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Editorial

 

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21 de Abril de 2007

Comidinhas

A melhor cafeteria O melhor salgado
O melhor doce Prêmio tradição
O melhor crepe O melhor sanduíche
O melhor pão O melhor sorvete
O melhor para ir a dois O melhor suco
O melhor pastel A melhor tapioca

 

Veja também
Conheça os jurados
Quadro: Como eles votaram


A melhor cafeteria
O melhor doce

Daniel Briand Pâtissier & Chocolatier

 

Fotos Ana Araujo
Daniel Briand: um pedacinho da França em Brasília

O croissant mudou a vida do chef francês Daniel Briand. Depois de preparar a receita em um evento, ele foi convidado a ser professor de gastronomia em um centro cultural em Paris. Na aula em que ensinava a fazer croissant, apaixonou-se por uma aluna brasileira e arrumou malas e panelas para encontrá-la em Brasília. A certeza de que ficaria por aqui veio quando ele cumpriu com sucesso o desafio de fazer um autêntico croissant utilizando apenas os ingredientes disponíveis no Brasil. Demorou dois anos para que inaugurasse, em 1995, a Daniel Briand Pâtissier & Chocolatier. A música ambiente francesa e a decoração semelhante à dos charmosos cafés parisienses servem de cenário para a apresentação de seus doces refinados, eleitos pelo júri de VEJA Brasília os melhores da cidade. "A confeitaria é um minucioso trabalho de artesão", diz o pâtissier. O cuidado se aplica da escolha das fôrmas nas quais são assados os doces, feitas exclusivamente de acordo com as orientações de Briand, à pesquisa de ingredientes. Foram cinco anos de busca para que ele encontrasse no Brasil uma ameixa com sabor semelhante à fruta francesa utilizada na receita da tarte aux prunes (R$ 7,00 a fatia), uma torta de ameixas frescas típica da região do Anjou, no oeste da França. Também foi uma batalha amenizar o sabor pronunciado do araticum, um fruto do cerrado, para incorporá-lo na receita clássica francesa do macaron (R$ 9,00, 100 gramas). Além dos doces, o cardápio contempla mixes de café-da-manhã, servidos nos fins de semana, salgados e receitas de bistrô, como o crepe saumon fumê (salmão defumado com creme de limão), acompanhado de salada, por R$ 29,00. Eleita também a melhor cafeteria da cidade pelo júri, a casa prima pela qualidade de sua carta de cafés. Eles são preparados com grãos selecionados da Fazenda Sertãozinho, no sul de Minas Gerais, considerados entre os melhores do país. Da nova máquina de café, importada da Itália, saem desde o expresso (R$ 2,50) até drinques como o royal (café, conhaque e chantilly), a R$ 8,20. Para acompanhar, a receita de certa forma responsável pela existência da casa: o croissant (R$ 3,30).

104 Norte, bloco A, loja 26, 3326-1135. 11h/22h (ter. a sex.); e 9h/22h (sáb., dom. e feriados). Aberto em 1995.

 

O melhor crepe

Crepe au Chocolat

 

Cristiano Mariz
Crepe au Chocolat: delícias doces e salgadas

O crepe campeão de pedidos é o narue chocolat. Narue é uma expressão utilizada pelos pintores japoneses no momento em que dão a última pincelada em uma obra de arte. "É a afirmação de que o trabalho chegou à perfeição", explica Madalena Rodrigues, proprietária da casa. Coincidência ou não, o crepe de morango, chocolate ao leite e sorvete de creme, formulado a partir da sugestão de uma cliente, coroa a história de sucesso do Crepe au Chocolat. Do início em uma loja de pouco mais de 20 metros quadrados, com utensílios de segunda mão e eletrodomésticos trazidos da casa da proprietária, em 1992, a creperia tem hoje duas aconchegantes unidades na cidade, uma delas em uma das quadras mais badaladas da Asa Sul. Seus crepes foram eleitos os melhores da cidade pelo júri de VEJA Brasília. Oferece cinqüenta sabores do quitute, mas esse número se multiplica um sem-fim de vezes se o cliente optar pela promoção "Monte seu crepe", na qual ele pode criar a própria receita selecionando até oito itens do cardápio. Caso a criatividade esteja em baixa, basta escolher entre opções como o edith piaf (R$ 15,20 o pequeno), feito com queijo brie, maçã, alcaparras e salmão defumado, ou o bob dylan (R$ 11,20 o pequeno), que leva peito de peru defumado, mussarela, tomate seco e manjericão. Seguindo na linha de crepes com nome de celebridades, uma marca registrada da casa, o billie holiday é a pedida entre os sabores doces. Ele é montado com chocolate ao leite, licor de amêndoas e chantilly e custa R$ 12,00. O cardápio também lista opções de saladas e há música instrumental ao vivo todas as terças-feiras na unidade da 210 Sul.

210 Sul, bloco B, loja 24, 3443-2050. 11h30/0h (dom. a qui.); e 11h30/1h (sex. e sáb.). Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. Couvert art.: R$ 4,00 por pessoa. Ar. Entrega em domicílio. (taxa a partir de R$ 3,50). 109 Norte, bloco C, loja 5, 3340-7009. Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. Entrega em domicílio. www.crepeauchocolat.com.br. Aberto em 1992.

 

O melhor pão

Belini

Cristiano Mariz
Belini: hexacampeã na categoria melhor pão


Gilberto da Costa Manso, proprietário da Belini, costuma dizer que a panificação é a arte da paciência. É preciso calma para esperar o fermento fazer seu papel natural e ter certa dose de resignação diante do forno que aquece a massa. "Qualquer pressa pode acabar com uma fornada", diz Costa Manso. Ao que tudo indica, a paciência tem sido exercida sem parcimônia na Belini. O pão fabricado na casa foi eleito o melhor da cidade pelo sexto ano consecutivo pelos jurados de VEJA Brasília. Dos fornos saem diariamente trinta variedades de pão, das cerca de 150 receitas de que a casa dispõe. Algumas delas foram inspiradas em viagens do proprietário. De um passeio pela Europa, Gilberto voltou com a receita do pumpernickel, um pão de centeio com farinha integral, açúcar mascavo e especiarias, como cravo e noz-moscada. Entre os pães mais pedidos estão o roll integral de nozes (R$ 0,65 a unidade), a baguete com gergelim e a pagnocca (R$ 4,60), um pão redondo típico italiano. A Belini também tem área de delicatessen e no andar superior funciona um restaurante italiano. Outro destaque da casa são os três tipos de café gourmet, com grãos 100% arábicos. A panificadora oferece bufê de café-da-manhã (R$ 15,40) e chá da tarde (R$ 21,90). O brunch, servido nos sábados, domingos e feriados, lista mais de 100 itens, incluindo seis pratos quentes. Custa de R$ 21,90 a R$ 23,90, dependendo do dia.

113 Sul, bloco D, loja 36, 3345-0777. 6h/0h20 (seg. a sáb.); e 6h/23h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cr.: V. T.: Vr. Ar. Entrega em domicílio. 114 Sul, bloco B, loja 5, 3345-3000. 6h/21h. Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: T e V. T.: Tr e V. Entrega em domicílio. Aberto em 2001. www.belini-gastronomia.com.br.

 

O melhor para ir a dois

Quitinete

 

Fotos Ana Araujo
Quitinete: empório com clima de romance

A chef Mara Alcamim costuma definir suas três casas na 209 Sul da seguinte forma: "O Universal Diner é para namorar, o Zuu para casar e o Quitinete para ir com a família". Porém, por causa de suas múltiplas facetas, o novo empreendimento da chef também revela sua dose de romantismo. Misto de empório, padaria, café, restaurante e loja de artigos finos de cozinha, o Quitinete foi eleito pelo júri de VEJA Brasília o melhor lugar para ir a dois na cidade. Os lugares preferidos dos casais são as charmosas mesas do 2º andar. Elas dão vista tanto para a rua quanto para o vaivém de quitutes saindo quentinhos do forno – observados através do teto de vidro da padaria, localizada no subsolo da casa. O cardápio tem opções de pratos como o camarão com leite de coco, vegetais e curry com amendoim, a R$ 25,00. Há ainda seis opções de sanduíche, todos com nomes que fazem referência a Brasília. O W3 é montado em um pão de parmesão e leva mussarela de búfala, tomate fresco, rúcula e pesto, por R$ 16,00. O casal pode seguir para os outros ambientes da casa – e aí, sim, encontrar as famílias que freqüentam o Quitinete. Há a área com artigos para gourmet, como as famosas panelas francesas Le Creuset, o balcão de doces, salgados e terrines e o espaço do empório, com opções de carnes exóticas. O tour continua no balcão de pães. A casa oferece quase 100 variedades, do francês integral (R$ 8,00 o quilo) ao seis cereais (gergelim preto, gergelim branco, linhaça, girassol, soja e flocos de aveia), a R$ 12,80 o quilo. Outro ponto forte do empório são os cafés especiais, preparados em uma máquina de torrefação instalada no térreo. O blend Quitinete, de baixa acidez e aromas frutados, é feito exclusivamente para a casa na Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Pedregulho, São Paulo.

209 Sul, loja 5, 3242-0506. 7h/1h (seg. a dom.). Cc.: M, V e A. Cd.: M, R e V. Ar. www.emporioquitinete.com.br. Aberto em 2006.

 

O melhor pastel

Pastel Mix

 

Massa fina e crocante: um dos trunfos da Pastel Mix

Qual o segredo do pastel eleito o melhor da cidade pelo júri de VEJA Brasília? A resposta pode estar na massa fina e crocante. Para chegar à receita que consideraram ideal, os proprietários da Pastel Mix, Ney Carneiro Filho e Sheila Leão, passaram meses testando ingredientes e visitando pastelarias antes de abrir a casa, em 2000. O resultado é uma receita secreta que inclui até pitadas de leite em pó e rende um pastel que sai sequinho da frigideira. A segunda alternativa para responder à pergunta é atentar para os sabores oferecidos. A casa serve desde os recheios tradicionais a combinações exóticas, como o de shiitake com mussarela, alho em flocos e um toque de shoyu (R$ 5,30) e o de queijo de coalho, castanha-de-caju e melaço de cana. O esmero na decoração da Pastel Mix também conta pontos no caminho até o pódio. O laranja das paredes, os mosaicos criados pela proprietária e a iluminação amena à noite dão um clima praieiro à casa – próprio tanto para grupos de amigos quanto para famílias, que aguardam sem pressa uma mesa aos domingos. Outro trunfo é sempre oferecer novidades. Neste ano foi implantado um rodízio com vinte sabores de pastel, a R$ 11,90. Para acompanhar, uma opção que não é segredo para ninguém: o caldo de cana, R$ 1,90.

107 Sul, bloco C, loja 30, 3244-0562. 16h/23h (seg. a sáb.); e 17h/23h30 (dom.). Cd.: V. Aberto em 2000.

 

O melhor salgado

Sweet Cake

 

Os salgados da Sweet Cake: vitoriosos

O nascimento da primeira filha levou a então empresária Simone Jabour a buscar uma ocupação na qual pudesse estar mais presente em casa e aproveitar os primeiros anos do bebê. Fã de pâtisserie e com um histórico de boas quituteiras na família, ela começou a fazer pizzas, doces e salgados para fora. O sucesso de delícias como a torta de maçã e os salgadinhos com recheios generosos coincidiu com o nascimento de mais dois filhos, e o que começou como uma espécie de emprego temporário resultou na inauguração da loja, em 1993. Dois anos depois, a empresa entrou no mercado de festas com o bufê Sweet Cake. Hoje, seus quitutes marcam presença em até oitenta eventos por mês – fazendo do bufê um dos mais festejados da capital. Cursos, especializações e viagens inspiram a inclusão de novas receitas ao cardápio. Simone foi uma das primeiras a trazer para Brasília o macaron, típico biscoito francês feito com farinha de amêndoas, há quase dez anos. Recentemente, ela criou a versão de framboesa e está fazendo testes para o macaron de lavanda. Uma visita à loja é tentadora. Pelos balcões de vidro revezam-se 120 variedades de doces e tortas e sessenta tipos de salgados, eleitos pelo júri de VEJA Brasília os melhores da cidade. Entre as especialidades estão os empadões, oferecidos nos sabores frango, camarão, palmito, bacalhau, vegetariano e goiano (R$ 20,00 a R$ 48,00 o quilo). A religiosa de camarão, R$ 3,50 a unidade, é o salgado campeão de pedidos. O cardápio de doces tem novidades como a torta alemã de morango (R$ 30,00 o quilo) e a cesta de frutas silvestres com chocolate branco (R$ 30,00 o quilo). Também fazem sucesso os copinhos de chocolate com recheio de cajuzinho, beijinho, brigadeiro ou nozes.

QI 21, bloco C, lojas 24/36, Lago Sul, 3366-3531. 9h/19h (seg. a sáb.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Ar. Aberto em 1993.

 

Prêmio tradição

Dom Bosco

 

Pizza de mussarela da Dom Bosco: um ícone brasiliense

Poucos estabelecimentos são tão representativos na capital quanto a Dom Bosco, que ganhou o prêmio especial de tradição pelo júri de VEJA Brasília. As primeiras gerações de brasilienses, que freqüentaram a lanchonete na década de 60, hoje levam seus filhos e netos para provar o único e indefectível sabor de pizza oferecido, o de mussarela. A receita é simples, mas inigualável. "Fazemos com massa fresca, coberta com mussarela, molho especial de tomate e orégano", diz o mineiro Enildo Veríssimo, que, ao lado dos irmãos Hely e Elcir, comanda o estabelecimento desde 1968. A localização da primeira loja foi essencial para o negócio decolar. Ao fim da missa na tradicional Igrejinha, dezenas de famílias desciam a rua à procura da única lanchonete da 107 Sul. As filiais abertas nos anos seguintes têm a cara da matriz, que mudou pouco desde a inauguração. Não há mesas nem cadeiras – o cliente come em pé, no balcão. A simplicidade e a informalidade impulsionam o sucesso da "dupla" (R$ 2,80): uma fatia sobre a outra, servidas no guardanapo. Para acompanhar, o tradicional mate e os refrescos de laranja e de caju ganham a preferência (R$ 1,00 o copo). Em 2006, foi inaugurada a quinta loja da rede, em Taguatinga.

107 Sul, bloco D, loja 20, 3443-7579. 7h/23h (seg. a dom.). T.: Tr e V. 306 Norte, bloco C, loja 46, 3347-0904. 7h/23h (seg. a dom.). T.: Tr e V. Entrega em domicílio. CLSW 303, bloco A, loja 38, 3033-5000. 7h/23h (seg. a dom.). T.: Tr e V. Entrega em domicílio. SEPN 708/909, praça de alimentação do UniCeub. 7h/23h (seg. a dom.). T.: Tr e V. 103 Sul, bloco D, loja 36, 3223-7579. 7h/23h (seg. a dom.). T.: Tr e V. CNB 1, lote 1, Taguatinga, 3032-3434. 7h/23h (seg. a dom.). T.: Tr e V. Entrega em domicílio. Aberto em 1960.

 

O melhor sanduíche

Marietta

 

Sanduíche triangular: o ponto de partida da rede Marietta

Prestes a completar 25 anos, a rede Marietta tornou-se um sinônimo de alimentação saudável. A principal responsável por essa fama é uma receita aparentemente simples: sanduíches triangulares com duas camadas de pão de fôrma e duas possibilidades de recheio, selecionadas entre mais de trinta opções. Esse foi o ponto de partida para o crescimento da rede, que hoje conta com cafeterias, pizzarias, sorveterias e butiques de sanduíches ao estilo americano. O Marietta Sanduíches Leves está presente em quatro endereços em Brasília e tem unidades em outros quatro estados do país. Entre os sanduíches mais pedidos está o de frango com salada, o atum salada e o de salaminho com pasta de alho (R$ 6,50 cada um). A excelência no seu preparo e na escolha dos ingredientes rendeu à casa o título de melhor sanduíche da cidade, segundo o júri de VEJA Brasília. Seguindo a linha saudável, uma boa pedida são as saladas. Basta selecionar oito ingredientes entre os 32 oferecidos e escolher uma das quatro variedades de molho. Para acompanhar, o cardápio traz mais de quarenta tipos de sucos de frutas e hortaliças frescas. Há a opção dos chamados sucos terapêuticos, formulados por uma equipe de nutricionistas levando em conta as propriedades dos ingredientes. Alguns deles revelam no nome os benefícios que trazem para o organismo. O cabelos saudáveis leva laranja, cenoura e alecrim. O TPM (R$ 4,20) é feito com mamão, maçã, banana e gengibre. Sucesso de vendas, o energético leva açaí, banana, xarope de guaraná e amendoim, a R$ 4,20.

Brasília Shopping, SCN, quadra 5 bloco A, lote 2, 3327-3892. 10h/22h (seg. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. T.: Tr e V. Entrega em domicílio ( 3327-1998). Conjunto Nacional, térreo, 3326-8273. Pátio Brasil Shopping, quadra 8, praça de alimentação, 3321-0766. Taguatinga Shopping, praça de alimentação, 3352-0694. www.marietta.com.br. Aberto em 1982.

 

O melhor sorvete

Saborella

 

À moda italiana: aprendizado com os mestres da arte em gelados

Quando era comissário de bordo, Bruno Kzam sempre tirava um tempinho para visitar as sorveterias das cidades para as quais viajava. A paixão pelos gelados resultou na criação da Saborella, eleita pelo quinto ano consecutivo a melhor sorveteria da cidade pelo júri de VEJA Brasília. Os vôos de Kzam agora são em busca de novos sabores. O México foi a inspiração para o recém-lançado sorvete asteca, que mescla chocolate com pimenta. Da Itália vieram os novos chocolate com pêra e chocolate com laranja. Depois de muitas viagens e uma boa dose de insistência, Bruno conseguiu que a renomada empresa italiana Fabri fornecesse para a Saborella o doce de leite argentino e o pistache da região do Bronte, na Itália, considerado um dos mais raros do mundo. Essas matérias-primas de luxo originaram receitas exclusivas em Brasília. O esmero na constante pesquisa e na renovação de sabores também se aplica na fabricação dos gelados. A receita segue o padrão italiano: não leva gordura hidrogenada nem espessante químico. A produção e a pausteurização são feitas em máquinas importadas da Itália. Os sorvetes são preparados diariamente para ser servidos frescos. Caso algum deles acabe no meio do expediente, só voltará a uma das 24 cubas do balcão no dia seguinte. Por isso, os clientes cativos já sabem: para degustar o sorvete de tapioca é melhor chegar cedo. Ele é o líder de vendas entre as setenta variedades da casa. Em apenas um dia, a Saborella já vendeu 750 bolas desse sabor. As criações com frutas brasileiras também fazem sucesso. Melancia, açaí, pinha, caju e serigüela são algumas das opções, vendidas a R$ 4,00 a bola. A sorveteria também serve tapiocas e soda italiana, preparada com gelo, água e extratos naturais como menta, amarena, granadina ou maçã verde.

112 Norte, bloco C, lojas 38/48, 3340-4894. 12h/22h (ter. a sáb.); e 15h/22h (dom. e feriados). Fecha em junho para férias. Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Aberto em 1995.

 

O melhor suco

Vitamina Central

 

Vitamina Central: 31 anos de tradição

Muito antes do início da onda fitness, a Vitamina Central já ajudava a manter a forma dos brasilienses. Inaugurada em 1976, a casa de sucos acompanhou o advento da geração saúde. Em nome dos 31 anos de tradição, os clientes não se incomodam com a falta de luxos da pequena loja nem em dividir o apertado balcão. Eles sabem que é dali que sai o melhor suco da cidade, de acordo com a votação do júri de VEJA Brasília. A lanchonete oferece mais de setenta variedades de sucos e vitaminas. Detalhe importante: polpas congeladas são terminantemente proibidas no local. As bebidas são preparadas com a própria fruta, sempre fresca. O cardápio lista opções como o lua azul (uva, laranja, limão e mel), R$ 2,80, e o mafiosa (laranja, cenoura, beterraba e mamão), R$ 2,20. Para recuperar as forças depois da academia, a sugestão são as vitaminas como a adrenalina, que leva açaí, banana, leite e mel (R$ 2,80). Outro destaque é a maratona, feita com leite, banana, aveia, Neston, mel e guaraná em pó, R$ 2,80. Os sucos e vitaminas são servidos em jarras de 500 mililitros – sem contar o costumeiro "chorinho". O cliente pode incrementar sua bebida com a inclusão de produtos naturais como albumina, proteína de soja, granola e semente de linhaça, pagando de acordo com o item escolhido. A casa também oferece açaí na tigela, sanduíches e salgadinhos de fabricação própria, como o enroladinho de queijo-de-minas (R$ 1,20).

506 Sul, bloco A, loja 63, 3244-2866. 7h15/20h (seg. a sex.); e 7h15/12h30 (sáb.). T.: Tr e V. Aberto em 1976.

 

A melhor tapioca

O Paraíba

 

Cristiano Mariz
A tapioca de O Paraíba: 67 tipos de recheio

O processo para fazer a melhor tapioca da cidade, título conferido pelo júri de VEJA Brasília, começa muito antes de o quitute ir ao fogo. Os irmãos Paulo, Cristiano e Carlos Monteiro sabem desde a infância, vivida na Paraíba, que um dos segredos da boa tapioca é a goma utilizada. Para chegar à matéria-prima do quitute servido na O Paraíba, eles associaram-se a uma cooperativa de produtores de tapioca no município de Alexandria de Goiás. Foram cinco meses para chegar ao ponto ideal da goma. O resultado é uma tapioca crocante por fora e macia por dentro. O passo seguinte foi criar 67 recheios caprichados para o quitute. O mandacaru leva purê de macaxeira, carne-de-sol e manteiga de garrafa e custa R$ 11,40. A tapioca que leva o nome da casa é uma das campeãs de venda. Ela é preparada com queijo de coalho, carne-de-sol e manteiga de garrafa, a R$ 11,90. Entre as opções doces, destaque para a ultra chique (R$ 11,50), com Nutella, banana frita e castanha-de-caju. As delícias são servidas em um ambiente salpicado de referências ao Nordeste. O modo de vida do sertão está estampado em fotografias em preto-e-branco no andar superior. Vasos de barro, um gibão, chapéus de couro, uma garrucha e até um pedaço de parede de taipa decoram o piso térreo. No agradável deque externo, o cliente pode tirar uma sesta em redes de sentar. Completam o cenário a música ambiente, que privilegia ritmos nordestinos, como baião, xote e forró, e a vestimenta dos garçons, caracterizados de Lampião aos sábados. A novidade deste ano é que a casa abre também para o almoço e oferece caldos de segunda a quinta à noite.

405 Sul, bloco B, loja 6, 3244-2221. 12h/15h (seg. a sex.); e 16h/0h (seg. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: R e V. Aberto em 2005.


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