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21 de Abril de 2007Bares
* Preços coletados até março de 2007
Veja também • Conheça os jurados
• Quadro: Como eles votaram
O melhor boteco
Prêmio tradiçãoBeirute
Fotos Cristiano Mariz
Beirute: mais de quatro décadas de boemia na capital federal Boa parte da história política e cultural de Brasília passou pelas mesas do Beirute. Na década de 70 o boteco serviu de palco para discussões acaloradas. Na época das diretas já, entre uma cerveja e outra foi criado no boteco o slogan "urna-se a nós". Integrantes das bandas Capital Inicial e Legião Urbana buscaram ali inspirações. Desde que foi aberta a primeira garrafa, são quatro décadas como ícone da boemia da capital. A fama é atestada pelo júri de VEJA Brasília, que elegeu o Beirute o melhor boteco da cidade pelo sexto ano consecutivo e conferiu à casa o prêmio especial de tradição. A devoção da "família beirutiana", como se autodenominam os fiéis freqüentadores, é tanta que a festa dos quarenta anos da casa, realizada no ano passado, atraiu mais de 7 000 pessoas para a 109 Sul. Um dos charmes do boteco é manter-se praticamente imutável desde a inauguração. O brasiliense que deixa a capital sabe que, ao voltar, vai encontrar ali o antigo letreiro, os garçons com seus clássicos uniformes vermelhos e a garrafa de cerveja servida com uma fina capa de gelo. Ao abrir o cardápio, ele encontrará velhos conhecidos, como o quibeirute (R$ 4,50) e o bife à parmigiana (R$ 35,50), além das receitas tradicionais árabes herdadas dos primeiros donos da casa, de origem libanesa. A única surpresa que o antigo freqüentador pode ter é saber que neste ano vai ser aberta outra unidade da casa, na Asa Norte. "Mas com o mesmo padrão que todo mundo conhece", adianta Francisco Frota Marinho, um dos proprietários.
109 Sul, bloco A, lojas 2/4,
3244-1717. 11h/2h (seg. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: R e V. T.: Tr e V.
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Aberto em 1966.
O melhor chope
A melhor happy hour
O melhor para petiscarBar Brasília
Chope e petiscos campeões da melhor happy hour da cidade O que esperar de um bar que oferece o melhor chope, a melhor happy hour e os melhores petiscos da cidade? No mínimo algo muito perto do que se entende como o bar perfeito. Pois neste ano o corpo de jurados elegeu o Bar Brasília o melhor nessas três categorias. O chope campeão passa por um ritual de preparação antes de ir à mesa do cliente. Depois de chegar em um caminhão térmico e descansar em uma câmara fria a 6 graus, ele "viaja" 185 metros por uma serpentina até alcançar a chopeira coberta por uma capa de gelo. O chope é servido em taças de cristal feitas exclusivamente para a casa e chega à mesa a 3 graus e com exatos 3 centímetros de colarinho. Custa R$ 3,50 a tulipa de 300 mililitros e R$ 2,85 a de 200 mililitros. O par perfeito com o chope gelado são as porções de petiscos como o bolinho de bacalhau (R$ 16,50) e os pastéis de carne com pequi (R$ 8,80). Impossível não ceder também às rodadas de quibe (R$ 2,00) e de empada (R$ 1,70) que passam nas bandejas dos garçons assim que saem quentinhos da cozinha. Completa a receita da melhor happy hour da cidade o cenário oferecido a quem for curtir o fim de tarde no Bar Brasília. A casa foi inspirada nos antigos botecos cariocas, e a decoração tem detalhes como lustres da década de 50 que pertenceram à primeira sede do Banco do Brasil. Atrás do balcão, as garrafas de uísque ocupam uma prateleira de farmácia de 1956. Do mesmo estabelecimento veio a porta de madeira que adorna a entrada dos banheiros.
506 Sul, bloco A, loja 15,
3443-4323. 17h30/último cliente (seg. a qui.); e 11h30/último cliente (sex. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: R e V. Cr.: T e V. T.: C, T e V.
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Aberto em 2002.
Molho de Tomate
Molho de Tomate: destino certo após a balada No início da noite, o movimento ainda é modesto e a pequena pizzaria pode até passar despercebida por quem circula pela 403 Sul. Algumas horas depois, é impossível não notá-la. Uma multidão de jovens espreme-se no pequeno balcão, toma a frente da loja e faz fila para comprar as fichas que dão direito a uma generosa fatia de pizza. Os ingredientes para esse fenômeno são conhecidos. A Molho de Tomate está perto das melhores baladas da capital e fecha apenas às 6 horas da manhã. Por isso, tornou-se o point ideal para uma parada providencial antes de voltar para casa depois da badalação. Junte-se a essa característica o fato de oferecer uma pizza honesta a um preço que cabe no bolso da moçada. São quatro sabores salgados e três doces. A fatia de mussarela é imbatível em pedidos e sai por R$ 1,00. As outras variedades, como calabresa, portuguesa, margherita e banana com canela, custam R$ 2,00. A casa já chegou a vender 5 000 fatias em apenas uma noite. Apenas no boca-a-boca, a Molho de Tomate transformou-se em um hit do fim de noite da capital, tanto que foi eleita a melhor dessa especialidade pelo júri de VEJA Brasília. A fama chegou ao Orkut, com a inclusão de uma comunidade em homenagem à pizzaria. Criada por um cliente da casa, a comunidade já reúne quase 150 adoradores da Molho de Tomate. Os pais podem dormir tranqüilos: a pizzaria não serve bebida alcoólica. Como acompanhamento das fatias, as opções são os sucos, mates, refrigerantes e água – a preços que não ultrapassam R$ 2,00.
403 Sul, conjunto A, loja 12,
3223-2307. 18h/5h (seg. a dom.). T.: Tr e V. Entrega em domicílio (até as 3h; taxa a partir de R$ 1,50). Aberto em 2005.
A melhor música ao vivo
O melhor para paquerarCalaf
Boa música e paquera: ingredientes da festa no Calaf Uma casa de inspiração espanhola, com nome árabe e que oferece uma disputada feijoada regada a samba. A mistura pouco usual resultou no Calaf, eleito pelo júri de VEJA Brasília o melhor lugar para paquerar na cidade e o que oferece a melhor música ao vivo. Na verdade, os dois prêmios estão intimamente relacionados no Calaf. A boa música é que atrai a multidão de jovens bonitos e cheios de disposição para a dança. Esse mix, como se sabe, é o estopim para a paquera. Ela começa já na imensa fila que se forma nos dias de maior movimento e se estende ao espaço em frente ao pequeno palco, nas mesas e na ampla área ocupada abaixo do edifício Empire Center. As turmas mais jovens preferem as noites de segunda, dedicadas à música negra, e de quarta, quando é possível dançar coladinho ao som do forró da banda Lorota Boa. Na quinta-feira a faixa etária sobe um pouco, mas a animação permanece com os shows da banda Coisa Nossa, que vai do samba de raiz à bossa nova, passando por sucessos do samba-rock e da MPB. Um público de todas as tribos lota o Calaf aos sábados para degustar a tradicional feijoada ao som do grupo Samba Choro – que revela suas predileções musicais já no nome. Foram as rodas de samba que deram o impulso inicial para a casa revelar sua vertente para a balada. Quando Venceslau Calaf, filho de catalães, inaugurou o restaurante, em 1990, o principal viés era servir pratos da cozinha espanhola. Hoje, as duas faces do Calaf convivem em harmonia. A casa oferece diariamente um concorrido bufê de almoço, com destaque para o banquete de quarta-feira, com delícias da culinária espanhola (R$ 33,00). Do menu à la carte, a sugestão é a paella valenciana, a R$ 70,00 para duas pessoas. As influências catalãs também estão presentes no cardápio de petiscos, com opções como a porção de jamón serrano (R$ 36,00) e o sanduíche catalão (pão francês com azeite e tomate esfregado, com recheio de cantimpalos e provolone), a R$ 13,00.
Edifício Empire Center, quadra 2, bloco S,
3325-7408. 11h30/3h (seg. a sáb.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: V. T.: Tr e V. Couvert art.: R$ 7,00 a R$ 20,00.
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Entrega em domicílio. www.calaf.com.br. Aberto em 1990.
Azulejaria Bar e Ateliê
O ambiente do Azulejaria: misto de arte e badalação Os azulejos pintados pela artista plástica Cris Conde são a marca registrada do ambiente da casa, considerado o melhor da capital de acordo com os jurados de VEJA Brasília. Não poderia ser diferente. Antigamente, a Azulejaria funcionava como ateliê da artista. Com o tempo, ela e o sócio, Gil Guimarães, foram adaptando a casa como bar, até que encampassem de vez a idéia de transformá-la em um local de balada – sem alterar, no entanto, o estilo da decoração. O ambiente passou por algumas mudanças recentemente, com a ampliação do bar, a criação de um lounge com sofás e pufes e a inauguração de uma loja de vinhos no subsolo. O salão principal foi aberto para a varanda da casa e para o jardim, os espaços preferidos pelos casais. O Azulejaria também ganhou destaque neste ano na eleição do melhor lugar de paquera em Brasília. O dia mais propício para a azaração é a quinta-feira, quando é realizado o projeto Azulejaria Lounge. A partir das 17 horas, um DJ dispara dos pick-ups hip hop, lounge music e música eletrônica. Cerca de 400 pessoas circulam pela casa nessa noite. Faz sucesso entre a moçada o espumante Azulejaria Brut, fabricado com exclusividade por uma vinícola de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Custa R$ 11,00 a taça ou R$ 52,00 a garrafa. O cardápio de petiscos também passou por mudanças e oferece opções como os pastéis de calabresa flambada na cachaça (R$ 9,80) e os rissoles de bobó de camarão (R$ 13,40).
408 Sul, bloco D, loja 1,
3443-0698. 12h/15h e 18h/1h (seg. a qua.); e 12h/15h e 18h /2h (qui. a sáb.). Cc.: M, V e A. Cd.: M, C e V. Cr.: V.
Manobr. (R$ 4,00).
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Aberto em 2004.
Gate's Pub
Gate's Pub: 28 anos de sucesso na noite brasiliense No efêmero mundo das casas noturnas e bares, o Gate's é um fenômeno de longevidade. Há 28 anos Brasília requebra ao som da programação musical do pub. A casa é praticamente hors-concours no prêmio de melhor lugar para dançar de VEJA Brasília. Desde a primeira edição do especial, o Gate's arrebata o título, conquistado pela sexta vez na eleição deste ano. Música de qualidade e uma programação variada são os ingredientes para o sucesso da casa. Fãs de carteirinha batem ponto no pub todas as terças e domingos no projeto Dancin' Gate's, para curtir hits de rock, pop, black music e música eletrônica. Lançado em 1990, esse projeto é um clássico da noite brasiliense e responde pela lotação máxima da casa. Nas quartas, o proprietário Rubens Carvalho e DJ convidados tiram a poeira dos antigos LPs para fazer a moçada dançar na Quarta Vinil, com programação que vai da MPB e do jazz ao rock alternativo. Música brasileira é a pedida para as quintas e, aos sábados, a orquestra Motown resgata o funk das décadas de 70 e 80 e apresenta novidades da black music. Para alimentar a badalação, o cardápio lista opções de sanduíches, petiscos e pizzas. A carta de bebidas tem drinques como o gate's, feito com vodca, creme de leite, groselha e leite de coco (R$ 8,70). Oferece a promoção de chope a R$ 2,90 antes das 23 horas – depois desse horário, custa R$ 4,00.
403 Sul, bloco B, loja 34,
3225-4576. 21h/último cliente (ter. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M e V. Couvert art.: R$ 3,00 a R$ 20,00. Ar.
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www.gatespub.com.br. Aberto em 1978.