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Editorial

 

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29 de Abril de 2009

Os melhores restaurantes

Veja também
Como foi a votação

O chef do ano

Simon Lau Cederholm (Aquavit)

O mestre-cuca Cederholm: pratos contemporâneos

Os clientes que chegam para jantar no Aquavit são surpreendidos antes mesmo de provar algum item do menu. Instalado no Setor de Mansões do Lago Norte, o restaurante funciona na casa do chef Simon Lau Cederholm. Formado em arquitetura, ele próprio projetou o imóvel. Da varanda, o visitante vê em primeiro plano o Lago Paranoá, ao mesmo tempo em que pode acompanhar, na cozinha envidraçada, o trabalho do cozinheiro-arquiteto. Nascido na Dinamarca, Cederholm teve o primeiro contato com a comida brasileira durante uma viagem de bicicleta em 1985. Aos 20 anos e acompanhado de um amigo, saiu da América Central e chegou a Roraima, estado em que experimentou a paçoca de carne. Ficou encantado. De volta ao seu país, trabalhou em restaurantes para pagar os estudos. Conheceu, então, técnicas clássicas da culinária francesa e aprendeu a valorizar produtos regionais. Depois de formado, arrumou as malas e mudou-se para Brasília.

Aqui foi vice-cônsul, largou a carreira diplomática e, autodidata, pesquisou e fez estágios na área gastronômica. Inaugurou o Aquavit em 2005, onde propõe um menu degustação que já chamou a atenção do júri de Veja Brasília em duas oportunidades: no ano passado, Cederholm foi o chef revelação; desta vez, é eleito o chef do ano. Para executar suas receitas, colhe endro (dill), raiz-forte e outros temperos diretamente da horta cultivada em seu quintal. Suas criações contemporâneas podem misturar ingredientes nórdicos, caso do salmão defumado, a nacionais, a exemplo do palmito fresco, do tucupi e da tapioca. Algo inusitado, combinou também ostra pochée com sagu de milho e tucupi. Enquanto serve a refeição, o chef faz questão de ir à mesa do cliente para explicar cada receita. Vale a pena escutá-lo.

 

A melhor carta de vinhos

Dom Francisco

Lista portentosa: 1 000 rótulos

Didática, a carta de vinhos do restaurante apresenta 1 000 rótulos. Há opções das mais variadas faixas de preço e exemplares produzidos nas principais regiões vinícolas do mundo. Na unidade da Associação dos Servidores do Banco Central (Asbac), as duas adegas imponentes mantêm tarefas distintas: uma armazena as garrafas do Novo Mundo; a outra se destina aos representantes europeus. Nesse conjunto descansam 15 000 vasilhames, em prateleiras feitas com canos de PVC. Idealizadas pelo restaurateur Francisco Ansiliero, lembram uma colmeia e ficam longe da vista do público. Ainda assim, o notável estoque merece uma visita.

Na premiada carta só estão presentes vinhos aprovados por Ansiliero. Ele prefere adquirir produtos que apresentem boa relação entre preço e qualidade. Um de seus prediletos é o italiano Barbera d'Asti Camp du Rouss 2005, da vinícola italiana Coppo (R$ 115,72). Entre os brasileiros, recomenda o Garganta do Diabo Gran Reserva 2005, da gaúcha Velho Amâncio (R$ 83,85). De Portugal, vem o tinto alentejano Paulo Laureano Premium, por R$ 54,30. Para acompanhar tantas opções, o cardápio lista pratos com carne, peixes e frutos do mar. Novidade do ano, o bife angosto (contrafilé do gado bonsmara, raça conhecida pela maciez e pelo alto grau de marmorização da carne) sai por R$ 59,90, com farofa ou arroz de brócolis. Entre os peixes, o surubim grelhado ao molho de maracujá guarnecido de batata sautée vale R$ 33,00.

Academia de Tênis, trecho 4, conjunto 5, lote 1B, Setor de Clubes Sul, 3316-6285/6265 (150 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 1h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Ar. (valor variável) ; Asbac (Associação dos Servidores do Banco Central), trecho 2, conjunto 31, Setor de Clubes Esportivos Sul, 3224-8429 (144 lugares). 11h30/0h (sex. e sáb. até 1h; dom. só almoço até 17h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Manobr. Ar. (valor variável) Mais três endereços. www.domfranciscorestaurante.com.br. Aberto em 1988. $$

 

O melhor brasileiro

Mangai

Bufê de pratos regionais: R$ 37,90 o quilo

Vinte anos atrás, Leneide Tavares vendia rapadura nas feiras de João Pessoa. Dona Parea, como é mais conhecida, prosperou e montou uma bodega, na qual comercializava produtos do sertão. Hoje, comanda uma rede de três restaurantes, com unidades na capital paraibana, em Natal e em Brasília, onde o Mangai desembarcou em 2008. O êxito pode ser medido pela conquista imediata do título na categoria brasileiro. O imenso salão reproduz uma casa nordestina, com móveis de madeira rústica, lustres de palha natural e cachos de banana pendurados nas paredes. Para completar o clima, um exército de garçons vestidos como cangaceiros circula com as bandejas na mão.

Diariamente, há mais de 200 receitas regionais servidas em dois balcões gigantescos. No sistema por quilo (R$ 37,90), não faltam carne de sol com nata, gororoba (macaxeira, queijo e charque ou camarão), suvaco de cobra (carne de sol, milho e cebola) e arroz de queijo de coalho. Muitos ingredientes são produzidos nas fazendas da família na Paraíba. De lá vêm, por exemplo, a manteiga de garrafa e as frutas, com as quais são batidos os sucos (mangaba ou umbu, R$ 4,50). Os pratos quentes são precedidos por um variado bufê de salada. Numa estação à parte, as sobremesas também estão disponíveis por quilo (R$ 37,90). À noite, entram no cardápio tapioca, cuscuz e sopas. A única opção de bebida alcoólica é a cachaça Volúpia, de Alagoa Grande (PB), por R$ 2,90 a dose. Não se intimide diante das redes suspensas na varanda: estão ali para que os clientes tirem uma soneca.

SCES, trecho 2, conjunto 41, Asa Sul, 3224-3079 (1 000 lugares). 12h/22h. Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. www.mangai.com.br. Aberto em 2008. $

 

A melhor carne

Fogo de Chão

Costeleta de cordeiro: uma das estrelas do rodízio (R$ 79,00)

Há trinta anos, os irmãos Arri e Jair Coser abriam em Porto Alegre a primeira casa do que viria a se tornar um império do churrasco, hoje presente em vinte endereços – catorze deles nos Estados Unidos. Desde então, mantiveram-se fiéis à proposta inicial de fazer da carne a estrela do menu. Apenas ela. Nada de se render aos pratos japoneses, frutos do mar e massas, tão comuns na maioria das churrascarias. No espeto corrido (R$ 79,00), como preferem chamar os gaúchos, os garçons vestidos de bombacha levam à mesa quinze cortes diferenciados, entre eles a picanha, a fraldinha, a costela premium, o bife ancho e o cordeiro (importado do Chile e da Nova Zelândia). A costela de boi reina absoluta na preferência da clientela. É assada sob uma camada de sal fino por seis a oito horas, no tradicional fogo de chão, que fica numa vitrine logo na entrada da casa. Por dia, são consumidos em média 100 quilos desse assado.

Para ressaltar o paladar da carne, variadas folhas e legumes compõem o bufê. Batata caipira (frita com casca), banana frita, arroz de carreteiro, feijão mexido (com linguiça de porco, lombo e bacon) guarnecem. Sugestão de sobremesa, o petit gâteau (R$ 19,50) leva a grife do francês Daniel Briand, chef pâtissier que produz os melhores doces de Brasília, segundo o júri desta edição. Imponente, a adega tem capacidade para 10 000 garrafas. Dos 330 rótulos de vinho, o argentino Catena Malbec 2006 (R$ 110,00) combina perfeitamente com o cardápio.

SHS, quadra 5, bloco E, Asa Sul, 3322-4666 (550 lugares). 12h/16h e 18h/0h (sex. e sáb. sem intervalo; dom. sem intervalo até 22h30). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Ar. (R$ 50,00) www.fogodechao.com.br. Aberto em 2007. $$$$

 

A melhor cozinha contemporânea

Zuu a.Z. d.Z.

Atum fresco coberto de gergelim: R$ 69,00

A irrequieta e premiada chef Mara Alcamin mostra neste restaurante sua versão para o conceito slow-food. Cada detalhe do ambiente, como a luz baixa, o concreto aparente, os sofás pretos e o pé-direito alto, foi pensado para que o momento à mesa seja degustado sem pressa. Mentora também do badalado Universal Diner e do empório Quitinete, localizados na mesma quadra, Mara costuma dizer que no Zuu tem mais espaço para criar.

Toda semana, ela sugere três pratos, que resultam de suas experimentações. São sempre variações com peixes, carnes e frutos do mar. Já saiu de suas caçarolas, por exemplo, um filé de lagosta servido com curry caseiro e risoto de queijo holandês com ervas. Sua inspiração vem principalmente das viagens que faz ao exterior para participar de festivais gastronômicos ou durante as férias. Dessas pesquisas surgiu o atum fresco coberto de gergelim branco e preto. Disposto sobre shimeji e chantilly de raiz-forte, com figo caramelado, coulis de tamarindo e purê de mandioquinha, sai por R$ 69,00.

Ainda entre os peixes, o robalo vem temperado com flor de sal e guarnecido de espinafre, risoto negro e suflê de banana (R$ 67,00). O Zuu também oferece um menu em seis etapas a R$ 190,00 por pessoa. Recentemente foram incluídos no almoço pratos executivos que privilegiam a comida regional, a exemplo do PF da chef, composto de bife de chorizo, mandioca derretida na manteiga de leite, cebola roxa, farofa de pão amanhecido, feijão com bacon, banana à milanesa e salada (R$ 34,00). Para encerrar a refeição, o suflê de doce de leite com calda de queijo (R$ 28,00) é memorável.

210 Sul, bloco C, loja 38, 3244-1039 (48 lugares). 12h/15h e 20h/0h (sáb. só jantar até 1h30; fecha dom.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Ar. (R$ 90,00) Aberto em 2004. $$$$

 

O melhor francês

Alice Brasserie

Peixe do dia grelhado ao molho
de manteiga-avelã com passas:
R$ 50,00

Em 2007, quando decidiu tirar de sua residência no Lago Norte o restaurante que havia funcionado ali por onze anos, a chef Alice Mesquita quis imprimir um novo estilo à casa. O cardápio de bistrô foi aos poucos dando lugar ao espírito descontraído típico das brasseries. A ideia, agora, é explorar a cozinha clássica e regional da França, mas sem amarras, com receitas ecléticas e uma atmosfera mais informal – há até menu infantil. Logo na entrada, o cliente depara com um quadro-negro no qual são apresentadas as sugestões do dia. Ali, a cozinheira põe em prática suas experimentações e usa ingredientes trazidos de viagens internacionais. Ela está sempre passeando entre as mesas para explicar aos clientes a composição dos pratos ou supervisionando a montagem deles.

Da sua cozinha afinada, saem entradas com bela apresentação, caso do carpaccio de salmão defumado com chantilly de limão-verde, confit de cebola e torradas bem fininhas (R$ 28,00). Entre os principais, o filé de peixe do dia vai à grelha e recebe molho de manteiga-avelã, passas brancas e negras e purê de banana com especiarias (R$ 50,00). Para a sobremesa, Alice reserva uma receita-surpresa: quem aceitar a brincadeira paga R$ 18,00. O almoço executivo de terça e sábado inclui combinações de entrada, prato e sobremesa a partir de R$ 35,00. Em breve, a chef pretende voltar a ministrar suas disputadas aulas de gastronomia.

SHIS QI 17, lojas 201 a 204, Edifício Fashion Park, Lago Sul, 3248-7743/7699 (70 lugares). 12h/15h e 19h30h/0h (dom. só almoço até 16h; fecha seg.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Manobr. Ar. (R$ 45,00) www.restaurantealice.com.br. Aberto em 1996. $$$$

 

O melhor italiano

Trattoria da Rosario

Paleta de cordeiro ao molho de vinho marsala com polenta: R$ 49,00

A cozinha comandada pelo chef italiano Rosario Tessier procura respeitar as características originais de cada região de seu país, que apresenta uma das culinárias mais diversificadas do mundo. No cardápio, ele explora carnes de caça, frutos do mar, aves e massas, além de ingredientes encontrados das terras do Piemonte à Sicília. Nascido em Nápoles, aos 15 anos Rosario começou a rodar por restaurantes da Itália, Inglaterra, Suíça e Espanha.

No Brasil, trabalhou no Rio de Janeiro e em outros endereços no Distrito Federal, até que, em 2003, resolveu montar seu próprio negócio. Ali, o cuidado com a qualidade das matérias-primas é um dos pontos altos: azeites, queijos e tomates são importados da Itália e as massas frescas são preparadas pela própria equipe. De entrada, o chef sugere a insalata mare (salada mista com camarão, lula e polvo grelhados com alecrim, R$ 49,00). O fettuccine cinque terre, para a etapa seguinte, vem com creme de gorgonzola, camarão e aspargo (R$ 61,00). Entre as sugestões do dia, a paleta de cordeiro, cujo corte vem do Uruguai, ganha molho de vinho marsala e a companhia de polenta branca ou amarela, crocante de presunto cru e cogumelo fresco regado ao azeite trufado com lâminas de queijo grana padano (R$ 49,00). Para finalizar a refeição, convém experimentar a panacota com creme di prugne (flã de creme de leite fresco com calda de ameixa, R$ 11,00).

Como opção de bebida, recomenda-se o tinto Cirò Riserva Duca Sanfelice (R$ 108,00), da região da Calábria. Para utilizarem a recém-inaugurada sala gourmet, munida de adega exclusiva, os grupos devem fazer reserva.

SHIS QI 17, bloco H, loja 215, Edifício Fashion Park, Lago Sul, 3248-1672 (110 lugares). 12h/15h e 19h30/0h (dom. só almoço até 17h; fecha seg.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Ar. (R$ 50,00) www.trattoriadarosario.com.br. Aberto em 2003. $$$$

 

O melhor japonês

Original Shundi

Sushi com filhote de enguia: iguaria do menu degustação

Um dos craques da culinária japonesa no país, Shundi Kobayashi trouxe para Brasília no ano passado a sua técnica afiadíssima e os mesmos ingredientes que manipula na matriz, em São Paulo. Pelo menos uma vez por mês, ele vem à cidade para supervisionar o trabalho da equipe. No dia a dia, os responsáveis pela cozinha são profissionais treinados por ele próprio.

Para explorar as criações desses sushimen, uma boa (e cara) ideia é pedir um dos sete menus degustação (de R$ 95,00 a R$ 450,00). Deles podem fazer parte enrolados de arroz com iguarias como toro (barriga do atum), água-viva, filhote de enguia, minipolvo e ovas de peixe-voador. Entre os pratos quentes, a ousadia pontua o agulhão grelhado com crosta de gergelim (R$ 40,00) e o rolinho primavera recheado com aspargo, shimeji, vieira e caviar (R$ 30,00). Como sobremesa, há frutas vermelhas flambadas com sorvete de gengibre (R$ 19,00).

Na hora do almoço, acaba de estrear um bufê com catorze opções, entre sushis, sashimis e temakis, além de oito sugestões quentes e seis de salada (R$ 39,90 e, aos sábados e domingos, R$ 49,90). O projeto arquitetônico leva a assinatura de Ruy Ohtake, que se inspirou nos traços da capital para compor o cenário. Logo na entrada, nota-se o aço escovado que cobre a fachada. O salão interno tem desenhos pintados pelo próprio arquiteto.

408 Sul, bloco D, loja 35, 3244-5101 (120 lugares). 12h/15h e 20h/1h (sáb. e dom. almoço até 17h; dom. e seg. jantar até 23h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Ar. (valor variável) www.originalshundi.com.br. Aberto em 2008. $$$$

 

A melhor cozinha de
peixes
e frutos do mar

Bargaço

Linguado, camarão e lagosta na grelha: R$ 95,00, para dois

A rede de restaurantes que nasceu na Bahia em 1971 fincou suas raízes na capital federal. É a sétima vez consecutiva que conquista o júri de Veja Brasília, por servir os melhores peixes e frutos do mar da cidade. Comandada por Genival Lima e Adriana Gianni, a casa funciona num lugar privilegiado com uma bela vista do Lago Paranoá. Sempre frescos, os 2 000 quilos de pescados consumidos por mês dominam o cardápio. Os crustáceos e o badejo vêm de Ilhéus (BA) ou de Santa Catarina e a pescada, de Belém.

Das catorze versões de moqueca baiana, a mista de peixe e camarão ganha incremento de leite de coco e azeite de dendê, na quantidade ideal. Fumegante, a panela de barro vai à mesa acompanhada de arroz, farofa e pirão (R$ 75,00, para duas pessoas). No grelhado bargaço, o linguado, o camarão e a lagosta recebem a escolta de arroz com brócolis, legumes cozidos e alcaparra (R$ 95,00, para duas pessoas). A cremosa cocada, branca ou queimada, sai por R$ 7,50 a porção. Nas noites de terça-feira, há MPB ao vivo, ocasião para bebericar uma caipirinha de umbu ou seriguela (R$ 11,00).

Pontão do Lago Sul, QI 10, Lago Sul, 3364-6090 (170 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 1h; dom. e feriados até 23h). (valor variável) www.restaurantebargaco.com.br. Aberto em 2000. $$$

 

A melhor pizza

Baco

Brava: pancetta, pimenta dedo-de-moça, alcaparra e mussarela de búfala (R$ 35,80)

Há exatamente dez anos, o chef Gil Guimarães inaugurava a primeira das quatro pizzarias, depois de passar uma temporada de estudos em Paris. Pizzaria é modo de dizer: em 1999, o pequeno estande vendia pão, pizza e vinho na feira gastronômica Quituarte, conhecida por lançar nomes da culinária local. Aprovadíssimo pelo público, Gil abriria, meses depois, enfim, um ponto na Asa Norte.

Hoje, cada uma das unidades apresenta um perfil diferente. Para montar a napoletana, na 206 Sul, o pizzaiolo segue as regras e especificações da autêntica receita difundida em Nápoles e regulamentada pelo Ministério da Agricultura italiano. A massa, feita com um tipo de farinha mais leve que o convencional, leva oito horas para ficar no ponto. Antes de chegar à mesa, o disco vai ao forno a lenha por noventa segundos, a 485 graus de temperatura. Somente nesse momento estará pronto para ganhar as coberturas. A de pancetta, ricota, tomates caqui e do tipo italiano, mussarela de búfala e alecrim (R$ 33,20) é servida apenas nessa unidade. Na Asa Norte, as pizzas podem ter massa integral. Quem quer optar por borda fina ou grossa deve seguir para a 408 Sul.

Presente no cardápio das três filiais, a brava combina pancetta, pimenta dedo-de-moça, alcaparra, tomate e mussarela de búfala (R$ 35,80). A calabresa bêbada, que já virou clássica, vem flambada na cachaça e no azeite picante (R$ 33,20). Entre as sobremesas, há morango com chantilly e alecrim (R$ 9,80). A carta de vinhos, pequena, traz 26 rótulos de sete países.

206 Sul, bloco A, loja 6, Asa Sul, 3242-1141 (80 lugares). 18h/1h (sex. a dom. almoço 12h/16h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: M, R e V. Ar. (R$ 20,00) Entrega em domicílio. (3223-0323); 408 Sul, bloco C, loja 35, Asa Norte, 3244-2292 (160 lugares). 18h/1h. Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: V. Ar. (R$ 20,00) Entrega em domicílio. Mais dois endereços. www.bacopizzaria.com.br. Aberto em 2000. $$

 

O melhor variado

Oliver

Paella de frutos do mar (R$ 64,00): somente aos sábados e domingos

Próximo ao movimentado Eixo Monumental, o restaurante apresenta uma espetacular vista que se volta para um tranquilo campo de golfe, sem prédios ao redor. O ambiente, composto de piso de pedras vindas de Pirenópolis (GO) e móveis fabricados em oficinas de Tiradentes (MG), confere ainda mais rusticidade à matriz. O clima despojado invade o cardápio da casa, eleita pelo júri de Veja Brasília a melhor cozinha variada da capital. Elaboradas pelo chef Carlos Guerra, as receitas internacionais têm base na culinária mediterrânea.

A Espanha é bem representada pelas paellas. Estrategicamente colocadas no centro do salão, grandes panelas ficam à vista dos clientes, e o cozinheiro finaliza na hora o prato (a de frutos do mar sai por R$ 64,00, aos sábados e domingos). O bacalhau à zé do pipo (lombo do pescado grelhado no azeite extravirgem mais purê de batata, brócolis, alho e cebola gratinada com queijo parmesão) custa R$ 65,00 a porção inteira e R$ 44,00 a meia. Saladas, massas, risotos e carnes também figuram no menu. O steak à fiorentina exibe um bife ancho grelhado na companhia de cappellini ao molho de tomate, vinho tinto, azeite trufado e manjericão (R$ 44,00). Da lista de sobremesas, o petit gâteau de nozes carameladas ganha a parceria de sorvete de creme e mel (R$ 16,00).

SCES, lote 2, Brasília Golf Center, Setor de Clubes Sul, 3323-5961 (100 lugares). 12h/1h30 (dom. e seg. até 18h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Ar. (R$ 30,00) ; SCN, quadra 3, bloco C, loja 5B, Setor Comercial Norte, 3326-1250 (60 lugares). 12h/15h30 e 19h/0h (dom. até 18h; seg. só almoço). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Cr.: S, SP e V. Ar. (R$ 30,00) www.restauranteoliver.com.br. Aberto em 2005. $$$

 

Bom e barato

Don'Durica

O farto bufê por quilo: R$ 24,90 de segunda
a sexta e R$ 28,90 nos fins de semana

Nascida em Coromandel (MG), a chef-proprietária Ângela Matias costuma dizer que tenta reproduzir na cozinha do restaurante o mesmo sabor da comida feita por suas avós. Pelo jeito, ela herdou os dotes culinários: todos os dias, forma-se fila diante do bufê, que funciona no sistema por quilo. O melhor de tudo é o preço do serviço (R$ 24,90 de segunda a sexta; R$ 28,90 aos sábados e domingos), que confere ao Don'Durica o título de bom e barato da cidade. Das receitas, o frango caipira tem seu cozimento feito no molho de açafrão e a carne mineira passa oito horas na banha. Revezam-se nas travessas, lado a lado, com pernil à pururuca, camarão na moranga e costelinha de porco. Ao todo, são oitenta pratos, entre eles guarnições como milho verde refogado, tutu de feijão, torresmo, banana frita e couve.

No sábado, devotos da boa e completa feijoada batem ponto no local, e o bacalhau aparece em receitas do dia. Uma mesa lotada de pudins, brigadeiro, torta alemã e merengues (R$ 27,00 o quilo) fica à disposição para a sobremesa. À noite, a mineirice dá lugar a caldos e massas. Na filial da Asa Norte, em que são preparados pratos mais elaborados, cobram-se por pessoa R$ 36,20 de segunda a sexta e R$ 38,80 no domingo. Aos sábados, com preço promocional, sai por R$ 28,50.

115 Sul, bloco C, loja 36, Asa Sul, 3346-8922 (120 lugares). 11h30/15h e 18h30/23h (sáb. e feriados almoço 12h/15h30). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: V. T.: T. ; 201 Norte, bloco A, loja 14/45, Asa Norte, 3326-1045 (220 lugares). 12h/15h30 (sáb., dom. e feriados almoço a partir de 12h30). Cc.: D, M e V. Cd.: todos. Cr.: V. (R$ 35,40). Aberto em 1999. $


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