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Editorial

 

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23 de Abril de 2008

Comidinhas

* Preços coletados até abril de 2008

O melhor cachorro-quente O melhor pastel
A melhor delicatessen O melhor salgado
A melhor cafeteria O melhor sanduíche
A melhor doceria O melhor sorvete
A melhor padaria O melhor suco

 

Veja também
Conheça os jurados
Quadro: Como eles votaram

O melhor cachorro-quente

Landi

Sabor artesanal: o pão e a batata palha preparados em casa

Pão caseiro, salsicha, ketchup, mostarda, maionese, molho de tomate, queijo ralado, milho verde e batata palha. É com esses itens básicos que os irmãos Landi e Charleston de Oliveira preparam, desde 1986, o melhor cachorro-quente da cidade, na opinião do júri de VEJA Brasília. Embora instalem o simplório carrinho numa esquina residencial da Asa Sul apenas no fim da tarde, às 18 horas, seu trabalho começa bem cedo. Às 6h30 da manhã, na cozinha de casa, a dupla começa a colocar – literalmente – a mão na massa dos cerca de 100 pães que serão assados num forno da padaria de um amigo. Por dia, eles fazem cerca de 100 unidades. Landi, aliás, já trabalhou em um estabelecimento do tipo, no qual se aperfeiçoou também na difícil missão de atender o público. "Faço os dogs ao gosto do cliente", diz Landi. Em vez de comprarem a batata palha pronta, os irmãos descascam, ralam, fritam e deixam secar o ingrediente a tempo de servir os lanches à freguesia, que aos poucos vai se acomodando nos 25 lugares espalhados sob a copa de uma árvore imensa. Quem não consegue uma cadeira nem liga: pede um refrigerante ou um suco de garrafinha em pé mesmo, enquanto aguarda a vez de comer o seu sanduíche.

405 Sul, (61) 9970-1507. 18h/23h (fecha sáb.) Aberto em 1986.

 

A melhor delicatessen

La Palma

Ponto de encontro: gourmets e chefs reúnem-se para trocar receitas na loja

Brasília ainda era uma cidade de quatro anos quando o japonês Ichikichi Saito chegou à cidade, acompanhado da esposa e dos cinco filhos. Naquela época, passou a cultivar verduras para consumo próprio e para vender aos vizinhos. A informalidade transformou-se em negócio quando Saito abriu uma quitanda, sete ou oito anos depois, na 404 Norte. Em 1986, o patriarca passou a administração da frutaria para uma de suas filhas, Mariko Saito Muniz, e para o genro, Rogério Muniz. Com a abertura da importação no país e o conseqüente crescimento da gastronomia local, o casal começou a investir em produtos estrangeiros, frutas exóticas e temperos. Hoje, o antigo mercadinho tem cerca de 14 000 itens à venda, como queijos, vinhos, grãos e iguarias. Entre os sais, por exemplo, há o diamante do Himalaia, o sal negro do Havaí, o sal do Paquistão e a requisitada flor de sal. As frutas também aguçam a curiosidade, a exemplo da longan, ou olho-de-tigre, uma fruta asiática que se parece com a lichia. Essa variedade de produtos fez da delicatessen a preferida dos gourmets e a melhor da cidade, de acordo com o júri de VEJA Brasília. Não é à toa, portanto, que aos sábados a casa se transforma em um informal ponto de encontro de chefs e cozinheiros, que se reúnem ali para abastecer suas cozinhas e trocar receitas.

404 Norte, bloco D, loja 30, (61) 3326-3209. 7h30/19h (sáb. até 17h; dom. e feriados até 12h30). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T, V e So. Entrega em domicílio. www.lapalma.com.br. Aberto em 1964.

 

A melhor cafeteria
A melhor doceria

Daniel Briand Pâtissier & Chocolatier

Dupla conquista: delicadas doçuras acompanhadas de grãos de café importados do sul de Minas

Desde a primeira edição de VEJA Brasília, em 2002, a casa do pâtissier francês aparece entre os premiados. Neste ano não é diferente. Escolhido mais uma vez como a melhor cafeteria e o dono dos melhores doces de Brasília, o estabelecimento começou em 2008 com uma reforma, que foi concluída em março. Na área externa não se perdeu o ar parisiense: as mesas, atendidas por garçons usando boinas pretas, foram mantidas sob uma cobertura transparente. Internamente, porém, o espaço foi ampliado, o balcão, renovado, e itens como croissant, pain au chocolat e demais folhados passam a ficar expostos em uma mesa no salão. Os delicados macarons ganharam uma caixa de vidro. Escrito em francês e em português, o cardápio tem as páginas ilustradas com fotos em preto-e-branco de cenas do país de origem do proprietário, assinadas por Luiza Venturelli, esposa de Daniel. Já os quitutes são todos preparados por ele próprio, que, desde 1995, faz questão de comandar a cozinha. Briand procura utilizar ingredientes locais e importa algumas matérias-primas, como a farinha de sarraceno, da Argentina, e o chocolate belga. Os patês e as geléias são feitos ali mesmo, pelas mãos do pâtissier. Para acompanhar tantas delícias, a pedida é o café expresso preparado com grãos Orfeu, vindos do sul de Minas. Ou então algumas variações como o cappuccino exclusivo da casa, que leva chocolate quente, café expresso, chantilly feito com creme de leite fresco e canela. A casa vende ainda duas opções de café com bebida alcoólica: o irlandês, que leva uísque, café e chantilly; e o royal, com conhaque, café e chantilly.

104 Norte, bloco A, loja 26, Asa Norte, (61) 3326-1135. 11h/22h (sáb., dom. e feriados a partir de 9h). (15% do valor do vinho) Aberto em 1995.

 

A melhor padaria

La Boulangerie

Petitgas: pães artesanais e passagem pela Noruega

Inaugurada em março de 2007, a panificadora é o mais novo estabelecimento entre os melhores da cidade. Segundo o júri de VEJA Brasília, faz o melhor pão da capital. O responsável pelo sucesso da casa é o jovem francês Guillaume Petitgas. Na cozinha, ele prepara pães, folhados, doces e quiches sem usar conservantes nem produtos químicos. Formado em panificação na França, Guillaume trabalhou também na Noruega, país onde aprendeu a fazer pães de maneira mais artesanal. No Brasil, ele adapta as receitas aos ingredientes locais para que tudo seja sempre fresco e de qualidade e todo mês lança um pão que substitui outro na vitrine. O espaço da casa é pequeno, mas a variedade de produtos não deixa a desejar. A baguete tradicional francesa tem textura firme, casca crocante e massa macia. Outro campeão de vendas é o pão de cereais, que leva farinha integral, gergelim, sementes de girassol e de linhaça, além de flocos de aveia. Neste primeiro ano de existência, as dependências foram ampliadas e, hoje, há uma área externa com jardim e mesas para que os clientes apreciem os quitutes acompanhados de café, chocolate quente ou cappuccino. Quem quiser desfrutar esse ambiente pode escolher entre algumas opções do cardápio – todo escrito em francês. Uma boa pedida é a éclair (bomba), que pode ser recheada com doce de leite, baunilha, café ou chocolate. Ou então o brioche, nas versões com creme de amêndoas, açúcar ou mesmo o puro.

106 Sul, bloco A, loja 3, (61) 3244-1394. 7h/20h (dom. até 14h; fecha seg.). Cd.: V. Entrega em domicílio. Aberto em 2007.

 

O melhor pastel

Pastel Mix

Variedade: sessenta combinações de recheio sob massa fina e crocante

Filho de comerciantes, Ney Carneiro Filho fez uma boa pesquisa antes de abrir a casa, que é premiada pela quinta vez pelo júri de VEJA Brasília como a que faz os melhores pastéis do Distrito Federal. Ao lado da esposa, Sheila Leão, ele se esforçou para descobrir que tipo de estabelecimento estava faltando no Plano Piloto. Era início do ano 2000 e os dois pretendiam montar uma casa especializada em um único produto. Dessa premissa surgiu a idéia do que eles chamam de uma "butique de pastéis", um lugar para vender o tradicional pastel de feira, só que com capricho e bom gosto. Com paredes em tom laranja, mosaicos e luz baixa, a Pastel Mix tem ambiente acolhedor e atrai principalmente famílias que vão em busca das sessenta combinações de recheio. A massa é fininha e crocante e reserva alguns segredos, como a adição de leite em pó no preparo. Mesmo com tanta opção, o campeão de vendas ainda é o recheado com queijo mussarela. Quem quiser algo diferente pode pedir o já famoso pastel de shiitake com alho em flocos. Deu vontade de experimentar um pouquinho de cada um? Às terças e quartas a casa atende no sistema de rodízio, com vinte tipos do quitute. Para a sobremesa, o pastelito com sorvete e calda de chocolate é um minipastel recheado com banana e acompanhado de uma bola de sorvete, que pode ser de creme, flocos ou chocolate. Além do tradicional caldo de cana, para beber são feitas misturas de sucos de frutas que levam garapa no lugar da água ou do leite.

107 Sul, bloco C, loja 30, (61) 3244-0562. 16h/23h (dom. a partir das 17h). Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. ; Gilberto Salomão, Lago Sul, (61) 3248-2338. 12h/21h. Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. Aberto em 2000.

 

O melhor salgado

Sweet Cake

Religiosa de camarão: campeão de vendas

Pelo segundo ano consecutivo, o salgado da Sweet Cake é escolhido o melhor da cidade pelo júri de VEJA Brasília. Do ano passado para cá, a receita manteve-se a mesma: tudo é preparado na cozinha da loja – massas, recheios e cremes – sob a supervisão da chef pâtissière Simone Jabour, que comanda o negócio desde 1993. Para que sua qualidade se conserve, os salgados são feitos no dia, e os não vendidos são recolhidos da vitrine. Quinze anos atrás, Simone fazia pizza sob encomenda. Trabalhava em sua própria casa e atendia os vizinhos e amigos. Aos poucos, começou a diversificar a produção e, graças ao aumento dos pedidos, abriu a loja da Q21 do Lago Sul. Até o fim de maio de 2008, uma filial deverá ser aberta na Asa Sul. O bufê da casa é muito requisitado em festas e eventos da cidade, presente em celebrações particulares e convenções do governo. Mas não é preciso ir a uma festa para experimentar os famosos salgados. Uma visita à loja é capaz de abrir o apetite de qualquer um. Para começar, peça o campeão de vendas, a religiosa de camarão. Parecida com uma esfiha quadrada, sua massa fofinha pode receber outros dois recheios, frango e palmito. Outra delícia é a farta coxinha, recheada com frango e catupiry. A novidade deste ano é o rondelli napolitano, uma massa semi-folhada enrolada como se fosse um rocambole e recheada com queijo mussarela, tomate, presunto e óregano. Para beber, a loja sugere cafés, sucos e refrigerantes; para a sobremesa, diversos doces e tortas, como a de morango com chocolate, que pode ser comprada em pedaços ou por quilo.

QI 21, bloco C, lojas 24/36, Lago Sul, (61) 3366-3531. 9h/19h (fecha dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Ar. Aberto em 1993.

 

O melhor sanduíche

Marietta

Três fatias de pão integral: receita de sucesso há 26 anos

Pela sexta vez a casa conquista do júri de VEJA Brasília o título de melhor sanduíche da cidade. Fundada em 1982 por Edson Costacurta, a Marietta mantém a receita original de sucesso: o famoso sanduíche triangular feito com três fatias de pão integral – produzido na cozinha da lanchonete – e dois recheios da preferência do cliente. De lá para cá, a loja cresceu e hoje é uma rede que não vende apenas sanduíches leves, mas também cafés, pizzas e sorvetes. São catorze unidades do grupo em Brasília e outras em Belo Horizonte, Fortaleza, Recife e Salvador. Entre os sanduíches campeões de vendas estão o de peito de peru com ricota temperada, o de atum com ovos e o de salpicão com salada. Todos os ingredientes são frescos e os lanches são montados na hora. Para acompanhar, a dica é escolher entre os variados sucos. Um dos mais pedidos é o de morango com laranja, servido em um copão de 500 mililitros. Uma seção especial do menu revela os sucos terapêuticos, formulados por uma equipe de nutricionistas. O sinfonia verde leva limão, agrião e mel e é conhecido por ter propriedades naturais que ajudam no combate ao resfriado. O boa forma leva maçã, cenoura e laranja e está na categoria dos emagrecedores. A casa ainda monta um bufê de saladas em que se podem escolher oito ingredientes e um molho. A novidadeé o cartão fidelidade, por meio do qual o cliente acumula pontos cada vez que consome nas lojas e depois podem trocar por prêmios.

Brasília Shopping, Praça de Alimentação, 2º piso, (61) 3327-3892. 10h/22h (dom. 12h/20h). Cc.: M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T, So e Sopaz e Vale Refeição BB. Ar. ; Conjunto Nacional, térreo, (61) 3326-8273. 10h/22h (dom. 12h/20h). Cc.: M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T, So e Sopaz e Vale Refeição BB. Ar. ; Pátio Brasil Shopping, Praça de Alimentação, (61) 3321-0766. 10h/22h (dom. 12h/20h). Cc.: M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T, So e Sopaz e Vale Refeição BB. Ar. www.marietta.com.br. Aberto em 1982.

 

O melhor sorvete

Saborella

Delícias importadas: máquinas da Itália e frutas da Região Norte

Para a família Kzam, sorvete não é apenas um refresco – é alimento. Por isso, os irmãos Bruno e Sávio, juntamente com a mãe, Eleonora, seguem a técnica e a receita tipicamente italianas para preparar os gelados, que não levam espessantes químicos nem gordura hidrogenada. As matérias-primas, como o chocolate e o pistache, são importadas e as frutas, sempre frescas. Esses são alguns dos segredos da casa que ganha pela quinta vez consecutiva o prêmio de melhor sorvete segundo o júri de Veja Brasília. A idéia de abrir uma sorveteria partiu de Bruno Kzam, ex-comissário de bordo e "sorvetólatra". Para montar o negócio, ele fez cursos no Brasil e no exterior e importou as máquinas da Itália. Apesar de vender um sorvete tipo italiano, ele dá um toque bem brasileiro ao que prepara. Natural de Macapá, a família aposta nas frutas e nas castanhas da Região Norte do país. Um exemplo é o serra do navio, sabor que mescla cupuaçu e castanha-do-pará. O campeão de vendas, entre oitenta e tantos sabores, é o de tapioca, feito com a farinha de tapioca e coco ralado fresco. Para quem quiser algo diferente, a dica é o affogatto, uma combinação de uma bola de sorvete, de qualquer sabor, mergulhada no café expresso. Algo mais diferente ainda? Toda sexta-feira, a partir das 18h, a casa organiza uma happy hour para vender aos brasilienses uma degustação da culinária amapaense. Dona Eleonora vai para a cozinha dar conta de itens como a casquinha de caranguejo do norte, o tacacá e mais um prato típico, que varia a cada semana.

112 Norte, bloco C, lojas 38/48, (61) 3340-4894. 12h/22h (dom. e feriados a partir das 15h; fecha seg.; fechado no mês de junho). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Aberto em 1995.

 

O melhor suco

Bendito Suco

Ambiente saudável: ideal para tomar smoothies e bebidas naturais

Um bistrô de saúde. É assim que o proprietário, Pedro Henrique Soares, define o seu estabelecimento. Ex-barman e garçom, Pedro cansou-se dos drinques alcoólicos e resolveu apostar em sucos naturais. Antes de abrir a casa, consultou especialistas em nutrição e culinária e fez diversos testes para criar bebidas e sanduíches diferentes. O cardápio traz opções batizadas com nomes de esportes e de grupos de atletas da cidade. Tudo é preparado com alimentos orgânicos e frescos. Os sucos são a grande atração, mas também são montados wraps e sanduíches no pão libanês. Irmã e sócia de Pedro, Manuela Soares cuida das tortas e dos doces. O campeão de pedidos do menu de bebidas é o suco que leva o nome da casa. O bendito suco mistura abacaxi, rúcula, hortelã e laranja e pode ser servido em jarras de 350 ou 700 mililitros. Há ainda smoothies e cremes de frutas com iogurte preparado pela bisa Juju, bisavó de Pedro. Entre os sanduíches, o hipismo leva ricota com ervas, tomate seco, rúcula e azeite no pão libanês. O açaí servido na tigela pode ser composto com banana, proteína de aveia e xarope de guaraná. Quem quiser conhecer a casa que tem o melhor suco da cidade, segundo o júri de VEJA Brasília, deve reparar na decoração colorida, nas esculturas de sucata e pedir uma refeição sem pressa. Como as frutas, as verduras e os legumes são cortados e ralados na hora, os pedidos demoram uns minutinhos a mais que o usual para ficar prontos – os clientes são avisados disso. Para aliviar a espera, eles podem visitar a galeria de arte anexa, com obras do artista plástico Nem Soares, pai dos proprietários.

413 Norte, bloco E, loja 19, (61) 3039-1600. 16h34/23h58 (sáb. e dom. a partir das 12h36). Cc.: V. Cd.: M, R e V. Aberto em 2006.


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