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Editorial

 

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01 de Junho de 2007

Os melhores restaurantes

* Preços coletados até junho de 2007


A melhor chef O melhor oriental
A melhor da cidade A melhor pizzaria
A melhor carne O melhor regional
A melhor carta de vinhos O melhor pescado
Barbacoa A melhor tapioca
Village O melhor variado
O melhor italiano  


OS MELHORES

Além de opinar sobre o melhor em cada especialidade, cada jurado fez uma lista com dez restaurantes em ordem decrescente. O primeiro recebeu 10 pontos, o segundo, 9, e assim até o décimo, com 1 ponto. O quadro mostra o campeão e, em ordem alfabética, as outras nove melhores mesas da capital

 

Veja também
Jurados
Quadro: Os eleitos, por especialidade

 

 

A chef do ano

Sofia Bendelak

 

A paraense Sofia Bendelak gosta de mudanças radicais. Nascida em Belém, aos 8 anos foi morar no Rio de Janeiro, onde fez faculdade de biologia. Depois de formada, resolveu estudar moda em Florença, na Itália. Virou estilista. De volta ao Brasil, mudou-se para São Paulo, onde abriu a Pangea, loja de moda e arte. Nessa época, Sofia ia à Europa três vezes por ano para acompanhar os desfiles das grandes grifes internacionais. "Apesar de ter tucupis e açaís como companheiros de infância, foi lá que comecei a me interessar por culinária", conta. Aos 36 anos, decidiu mudar o rumo de sua carreira. Deixou o mercado da moda e foi estudar gastronomia no Senac, no Rio. Sua maior escola, no entanto, foi o bufê da chef Claudia Vasconcellos, cujo principal cliente era a Rede Globo. Sofia conta que promovia eventos quase diariamente – para desde quatro até 2 000 pessoas – e precisava impressionar paladares exigentes. Após quase dois anos com Cláudia, a chef cedeu à vontade do marido de se mudar para Manaus, onde ele passou a adolescência. Na capital amazonense, o casal fez questão de morar na região do centro histórico. Logo, ela começou a pesquisar os ingredientes regionais e a fazer uma leitura contemporânea de receitas típicas. Os amigos aprovaram. Assim, em janeiro de 2006 nasceu o Bistrô Ananã, que funciona num anexo à residência do casal. Invenções como o gaspacho de açaí verde, a tapioquinha de patê de surubim defumado e a costela de tambaqui com chutney de tucupi e risoto de baião conquistaram clientes fiéis. "O que eu mais gosto é de surpreendê-los", diz Sofia. Ela conseguiu. Tanto que foi eleita a chef do ano pelo júri de VEJA Manaus, que também classificou seu restaurante entre as dez melhores mesas da cidade.

 

O novo campeão
O melhor da cidade

Bernardino's

Receitas com bacalhau: refeição estrelada

 

Instalado num imponente casarão decorado com galos de Barcelos feitos de cerâmica e objetos de porcelana típicos de Portugal, o restaurante de sotaque lusitano foi batizado com o nome do fundador. Nascido em Lisboa, José Bernardino aprendeu a cozinhar com a mãe quando ainda era criança. Chegou à capital amazonense aos 14 anos, para trabalhar com um tio. A idéia de abrir um restaurante surgiu simplesmente porque ele achava que podia preparar pratos melhores do que os que degustava nas casas do gênero. Na opinião do júri de VEJA Manaus, ele estava certo. Tanto que, neste ano, o Bernardino's ganhou o título de melhor restaurante da cidade. O lisboeta já fazia sucesso com o antigo Mouraria, casa especializada em caldo verde e bolinho de bacalhau. A procura por suas receitas era tão grande que ele resolveu arriscar ­ transferiu o estabelecimento para o Rio de Janeiro, onde funcionou por três anos no bairro de Botafogo. Mas ele sentiu saudade, voltou e abriu o restaurante que leva seu nome. O cardápio lista receitas dele, quase exclusivamente com bacalhau. Para prepará-las, são utilizados os tipos cod gadus morhua e cod gadus macrocephalus, importados da Noruega e de Portugal. São dezesseis pratos, entre os quais o requisitado bacalhau à bernardinos (lascas de peixe com alho-poró, creme de leite fresco e batatas sautée gratinados com queijo; R$ 75,00 o prato individual, R$ 130,00 para duas pessoas e R$ 165,00 para até quatro pessoas). Outra opção muito pedida é o bacalhau na telha (em postas no azeite com alho, brócolis, cebola e batata; R$ 90,00, R$ 150,00 e R$ 190,00, respectivamente). Enquanto aguarda o pedido, a clientela costuma provar o bolinho de bacalhau (R$ 3,00) ou a alheira (R$ 30,00). Para acompanhar a refeição, a carta de vinhos lista 200 rótulos, com preços entre R$ 30,00 e R$ 1 100,00. Entre as opções estão os portugueses Quinta da Bacalhoa (R$ 140,00) e Alabastro (R$ 75,00). Para finalizar, há doces típicos como pastel de nata e toucinho do céu (R$ 6,50 cada). Freqüentada principalmente por políticos e empresários, a casa teve o menu traduzido até para o japonês, por uma grande empresa instalada na cidade. Para se ter idéia do movimento, anualmente são consumidos nada menos que 12 toneladas de bacalhau e 3 600 litros de azeite Esporão.

Rua Pará, 555, Vieiralves, 3233-7300 (130 lugares). 19h/último cliente (seg. a qui. e sáb.); 12h/15h e 19h/último cliente (sex.); e 12h/15h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: T. Ar. Aberto em 1996. $$$

 

A melhor carne
A melhor
carta de vinhos

Barbacoa

 

Ambiente sofisticado e cortes trazidos do Uruguai: destaques do restaurante

 
O refinado restaurante instalado no Millenium Shopping integra uma rede com lojas distribuídas pelo Brasil e pelo Japão. A unidade amazonense funciona há apenas dois anos, mas já conquistou o segundo título de a melhor carne da cidade do júri de VEJA Manaus. Os cortes, trazidos do Uruguai, são de gado nirea, uma espécie de porte pequeno que é abatida com cerca de 1 ano (segundo os proprietários, sua carne é mais macia e saborosa). Um kaisen (expressão que designa a pessoa encarregada do controle de qualidade) supervisiona todo o trabalho no país vizinho. O gerente Weder Souza, que trabalha na rede há sete anos, explica que todas as peças chegam à capital lacradas e com um carimbo do kaisen. São catorze cortes, entre os quais o t-bone e o prime rib (R$ 59,90 cada um). Outras sugestões são a costeleta de cordeiro (R$ 59,90), a picanha baby e a picanha especial (R$ 53,30 cada uma), além do turnedô (filé mignon alto; R$ 50,30). As carnes são temperadas apenas com sal grosso e grelhadas no chair-broiler, um tipo de grelha a carvão. Também fazem sucesso o galeto, trazido de Santa Catarina, e os peixes regionais, como o filé de pirarucu e a costela de tambaqui grelhada. Os pratos são individuais e o preço inclui uma guarnição, como a farofa de ovos ou o arroz barbacoa (com cebola, bacon, batata palha e ovos mexidos). O cliente também pode se servir à vontade do bufê de saladas, que tem cerca de quarenta pratos. Destaque para a escarola ao molho de queijo, o salpicão, a salada de bacalhau e a alface americana com molho de mostarda, kani e gergelim. O menu lista acompanhamentos cobrados à parte, como risoto de alcachofra e palmito sauté. Para finalizar a refeição, há uma mesa de sobremesas com oito tipos de doce, inclusive diet, como tortas e pudins. Aos sábados, é servida uma feijoada com os pertences separados em panelas de barro (R$ 38,30 por pessoa). Aos domingos, o bufê com seis receitas de bacalhau sai a R$ 59,70 por pessoa. Além da cozinha de qualidade, outro atrativo da casa é a carta de vinhos – eleita a melhor da cidade pelo júri de VEJA Manaus, num empate com o Village. São 92 rótulos, entre os quais os argentinos Alamos Cabernet Sauvignon e Alamos Malbec, da vinícola Catena Zapata (R$ 62,50 cada um). Há algumas garrafas especiais, premiadas pela conceituada revista especializada Wine Expectator. É o caso do Brunello Di Montalcino Reserva 1998, produzido por Siro Pacenti (R$ 692,30).

Millenium Shopping Mall, Avenida Djalma Batista, 1661, 3214-2786 (170 lugares). 12h/23h30 (seg. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. (R$ 3,00 as três primeiras horas). www.barbacoa.com.br. Aberto em 2005. $$$

 

O melhor italiano

Cantina Dom Domênico

Massa da Dom Domênico: criação do chef Antony Carvalho

 

O paulista Antony Carvalho sempre gostou de cozinhar para os amigos, mas não imaginava que viraria chef. Formado em ciências agrárias, veio para Manaus a trabalho, conheceu a esposa e acabou por se estabelecer na cidade. Um dia, estava procurando receitas na internet para preparar um jantar e foi parar no site do Italian Culinary Institute for Foreign (Instituto de Culinária Italiana para estrangeiros), o Icif. Ficou inquieto. A cozinha italiana o remetia às suas raízes – seu avô veio da Itália em um navio. Antony passou a trocar correspondências com a escola até que resolveu tomar uma atitute radical: largou o emprego – era executivo de uma operadora de telefonia celular – e foi morar em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, onde fica a unidade brasileira do Icif (há apenas duas no mundo fora da Itália), para estudar gastronomia. Quando voltou, montou um serviço de entrega de comida italiana em domicílio. Os clientes apareceram. "Na minha casa, nessa época, havia farinha de trigo e ovo para todos os lados", lembra. Chegou a ter três motoqueiros para dar conta dos pedidos, até que decidiu procurar um lugar para montar a Cantina Dom Domênico. Aberta há cerca de um ano, ela já se tornou referência na capital. Tanto que foi eleita pelo júri de VEJA Manaus como o melhor restaurante italiano da cidade. Instalada num bairro residencial, distante do eixo gastronômico, a casa é decorada com as cores da bandeira italiana. Como são poucos lugares, às sextas e aos sábados é recomendável fazer reserva. Para começar a refeição, as sugestões são a bruschetta ao funghi com gorgonzola, rúcula e shiitake (uma criação de Antony; R$ 13,50, oito unidades) e a lingüiça na cachaça flambada com alecrim (R$ 14,00 para duas pessoas). As massas frescas são feitas na cantina e as secas são importadas de Vela, na Itália. Um dos pratos mais pedidos é o papardelle dom laurindo, cujo nome homenageia o criador da receita – o pai do chef. Leva abobrinha, camarão e molho de manteiga (R$ 47,00 para duas pessoas). Outras opções são o fettuccine ao sugo de pomodoro picante (feito com lingüiça caseira triturada com pimenta calabresa; R$ 37,00 para duas pessoas) e a lasanha di napoli (com molhos vermelho e branco, carne moída, presunto e queijo; R$ 38,50 para duas pessoas). Como sobremesa, tem zabaione e musse de sorvete com chocolates branco e amargo (R$ 8,00 cada).

Alameda Tucumã, loja 8, Condomínio Anavilhanas, Parque das Laranjeiras, 3236-0622 (36 lugares). 19h/0h (ter. a sáb.). Ar. Aberto em 2006. $$

 

O melhor oriental

Suzuran

Peixes trazidos de São Paulo toda semana: mais de 100 especialidades japonesas

 

O japonês Hiroya Takano administra o restaurante montado por sua família há cerca de três décadas. No começo, a casa recebia quase exclusivamente a colônia japonesa que vivia na cidade. Hoje, é um sucesso em toda a capital. Tanto que foi eleita pelo júri de VEJA Manaus como o melhor lugar para saborear as receitas da culinária oriental na cidade, título conquistado pela segunda vez. Sorridente, Hiroya conta que, na época da inauguração, trouxe um sushiman de São Paulo para comandar a cozinha. Hoje, é o próprio Hiroya quem treina os funcionários e até inventa receitas. O cardápio lista pelo menos 100 especialidades japonesas, algumas com influências regionais. É o caso do temaki rei da amazônia, uma criação do proprietário. O cone é recheado com pirarucu, cebola no vapor, alface, cheiro-verde, maionese e tucumã. Para os sushis, sashimis e combinados, são utilizados cerca de dez tipos de peixe, entre os quais atum, salmão, robalo, namorado e tainha. Os pescados são trazidos de São Paulo toda semana. Outras iguarias requisitadas são o chirashizushi (porção de arroz coberta com fatias de peixes crus variados e ovas; R$ 68,30) e o sukiyaki (carne bovina cozida na mesa do cliente com verduras e tofu; R$ 49,80). Os pratos são individuais. Para a sobremesa, a sugestão é o sashimi de frutas da estação (elas são cortadas em fatias finas e servidas com sorvete, chantilly e caramelo; R$ 17,90). A casa agora está em novo endereço, na Avenida Djalma Batista.

Avenida Djalma Batista, 3694, Parque Dez, 9989-9952 e 8145-5525 (80 lugares). 11h30/15h e 18h30/23h (seg. a sáb.); e 11h30/15h e 18h30/22h (dom. e feriados). Cc.: V e A. Cd.: V. Ar. Aberto em 1978. $$$

 

A melhor pizzaria

Távola Redonda

Do forno para a mesa: massa fina e crocante

 

A recém-inaugurada pizzaria tem mesinhas na área externa e um salão climatizado com paredes de vidro que dão vista para a Avenida André Araújo. A pizza de massa fina e crocante – cuja receita foi criada por um dos sócios, o paulista Marcelo Indalecio – foi considerada a melhor da cidade pelo júri de VEJA Manaus. São quinze sabores, servidos em tamanho piccola (pequena, em italiano) ou grande. Entre as opções estão a margherita (R$ 27,00 a grande), a peperone (que também leva mussarela e azeitonas pretas; R$ 30,00 a grande) e a távola (feita com massa integral, mussarela de búfala, tomate seco, rúcula e orégano; R$ 31,00 a grande). Enquanto aguarda o pedido, a clientela pode degustar um petisco, como a fosca (massa de pizza crocante temperada com azeite, parmesão, pimenta e orégano; R$ 3,00), a bruschetta (de tomate fresco com alho e manjericão; R$ 10,00) e a lingüiça bragantina condimentada (R$ 10,00). Às terças-feiras, há rodízio. O cliente paga R$ 17,00 e pode degustar à vontade sete sabores. Outro destaque na casa são os calzones, como o lancelote (recheado com queijo, presunto, catupiry, molho de tomate, parmesão e óregano; R$ 18,00), as massas e o polpetone. Para acompanhar a refeição, a casa serve o mesmo chope do bar Piccolino, famoso por seu colarinho cremoso. Como sobremesa, as sugestões são a pizza de chocolate, o brownie com sorvete e o calzone de goiabada com queijo.

Avenida André Araújo, 1603, Aleixo, 3611-4433 (100 lugares). 17h/23h (ter. a dom). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V. Ar. Aberto em 2006.

 

O melhor regional
O melhor pescado

Choupana

 

Ambiente rústico e pratos da culinária amazônica: atrativos da casa

A casa parece uma cabana, com teto de palha – o mesmo material do assento das cadeiras – e pilares feitos com troncos de aquariquara, uma árvore da região. O salão, climatizado, foi ampliado no ano passado e agora comporta 146 pessoas. A cozinha também passou por reforma – está três vezes maior. Essas mudanças foram promovidas para atender a crescente clientela. A casa faz tanto sucesso que ganhou pela segunda vez dois prêmios do júri de VEJA Manaus. Foi considerada a melhor cozinha regional da cidade e também a que prepara o melhor pescado – títulos compreensíveis, já que a riqueza de peixes amazônicos é o grande destaque da gastronomia local. O cardápio foi criado pela proprietária, Érica Magalhães. Muitas das receitas são de família. Para a entrada, fazem sucesso o tacacá (R$ 10,00), a casquinha de caranguejo (R$ 7,50), o bolinho de peixe (feito com pirarucu; R$ 16,00 com oito unidades) e o pastel de pato (R$ 18,00 com dez unidades). Entre as especialidades do menu estão o tradicional pato no tucupi e o tambaqui no tucupi (ambos servidos com jambu, arroz e farinha do uarini; R$ 48,00 cada um). O tambaqui à choupana é criação da casa. A costela e o lombo do peixe são grelhados e acompanhados de legumes sautés, arroz, farofa de pirarucu seco e banana-pacova frita (R$ 64,00 para duas pessoas). Outras opções são o camarão especial na telha (feito com molho rosado e servido na telha com arroz e purê de batata; R$ 115,00) e a moqueca de peixe com camarão (que também leva cebola, tomate, pimentão, leite de coco e azeite-de-dendê; R$ 56,00 acompanhada de arroz e pirão). Para a sobremesa, a sugestão é a torta de cupuaçu com chocolate (R$ 3,80). Às quintas-feiras, a casa faz o carneiro da índia, guisado ao molho indiano e servido com arroz de curry e salada (R$ 78,00 para três pessoas). Nesse dia, músicos tocam piano e saxofone no jantar. Nas noites de terça, quarta, sexta e sábado, há apenas voz e violão. Aos domingos, a música ao vivo é no almoço.

Rua Recife, 790, Adrianópolis, 3635-3878 (146 lugares). 11h/15h e 18h30/23h30 (ter. a sáb.); e 11h/16h (dom.). Cc.: V. Cd.: V. Manobr. Ar. www.restaurantechoupana.com.br. Aberto em 2003.

 

A melhor tapioca

Turiyá Amazônia

 

Delícias regionais: destaque no cardápio do Turiyá

Nesse misto de restaurante e lanchonete instalado numa esquina, as mesas começam a ser disputadas a partir da happy hour. O atrativo é o extenso cardápio, recheado de receitas regionais. O açaí, por exemplo, é produzido em fábrica própria, com frutos trazidos do interior do Amazonas. Pode ser acrescido de banana, leite condensado, granola ou outros ingredientes. Entre os sanduíches, o destaque são os caboclinhos (pão com tucumã), servidos em sete versões – como banana ou queijo de coalho. As pizzas de jambu (R$ 20,00) e de cupuaçu com chocolate (R$ 20,00) são bastante requisitadas, assim como os salgadinhos, entre os quais a unha de camarão, o bolinho de caranguejo com catupiry e o bolinho de jambu com ovo e queijo. Também fazem sucesso as tapiocas – eleitas as melhores da cidade pelo júri de VEJA Manaus, num empate com a padaria Eliza. Batizadas de caboclinhas, são preparadas em quase vinte combinações, como a de pirarucu seco com farinha do uarini e banana (R$ 10,00) e a de chocolate com geléia de cupuaçu (R$ 7,00). Entre os pratos quentes, oferece tacacá, vatapá, caruru, maniçoba, pato no tucupi e picadinho de tartaruga (a carne é comprada em criadouros autorizados pelo Ibama). Outra sugestão é o pirarucu encantado, receita que o proprietário tentou tirar do cardápio, mas os clientes reclamaram. O peixe seco e desfiado é refogado e coberto com uma camada de banana frita e queijo de coalho em cubos e finalizado com outra camada de purê de tucumã. Até o fim do ano, a casa deve ganhar pé-direito alto e um mezanino climatizado.

Rua Riu Purus, 260, Adrianópolis, 3633-3033 (80 lugares). 10h/1h (ter. a sáb.); e 15h/23h (dom. e seg.). Cr.: T e V. T.: Tr, V e Ticket Alimentação. Entrega em domicílio. Aberto em 2001.

 

O melhor variado
A melhor carta de vinhos

Village

Prato do Village: cozinha comandada por dois chefs

 

O restaurante administrado pela mineira Helena Brito faz sucesso na capital há uma década. Neste ano, a casa ganhou dois títulos do júri de VEJA Manaus, ambos pela segunda vez. Foi eleito como o melhor restaurante de comida variada da cidade e também como o que tem a melhor carta de vinhos, num empate com o Barbacoa. No comando da cozinha estão dois chefs experientes – Idelfonso de Jesus, que fez estágio no conceituado restaurante paulistano Fasano, e Francisco Dias Batista, especialista em ingredientes regionais. As receitas são feitas com produtos selecionados, muitos deles importados. O gerente de compras, Sérgio Amorim, atua no ramo há quase trinta anos. O cardápio lista peixes, carnes, massas e risotos. Para a entrada, há opções como o carpaccio de salmão com endívias e morangos (R$ 30,00) e as lâminas de pirarucu ao gergelim (R$ 25,00). Como prato principal, as sugestões são o bacalhau allentejana (cozido no azeite com brócolis, batatas e cebolas e servido com arroz; R$ 110,00) e a costeleta de cordeiro da Nova Zelândia (guarnecida com molho de hortelã e acompanhada de risoto à milanesa com açafrão; R$ 70,00). Outra receita de sucesso é a costela de tambaqui com arroz, farofa e banana frita (R$ 45,00). Entre os risotos, uma das especialidades do chef Idelfonso, destacam-se o de polvo (R$ 50,00), o de banana com queijo brie (R$ 51,00) e o de camarão com morango (R$ 70,00). No almoço, há um menu executivo com pratos como o picadinho de tambaqui com arroz e farofa de banana (R$ 25,00). No jantar, o sommelier Natanael Cruz fica à disposição dos clientes para ajudá-los a escolher o vinho. Uma sugestão dele é o chileno Grand Reserva Tarapacá Etiqueta Negra Cabernet Sauvignon 2003 (R$ 160,00). Para finalizar a pedida, tem petit gâteau, comum ou de doce de leite (R$ 12,00 cada um), e a fantasia tropical (frutas da estação fatiadas e servidas com sorvete; R$ 15,00).

Rua Recife, 948, Adrianópolis, 3234-3642 (120 lugares). 12h/15h30 e 19h/0h (ter. a qui.); e 12h/15h30 e 19h/1h (sex. e sáb.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: R e V. Manobr. Couvert: R$ 10,00 (opcional). Ar. www.villagerestaurante.com.br. Aberto em 1996. $$$


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