Piloto, plataforma térrea leste, lojas 32/33, Eixo Monumental, 3321-4033. 6h/22h. Aberto em 1968.

 

O melhor salgado

Sweet Cake

 

A religiosa: massa fofa com recheio de camarão, frango ou palmito

Dezesseis anos atrás, a chef pâtissière Simone Jabour abria sua primeira lojinha de doces e salgados. A ideia veio depois que sua produção caseira – que ficava guardada em móveis e na geladeira de uso doméstico – fez sucesso com amigos e vizinhos. Tempos mais tarde, ela passou uma temporada de estudos em Paris, abriu um bufê e hoje comemora o sucesso da filial inaugurada na Asa Sul, na qual o pequeno espaço já não consegue acomodar a clientela. No fim de tarde, o balcão é disputado quase a tapas. Eleito pela terceira vez consecutiva o lugar que serve o melhor salgado de Brasília, produz massas, cremes e recheios diariamente. Nada fica para o expediente seguinte.

Ao lado do marido, Celso Jabour, Simone supervisiona o trabalho dos 84 funcionários e constantemente cria receitas para incorporá-las ao cardápio. Ao todo, o estabelecimento serve oitenta tipos de salgado, entre coxinhas, esfihas, folhados e quiches. Mesmo com tanta variedade, a grande atração continua sendo a religiosa de camarão, com 500 unidades consumidas por dia. Sua massa fofinha, que resulta do uso de uma manteiga especial, recebe farto recheio com pedaços de camarão grande mergulhados no creme de leite fresco (R$ 6,50). Pode ter as versões de frango e de palmito (R$ 4,00 cada uma). Novidade de 2009, o folhado de carne-seca com catupiry custa R$ 5,00.

QI 21, bloco C, lojas 24 e 36, Lago Sul, 3366-3531. 9h/19h (fecha dom.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Ar; 412 Sul, loja 27, Asa Sul, 3345 3531. 9h30/19h30 (fecha dom.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Ar. Aberto em 1993.

 

O melhor sanduíche

Marietta

 

Triangular de duas camadas: rúcula, tomate seco e mussarela de búfala (R$ 8,90)

A marca genuinamente brasiliense foi criada pelo economista e empresário Edson Costacurta. No começo, ocupava apenas uma das lojinhas do antigo centro comercial Venâncio 3000. Hoje, a rede Marietta está presente em catorze endereços na cidade e também em capitais como Fortaleza, Salvador e Belo Horizonte. A receita para o êxito foi bem simples: sanduíches cortados em forma de triângulo, com três fatias de pão integral e duas camadas de preenchimento. Eles ainda são campeões de venda em meio a bebidas, pizzas, sorvetes e refeições. Entre os triangulares frios, o italiano combina mussarela de búfala, rúcula e tomate seco (R$ 8,90). É um dos mais requisitados.

Dos quentes, assados no forno a lenha, as baguetes ganham recheios com ingredientes como frango desfiado e temperado com curry, chutney de maçã e uva-passa (R$ 20,40). Os sucos de abacaxi com hortelã e de morango com laranja, apresentados no copão de 500 mililitros (R$ 4,60 cada um), fazem par perfeito com os lanches.

210 Sul, bloco C, loja 6, Asa Sul, 3244-8344. 12h/0h. Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Cr.: T e V. ; Brasília Shopping, Praça de Alimentação, 2º piso, Setor Cultural Norte, 3327-3892. 10h/22h (dom. 12h/20h). Cc.: A, M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: todos. Ar. Mais doze endereços. www.marietta.com.br. Aberto em 1982.

 

O melhor sorvete

Saborella

Bola de tapioca: R$ 6,50

Ex-comissário de bordo, Bruno Kzam aproveitava as viagens ao exterior para provar todos os tipos de sorvete que encontrasse pelo mundo. Depois de tanta garimpagem, resolveu abrir a sua própria sorveteria. Na Saborella, optou por pregar a técnica típica italiana, que dispensa a gordura hidrogenada. Importou maquinário e ingredientes e começou a experimentar receitas equilibradas e nutritivas. O pistache, por exemplo, até hoje vem da Sicília.

Aliado a esse alto padrão de produção, Kzam desenvolve receitas com frutas brasileiras. Um exemplo, a do gelado cariri mescla castanha de caju assada e melado de cana (R$ 6,50 a bola). A opção clássica, porém, é mesmo o de tapioca, do qual são feitos 50 quilos a cada dia, com coco ralado fresco e farinha de tapioca vinda diretamente do Pará. Na unidade do CasaPark Shopping, conhecida como Saborella Caffè, o cardápio inclui uma carta de cafés, tapioquinhas e saladas.

112 Norte, bloco C, lojas 38 e 48, 3340-4894. 12h/22h (dom. e feriados, 14h/21h; fecha seg. e durante o mês de junho). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. ; CasaPark Shopping, Térreo, Guará, 3361-8379. 10h/22h (dom. 12h/20h). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Aberto em 1995.

 

O melhor suco

Bendito Suco

O mais pedido: laranja, rúcula, hortelã e abacaxi (R$ 4,00)

Dos tempos em que trabalhou como barman, Pedro Henrique Soares conservou apenas o dom de saber misturar os ingredientes. Deixou o uso das bebidas alcoólicas de lado e, em parceria com a irmã e a mãe, abriu esta casa. Consultou nutricionistas, fez vários testes e bolou cinquenta variações de suco. Tudo preparado com produtos frescos e orgânicos, cortados na hora – daí a razão de o garçom avisar ao cliente que a bebida pode demorar um pouco mais para chegar à mesa. No cardápio, o campeão de vendas leva abacaxi, rúcula, hortelã e laranja (R$ 4,00 o copo de 350 mililitros e R$ 7,50 o de 700 mililitros). Batizada de clorofila, uma das novidades mistura abacaxi, maçã e mix de hortaliças (R$ 6,50). Há ainda cremes e smoothies elaborados com a receita de iogurte da bisavó de Pedro, Juju. Para acompanhar as bebidas, o menu traz uma farta variedade de sanduíches e wraps. Faz sucesso o de peru defumado, cream cheese, mussarela e geleia de damasco (R$ 22,90).

413 Norte, bloco E, loja 19, Asa Norte, 3039-1600. 16h34/23h58 (sáb. e dom. 13h09/23h57). Cc.: V. Cd.: R e V. (R$ 30,00) www.benditosuco.com.br. Aberto em 2006.

 

A melhor tapiocaria

Doce Sertão

 

A básica de coco: no rodízio a R$ 14,90 por pessoa

Nascido em Belém, o proprietário, Marcelo Dantas, mudou-se para o Canadá ainda criança. Somente quando voltou ao Brasil, anos depois, teve o primeiro contato com uma das comidas típicas de sua terra natal, a tapioca. Ao morder uma delas, a reação foi idêntica à de um estrangeiro: ficou encantado com o quitute, a ponto de abrir a casa hoje eleita pelo júri de Veja Brasília a melhor da especialidade. Com decoração similar à das vendinhas do interior do Norte e do Nordeste, a tapiocaria de Dantas tenta seguir a receita paraense de preparo. A massa mistura polvilho e goma fininha, com recheios fartos. Das sessenta versões, a que combina purê de mandioca, carne-seca e queijo de coalho custa R$ 8,30. Frutos do mar, como siri (R$ 11,40), também recheiam a tapioca, que pode ser degustada no sistema de rodízio (R$ 14,90), com vinte sabores à disposição, entre eles coco e banana com canela. Para acompanhar, a carta de bebidas traz, do Piauí, a Cajuína (R$ 4,50) e, do Maranhão, o Guaraná Jesus (R$ 3,50 a lata).

311 Norte, bloco D, loja 12, Asa Norte, 3964-8200. 16h/23h. Cc.: D, M e V. Cd.: R e V. Entrega em domicílio. Aberto em 2004.


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