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01 de Junho de 2007

Bares

* Preços coletados até junho de 2007

O melhor boteco O melhor para ir a dois
O melhor chope O melhor para dançar
O melhor fim de noite O melhor para paquerar
A melhor happy hour O melhor para petiscar
As melhores músicas ao vivo  
All Night Pub  
Ton Biz  

 

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Quadro: Como eles votaram

O melhor boteco

Bar do Armando

Estilo de armazém antigo: quase quatro décadas de tradição

Nos primeiros anos, a casa instalada em frente à Praça São Sebastião funcionava como mercearia. O fundador, o português Armando Dias, conta que o negócio começou a dar prejuízo quando chegaram à capital as grandes redes de supermercados. Foi aí que ele decidiu transformar o estabelecimento em boteco, no início dos anos 70. O estilo de armazém antigo é mantido até hoje. O bar tem azulejos nas paredes e no piso, mesinhas de plástico tomam a calçada, cinco freezers são lotados de cerveja e bandeiras de diversos países estão distribuídas pelo ambiente. Nos fundos há uma estante com dezenas de vinis, da coleção pessoal de Armando, à disposição dos clientes – que ele chama de "amigos". O que mais prende a atenção no bar são os quatro bonecos gigantes, que só saem dali uma vez por ano – no Carnaval. São feitos de isopor e papelão e imitam pessoas conhecidas – como o próprio Armando e uma cliente de 70 anos que vai diariamente à casa tomar uma cervejinha. Há mais de duas décadas, a Banda da Bica, composta de freqüentadores do bar, sai à praça com os tais bonecos cantando marchinhas antigas. No cardápio, os atrativos são o queijo bola, trazido de Minas Gerais, e o pernil, cujo tempero é mantido em segredo. Ambos podem ser pedidos em porção (R$ 9,00 cada uma) ou em forma de sanduíche (R$ 5,00 cada um). A casa foi eleita pelo segundo ano consecutivo o melhor boteco da cidade, título conferido pelo júri de VEJA Manaus.

Rua Dez de Julho, 593, centro, 3232-1195. 14h/3h (seg. a sáb.). T.: Tr e V. Aberto em 1970.

 

O melhor chope

Piccolino

Bate-papo no bar: com chope de primeira

Há pouco mais de dez anos, Jurandir Gaioto resolveu montar um espaço no bairro Japiim para receber os amigos na happy hour. Até então, as casas do gênero eram incomuns naquela área. O lugar comportava apenas duas mesas, por isso foi batizado de Piccolino (pequenino em italiano). O sucesso foi imediato. Tanto que, neste ano, foi inaugurada a quarta franquia da loja na capital. Um dos principais atrativos é o chope – o melhor da cidade, na opinião do júri de VEJA Manaus. Fabricado pela Antártica, ele chega à casa duas vezes por semana e vai para uma câmara fria antes de seguir para a chopeira a gelo, que foi trazida de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Uma vez por mês, um técnico da Ambev visita a casa para fazer uma limpeza profunda no equipamento. O chope é servido com exatos três dedos de colarinho – impreterivelmente. Custa R$ 3,00 o copo de 300 mililitros e R$ 2,50 o piccolino (com 220 mililitros). Para acompanhar, há tira-gostos, como a lingüiça toscana, e pizzas.

Millennium Shopping – Avenida Djalma Batista, 1661, Chapada, 3214-2767. 10h/23h (seg. a sáb.); e 12h/21h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Ar. TVLândia Mall – Avenida Djalma Batista, 2100, Chapada, 3632-0354. 10h/23h (seg. a sáb.); e 12h/21h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Ar. Avenida Tefé, 4265, Japiim, 3237-2244. 10h/23h (seg. a sáb.); e 12h/21h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Ar. Mais um endereço. Aberto em 2004.

 

O melhor fim de noite

Porão do Alemão

Shows de rock: agito do início ao fim da madrugada

A casa é reduto de roqueiros, boêmios e jovens baladeiros que gostam de ouvir música em alto volume e não se incomodam com aglomerações – o lugar está sempre lotado. Ao longo da madrugada, passam por ali cerca de 1 200 pessoas. Grupos de amigos vêm ouvir diversas vertentes de rock, tocadas por bandas variadas durante toda a noite. Nos intervalos, clipes musicais do gênero são exibidos no telão. O proprietário, William Lauschner – o "Alemão" –, faz questão de ressaltar que a casa foi fundada no dia mundial do rock. O sucesso é confirmado pelo júri de VEJA Manaus, que elegeu o bar como o melhor lugar para curtir o fim de noite da cidade pela segunda vez. A saideira pode ser o chope Antarctica, o Brahma (R$ 2,50 cada um) ou um drinque, a exemplo do inferninho (cachaça com curaçao red; R$ 3,00). Para acompanhar, há acepipes como a batata porão (com requeijão) e porções de miniquibe, de tulipa de frango (a parte central da asa) e de salsichão (suíno ou de frango) com molho de mostarda. Ainda vende sanduíches e tábua de frios (com salame, peito de peru defumado, provolone, palmito e rolinho de mussarela com presunto). Entrada a R$ 10,00.

Estrada da Ponta Negra, 1986, São Jorge, 8127-0439. 21h/6h (qua. a sáb.). Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. (R$ 3,00). Aberto em 1998.

 

A melhor happy hour

Mercato Brazil

Há três anos, a família Gaioto – fundadora da premiada choperia Piccolino – resolveu abrir um empório. No começo, a casa vendia grande variedade de frutas, legumes, queijos, frios e produtos finos importados. Em pouco tempo, os clientes começaram a sugerir que fosse colocada uma mesa para que pudessem petiscar no local. Depois, pediram chope. Até que a casa se transformou num bar. A atividade e o estilo de mercearia foram mantidos. O cardápio, apesar de mais enxuto em relação à época da inauguração, ainda é bem variado – lista desde bruschetta até eisbein. Algumas opções são criações da casa, como o requisitado hambúrguer mercato, feito com picanha, envolto numa massa de pizza e assado (R$ 10,00). Também fazem sucesso a provoleta (fatia de provolone assado), a torrada mercato (tomate ou calabresa com queijo e pasta de alho), a cafta de carneiro, os crepes, as massas, as pizzas e as porções, como a de salsichão e a de lingüiça. Uma novidade no menu é a costelinha de porco com molho (R$ 15,00, seis unidades). Os bons petiscos e o chope de qualidade – o mesmo servido no Piccolino – levaram o júri de VEJA Manaus a eleger a casa, pela segunda vez, como o melhor lugar para aproveitar a happy hour na cidade.

Avenida Rio Mar, 98, Conjunto Vieiralves, Nossa Senhora das Graças, 3622-5295. 9h/23h (seg. a sex.); e 9h/18h (sáb.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: S e T. T.: Vr (apenas no almoço). Ar. Aberto em 2004.

 

A melhor música ao vivo

All Night Pub

Repertório musical animado: pista de dança lotada

O bar recém-inaugurado já conquistou os moradores da capital. Tanto que foi eleito pelo júri de VEJA Manaus como o melhor lugar para ouvir música ao vivo na cidade, num empate com o Ton Biz. O sucesso levou os proprietários a ampliar a casa – atualmente o espaço comporta 400 pessoas, em breve serão mais 150. A clientela pode se acomodar nas mesas da varanda, posicionadas num deque de madeira, no ambiente interno, onde fica o palco, ou numa área mais reservada, com iluminação baixa. Os shows acontecem de quinta a sábado e o repertório é de rock. Na Quinta Movimento se apresentam bandas que tocam rock alternativo – como covers de Strokes e The Killers, além de músicas autorais. Às sextas o som é mais dançante, com covers de U2 e Jota Quest, entre outros artistas. Aos sábados o estilo é flashback e o público geralmente é um pouco mais velho. Às quartas, a casa abre apenas para a happy hour. Para petiscar, há tira-gostos, sanduíches, tábuas de frios, saladas e alguns pratos. Entre as opções estão a isca de filé com fritas (R$ 18,00 para duas pessoas) e o filé all night, uma espécie de crepe recheado com filé, queijo, presunto, salada e molho rosé (servido com fritas por R$ 16,00, para duas pessoas). Para acompanhar, serve chope Brahma, cervejas, destilados e drinques. Em breve, o menu também apresentará vinhos e espumantes.

Avenida Efigênio Sales, 2085, Aleixo, 3236-2230. 19h/0h (qua.); e 19h/5h (qui. a sáb.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Couvert art.: R$ 10,00 (qui.); e R$ 20,00 homens e R$ 15,00 mulheres (sex. e sáb.). Manobr. (100 vagas). Ar. www.allnightpub.com. Aberto em 2006.

 

O melhor para ir a dois
A melhor música ao vivo

Ton Biz

Bandas regionais se apresentam no rústico salão: sucesso entre os casais

A cabana com teto de palha, as paredes de bambu e as cadeiras de vime chamam atenção na Avenida do Turismo. O proprietário, o mestre de obras Erinaldo José da Silva, foi quem construiu cada detalhe da casa. Para fazer os móveis, por exemplo, ele utilizou madeiras de ipê e de maçaranduba, árvores típicas da região. Baldes e latas pintadas servem de base para as mesas e luminárias de barbante criarem um ambiente à meia-luz. O mezanino, mais reservado, é o espaço preferido dos casais. O palco, todo iluminado por cabos telefônicos com lâmpadas coloridas, recebe músicos regionais. Às quintas, há forró pé-de-serra estilo Luís Gonzaga. Às sextas e sábados, ouvem-se MPB e rock nacional. Eventualmente se apresenta o grupo Os Tucumanus, que toca um som de estilo indígena. O ambiente agradável e a programação musical foram reconhecidos pelo júri de VEJA Manaus, que conferiu dois prêmios ao Ton Biz: o de melhor lugar para ir a dois na cidade e o de melhor casa com música ao vivo, num empate com o All Night Pub. No cardápio, os destaques são a carne-de-sol ton biz (com manteiga de garrafa pernambucana, acompanhada de fritas, macaxeira, torradas e molho rosé; R$ 18,00 para duas pessoas) e o filé de pirarucu com camarão sem pele ao alho e óleo (servido com verduras; R$ 30,00 para até quatro pessoas). Aos sábados e aos domingos, é servido um bufê no almoço com dez receitas de camarão, a R$ 29,90 por pessoa.

Avenida do Turismo, 4004, Tarumã, 3239-0202. 17h/último cliente (seg. a sex.); e 12h/último cliente (sáb. e dom.). Cc.: M e V. Cd.: M e V. T.: Tr e V. Couvert art.: R$ 7,00 (qui. a dom.). Aberto em 2005.

 

O melhor para dançar
O melhor para paquerar

Café Cancun

Noites temáticas e cozinha de qualidade: dois prêmios do júri de VEJA Manaus pela segunda vez

A versatilidade da casa a torna um sucesso entre os mais variados públicos da capital. Durante o dia, funciona como restaurante. No fim da tarde, recebe a clientela que quer comemorar o fim do expediente com um petisco. À noite, serve jantar e, na madrugada, vira boate das mais badaladas da cidade. Essas características garantiram ao Café Cancun dois títulos do júri de VEJA Manaus – o de melhor lugar para dançar e o de melhor casa para paquerar, ambos pela segunda vez –, além de fazê-lo figurar entre as dez melhores mesas da capital. A programação varia conforme o dia da semana. Às terças apresentam-se duas bandas de pagode. Às quartas, acontece o novo projeto Xote com Pimenta. Na quinta, destacam-se os ritmos caribenhos e, na sexta, a música eletrônica. No Sábado para Maiores, o repertório é de flashback. Na happy hour de terça e de quarta é montada uma mesa com pães, frios, pastas e dois pratos. O cliente paga R$ 20,00 e pode se servir à vontade dos acepipes, de chope Brahma e de refrigerante (das 17h às 21h). No almoço, a casa vende bufê com saladas, pratos quentes e sobremesas. À noite, o serviço é à la carte. O menu, extenso, lista carnes, peixes, aves, massas, pizzas, sanduíches e especialidades mexicanas. Entre as opções mais pedidas está o taco – de carne, de frango, vegetariano (R$ 12,00, duas unidades) ou de camarão (R$ 18,00, duas unidades). Outra sugestão é o combo texano, que inclui quatro potatoes skin (batatas recheadas com cheddar e bacon), cinco taquitos de carne e quatro quesadillas de queijo acompanhados de pico de galo (espécie de vinagrete), guacamole e sour cream (R$ 24,00, para duas pessoas). Para beber, há vários coquetéis feitos de tequila. A entrada para os shows custa entre R$ 15,00 e R$ 30,00.

Shopping Millenium – Avenida Djalma Batista, 1661, Chapada, 3659-3030. 11h/último cliente (seg. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Ar. Aberto em 2005.

 

O melhor para petiscar

Galvez

Receitas criadas por Ana Domingues: fusão das culinárias nordestina e amazônica

O boteco é simples, mas faz sucesso entre artistas, intelectuais e universitários. Um dos ambientes é destinado a eventos culturais, como exposições e lançamentos de livros de escritores regionais. As mesas dividem espaço com CDs e DVDs – que os proprietários, o casal Ana Domingues e Álvaro Bandeira, garimpam em outras cidades. Muitos dos álbuns – entre os quais coleções raras e documentários sobre grandes compositores – estão à venda. A música ambiente tem repertório de jazz, blues e MPB. Eventualmente são promovidas homenagens a grandes artistas, como Elis Regina e o cubano Ibrahim Ferrer, com clipes exibidos num telão. Além da programação cultural, o atrativo da casa é o cardápio. Ana é pernambucana e criou receitas que mesclam as cozinhas nordestina e amazônica. Entre as opções estão o arrumadinho, que leva charque, feijão de praia (no lugar do tradicional feijão-verde), calabresa, verduras e farofa (R$ 20,00, para três pessoas). O pirarucu à galvez foi criado para um festival regional. O peixe é grelhado e servido com purê de jerimum, banana-pacova assada, farofa e vinagrete. Para quem prefere um tira-gosto, as sugestões são a casquinha de carne-seca (charque coberto com purê de macaxeira e azeitonas; R$ 7,00) e os pastéis de pirarucu defumado, de tambaqui defumado ou de caranguejo (R$ 14,00 a porção com dez unidades). Essas e outras delícias levaram o júri de VEJA Manaus a eleger o Galvez como o melhor lugar para petiscar na cidade. O menu ainda lista mariscos, sanduíches, massas, sopas e pizzas. Para acompanhar, há chope Kaiser (R$ 2,50 o copo de 300 mililitros), destilados e vinhos. Na carta de cachaças estão cerca de cinqüenta rótulos, entre os quais Salinas e Volúpia (R$ 4,00 cada dose).

Rua Altair Severiano Nunes, 8, Parque Dez, 3646-1565. 17h/último cliente (seg. a sáb.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. T.: Tr e V. Aberto em 1980.


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