Faça seu login e adicione seus lugares favoritos! Ainda não tem login?
Cadastre-se
Home > Revista > Edição nº 31 > Restaurantes
14 de Janeiro de 2008Restaurantes
* Preços coletados até fevereiro de 2007
Veja também • Conheça os jurados
• Quadro: Como eles votaram
Philippe Remondeau
Os discípulos de Philippe Remondeau costumam seguir trajetórias de sucesso em outras casas, um indício da excelência do trabalho do chef francês. De seus ajudantes nos últimos anos, um assumiu a cozinha de um restaurante em São Paulo, outro comanda a produção de um estabelecimento na Nova Zelândia e um terceiro abriu sua própria casa na capital gaúcha. Não é à toa que Remondeau conquista pela sexta vez consecutiva o título de chef do ano. O comando da cozinha do Chez Philippe, contudo, não é a única atividade do francês que escolheu Porto Alegre para viver. Há quatro anos, ele também dá aulas de culinária para pequenos grupos. Não é preciso ter noção alguma de cozinha, apenas ser um apreciador, especialmente porque, depois da parte prática, os alunos degustam o que prepararam. Em 2007, como já fez no ano passado, Remondeau pretende guiar um grupo pela região francesa da Provença, referência mundial quando o assunto é comer e beber bem. Entre as paradas da viagem estão moinhos de azeite, vinícolas e restaurantes estrelados pelo Guia Michelin. Para celebrar suas receitas, heranças de sua terra natal, Remondeau reuniu noventa opções no livro Gastronomia Francesa, lançado em outubro passado.
Deleite para todos os sentidos
Koh Pee Pee
Dupla comemoração: quarto campeonato e dez anos de história Jantar no Koh Pee Pee é mais que uma experiência gastronômica. A culinária tailandesa, claro, tem uma importante parte do mérito, mas o sucesso da casa também está no cuidado com tudo o que torna a refeição um evento especial. Logo à entrada, por exemplo, os clientes são recebidos por funcionários vestidos com roupas típicas da Tailândia. Para enfeitar a mesa, há sempre flores, especialmente orquídeas, muito comuns naquela região da Ásia. Os clientes podem acompanhar o preparo de seu pedido, que acontece na cozinha aberta para o salão. O aroma das especiarias prepara para a degustação das receitas, que são servidas em louças originais do país-tema. Os freqüentadores são incentivados a dividir os pratos, para que cada um possa provar mais sabores. E, neste ano, mesmo os clientes mais assíduos terão novidades para o paladar. Eduardo Sehn, proprietário do restaurante, fez recentemente mais um curso na Tailândia e aprendeu outros pratos com o chef Som Pon. As inovações começam pela carta de bebidas. O novo coquetel é o pattaya, feito com lichia, licor da fruta, suco de limão e vodca Absolut de baunilha (R$ 15,00). Para a entrada, o thung thong tem camarão e carne de porco moídos com tempero especial e envoltos em massa crocante (R$ 20,80). Como prato principal, o goong makham traz camarão ao molho de tamarindo e açúcar de palmeira com pimenta seca, alho e cebola crocantes (R$ 58,60). Um dos novos pratos, o kaeng boombai (R$ 69,80), precisa ser encomendado com antecedência para o jantar, pois seu preparo demanda duas horas. Isso porque o tempero utilizado, o curry boombai, é feito artesanalmente: os ingredientes são misturados em um pilão até formar uma pasta. A receita inclui ainda leite de coco natural, suco de tamarindo, açúcar de palmeira, arroz thai jasmim e filé de porco. Para finalizar a refeição, a novidade é a kluai kock tod, banana empanada com calda de açúcar de palmeira e sorvete de creme (R$ 13,60). O espaço também foi reformulado, em comemoração aos dez anos de funcionamento do Koh Pee Pee na capital gaúcha. A casa reabriu neste ano com mais mesas para acomodar os clientes e uma nova área de espera, com sofás. Foi feita também uma cozinha aberta no andar superior, para que os comensais instalados nesse salão possam acompanhar o trabalho da equipe. É a quarta vez consecutiva que o restaurante recebe o título de o melhor da cidade de VEJA Porto Alegre.
Rua Schiller, 83, Rio Branco,
3333-5150 (120 lugares). 19h30/0h (seg. a sáb.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V.
Manobr. (R$ 8,00). Ar. Calefação.
![]()
www.kohpeepee.com. Aberto em 1997. $$$
Steinhaus
Salão do restaurante de Miriam Baumbach: lugar ideal para apreciar a cozinha germânica Steinhaus, em alemão, significa "casa de pedra". O nome é apropriado para definir o lugar, que tem paredes desse material e parece uma adega, com sua iluminação suave. Miriam Baumbach, que comanda a casa ao lado do filho Sérgio, tem mais de quarenta anos de experiência na cozinha e espera completar trinta só na do Steinhaus, onde diariamente cuida do preparo das receitas. Ela segue a tradição da família de trabalhar com gastronomia: de seus sete irmãos, cinco atuam no ramo. Em Porto Alegre, por exemplo, está Orlando, proprietário do Baumbach. Antes de abrirem seus próprios restaurantes, eles foram sócios do Ratzkeller, também na capital. Filhos de imigrantes alemães, aprenderam em São Leopoldo boa parte do que que servem hoje. O Steinhaus foi eleito por VEJA Porto Alegre o melhor da cidade para degustar as especialidades germânicas. Como entrada, uma sugestão do cardápio é o siri na casca (R$ 9,00). O kassler rippensper traz à mesa chuleta de porco defumada com batatas cozidas no vapor, repolho roxo, mostarda e raiz-forte (R$ 34,00). A vitela com páprica picante, acompanhada de spätzle, é outro prato bastante pedido e custa R$ 39,00. O pato à bavária é mais uma sugestão, preparado com molho madeira e servido com repolho roxo, purê de maçã e spätzle (R$ 38,00). Entre as sobremesas, a preferência da clientela é o apfelstrüdel, torta de maçã com nata (R$ 7,00). A carta de vinhos é enxuta, com vinte rótulos. Entre eles há sugestões como o chileno Casa Silva Carmenère Gran Reserva Los Lingues (R$ 81,00) e o alemão Weinert Malbec Reserva (R$ 61,00).
Rua Coronel Paulino Teixeira, 415, Rio Branco,
3330-8661 (45 lugares). 19h30/23h30 (seg. a qui.); 19h30/0h (sex.); e 19h30/0h30 (sáb.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Ar. Calefação.
Aberto em 1979. $$$
Na Brasa
Especialidade absoluta: mais de vinte cortes com acompanhamentos tradicionais O bufê da churrascaria Na Brasa passa longe de invencionices como massas ou comida japonesa. O cliente não se engane: a estrela da casa são mesmo as carnes. O proprietário, Lemir Magnani, é cuidadoso com ampliações do cardápio, preocupado com a qualidade da especialidade que lhe rendeu mais uma vez o título de melhor da cidade segundo a eleição realizada por VEJA Porto Alegre. O empresário usou sua expertise para abrir outro restaurante no ano passado, o Braseiro, e prepara a inauguração de uma nova churrascaria neste ano. O rodízio, sistema da casa, inclui 25 cortes e a novidade é a carne de avestruz. Entre os mais apreciados pelos clientes estão a paleta e o carré de cordeiro, a costela, a picanha, o vazio e o javali. Para acompanhar, o cliente pode servir-se do variado bufê de saladas e frios como queijos, tomate seco, fundo de alcachofra, além de legumes e verduras e pedir à mesa porções de pastelzinho de queijo, lingüiça colonial, carreteiro, feijão mexido, farofa e aipim, polenta, batata e banana fritos. O serviço custa R$ 34,80 por pessoa. A adega climatizada da churrascaria, que já acomoda 10 000 garrafas, deve ser ampliada. Entre os quase 500 rótulos da carta, um dos destaques é o argentino Catena Zapata Malbec, safra 2003 (R$ 108,00). Outra opção é o chileno Montes Alpha Cabernet Sauvignon, safra 2003 (R$ 135,00). Para encerrar a refeição, recomenda-se uma taça de grapa importada (R$ 10,00) ou, como sobremesa, os morangos flambados com licor de mandarino e sorvete de baunilha (R$ 8,00).
Rua Ramiro Barcelos, 389, Floresta,
3225-2205/1959 (220 lugares). 11h30/15h e 18h30/0h (seg. a sex.); e 11h30/0h (sáb., dom. e feriados). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T, V e So. T.: Cr, C, T e V.
(80 vagas). Ar.
![]()
www.churrascarianabrasa.com.br. Aberto em 1990. $$$
Barranco
Bosque da churrascaria: patrimônio da cidade O prêmio Tradição é uma homenagem especial da edição de dez anos de VEJA Porto Alegre, atribuído a uma entre as muitas casas que se destacam há décadas no cenário gastronômico da cidade. A Barranco, a grande vencedora, alia a essa qualidade o fato de servir um dos pratos mais característicos do Rio Grande do Sul, a carne. "Se todo brasileiro é técnico de futebol, todo gaúcho é também um assador", define Elson Furini, um dos proprietários e, claro, especialista em churrasco. Segundo seus ensinamentos, o principal cuidado é escolher bem a matéria-prima. Para o tempero, nada mais do que sal grosso. Furini e o sócio, Ilmar Tasca, conhecido como Chico, são nomes conhecidos dos porto-alegrenses acostumados a apreciar uma boa carne. E as mesas à sombra das árvores são o melhor lugar para degustar os itens do cardápio do Barranco. O bosque é um patrimônio natural tombado não pode ser modificado e as copas frondosas tornam a temperatura amena mesmo no abrasador verão da capital gaúcha. Por mês, passam pelo restaurante entre 12 000 e 15 000 clientes, que consomem até 10 toneladas de carne. Como entrada, uma sugestão é a lingüiça da casa (R$ 8,50). Uma das carnes mais pedidas é a picanha à barranco, em fatias (R$ 25,00), guarnecida com salada (R$ 7,00), com ingredientes à escolha do cliente. Outras opções são o lombinho de porco com queijo (R$ 19,00) e o cordeiro desossado (R$ 23,00). Entre as sobremesas, o pudim de laranja (R$ 5,50) é um dos preferidos. Para acompanhar a refeição, o chope pode ser Brahma (R$ 3,50) ou Stella Artois (R$ 5,00).
Avenida Protásio Alves, 1578, Petrópolis,
3331-6172 (700 lugares). 11h/2h (seg. a dom.). Cc.: B, D, M e V. Cd.: B, M, R e V. Cr.: V.
Manobr. Ar. Calefação.
![]()
![]()
Entrega em domicílio (3325-8888). www.churrascariabarranco.com.br. Aberto em 1969. $$
You Yi
Culinária trazida de Xangai: satisfação para os comensais Em chinês, o nome do restaurante significa "amizade". Foi escolhido para fazer referência à satisfação e à felicidade divididas pelos comensais reunidos em torno de uma boa mesa. O responsável pelo preparo das receitas que fazem o sucesso da casa, eleita a melhor na especialidade chinesa da capital nesta edição de VEJA Porto Alegre, é Zhou Rong Hua, chef de cozinha formado em Xangai. Com trinta anos de experiência na profissão, esmera-se em reproduzir fielmente as especialidades de seu país natal. Para isso, importa vários ingredientes, como as algas, as pimentas, o vinagre e até mesmo alguns vegetais. Para a entrada, uma sugestão é a janelinha, trouxinha de massa fina cozida no vapor e recheada com frango temperado com gengibre, ovo, brócolis, camarão e alga chinesa (R$ 3,80 a unidade). Os ingredientes do recheio variam, sempre com o cuidado de manter o colorido do prato. Entre os pratos principais, o gun bao traz peito de frango picadinho do tamanho de um grão de arroz, temperado com gengibre, pimenta, vinagre chinês, alho e cebolinha, coberto de semente de girassol, sobre cama de alface americana (R$ 24,50). Como acompanhamento, uma novidade é o pão ao vapor recheado com vegetais como couve chinesa, shiitake, bambu e tofu seco (R$ 2,50 a unidade). Sob encomenda, o chef prepara o pato inteiro. Desossado na própria casa, é cozido no vapor por duas horas e servido inteiro, recheado com arroz moti, camarão, frango, lingüiça chinesa, shiitake, bambu e amendoim (R$ 130,00). Para a sobremesa, a torta de arroz, coberta com nozes, frutas secas e farinha de gergelim e recheada com geléia de feijão-azuki, serve doze pessoas (R$ 38,00).
Rua Cândido Silveira, 242, Auxiliadora,
3342-3828 (70 lugares). 11h/14h e 19h/23h (seg. a sex.); e 11h/15h e 19h/23h (sáb. e dom.). Cc.: D e M. Cd.: M e R. T.: Tr. Ar.
Entrega em domicílio (taxa a partir de R$ 4,00). Aberto em 1991. $$
Le Bateau Ivre
Receita do chef Gérard Durand: sabor de perfeccionismo O melhor restaurante francês da capital, segundo a eleição de VEJA Porto Alegre, é comandado pelo chef Gérard Durand. Há quinze anos no Brasil, ele já teve o mesmo Le Bateau Ivre em Porto Seguro, na Bahia, e em Brasília. Na capital federal, estiveram entre os comensais a então primeira-dama Ruth Cardoso e o ex-ministro Pedro Malan. Antes disso, era proprietário de um restaurante na cidade de Carqueranne, na região francesa da Provence, conhecida mundialmente por sua gastronomia. Foi ali que Durand desenvolveu suas habilidades na cozinha. De sua vivência na França trouxe os altos níveis de exigência com a qualidade dos ingredientes e o trabalho da equipe. Para provar as receitas do chef, uma sugestão é o menu degustação, que deve ser reservado e pode ter de cinco a oito cursos. Os pratos seguem preceitos da nouvelle cuisine, com porções reduzidas, e variam conforme a inspiração do chef e as predileções do cliente. Uma das opções tem como entrada o creme brûlé de foie gras, seguido por cassoulet, potinho com lagosta, camarão e cogumelo fechado com massa folhada. Os pratos principais podem trazer carré de cordeiro com molho de vinho tinto e especiarias e magret de pato com molho de vinho de jabuticaba. A musse de cupuaçu com calda de caramelo é um exemplo de sobremesa para encerrar o jantar. O serviço custa a partir de R$ 90,00 por pessoa.
Rua Tito Lívio Zambecari, 805, Mont'Serrat,
3330-7351 (60 lugares). 20h/0h (ter. a sáb.). Fecha em fevereiro. Cc.: V e A. Cd.: V. Ar.
Aberto em 2002. $$$
Via Vêneto
Massas artesanais e galeto: mesa típica das colônias italianas Reni Caumo era proprietário de um bar na região central da cidade quando começou a observar o sucesso de algumas galeterias na capital. Eram ainda poucas, mas atraíam muitos clientes com o galeto al primo canto. O empresário, então, esperou a oportunidade e abriu a sua própria. A família já tinha uma churrascaria em Minas Gerais, mas nunca havia trabalhado com essa comida tão comum nas colônias italianas do interior do Rio Grande do Sul. Um irmão, que tinha sido gerente de uma galeteria, trouxe as sugestões para a primeira receita de preparo da ave. A fama do restaurante cresceu à medida que o tempero foi aperfeiçoado até a combinação atual de ervas, pimentas, sal e outros segredinhos. Os acompanhamentos também se sofisticaram. No início, todos eram levados à mesa, que ficava abarrotada de travessas. Hoje, o cliente serve-se de um bufê de saladas e as massas são oferecidas em uma espécie de rodízio. Entre as carnes, além do frango, o serviço inclui costela e picanha suínas, entrecôte e lingüiça calabresa. O preço, por pessoa, é de R$ 21,50. Nesta edição de VEJA Porto Alegre, a casa recebe pela quinta vez o título de a melhor na especialidade. No endereço da José de Alencar, a novidade para os dias de semana é o bufê executivo (R$ 11,90).
Rua José de Alencar, 501, Menino Deus,
3233-1400 (380 lugares). 11h/15h e 19h/0h (seg. a qui.); 11h/15h e 19h/0h30 (sex.); 11h/15h30 e 19h/0h30 (sáb.); e 11h/16h e 19h/23h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. T.: C, T e V (seg. a sex somente no almoço).
![]()
![]()
![]()
Entrega em domicílio. Rua Dom Pedro II, 1148, Higienópolis,
3337-2173 (200 lugares). 11h30/14h30 e 19h/0h (seg. a qui.); 11h30/14h30 e 19h/0h30 (sex.); 11h30/15h e 19h/0h30 (sáb.); e 11h30/16h e 19h/23h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: B, M, R e V. T.: C, T e V.
Manobr. Ar.
![]()
![]()
Entrega em domicílio (
3233-4111). Aberto em 1992.
Copacabana
Mesa do Copa: especialidades conquistam clientes fiéis Sanzi Biagio anda com agilidade entre as mesas para falar com todos os clientes, praticamente se esquecendo de seus 83 anos de idade e 53 de trabalho no salão da casa. É notável a vivacidade do empresário, que se entusiasma ao falar das novidades do Copa, como é carinhosamente conhecido. No ano passado, foram construídos dois novos salões um deles para eventos e uma adega climatizada com capacidade para 700 garrafas. Para os clientes, a única coisa que não pode mudar é o cardápio. Muitos dos freqüentadores conheceram a casa quando ainda eram estudantes e mantêm-se assíduos por décadas, fiéis às especialidades do restaurante, eleito novamente o melhor italiano por VEJA Porto Alegre. Além das massas, como o talharim e o rascatelli, feitos na própria casa, são destaques o cordeiro mamão e a vitela. O talharim pode ser servido com molho à carbonara, com presunto e molho branco gratinado (R$ 24,00). O rascatelli ao sugo (R$ 21,00) pode ser acompanhado da vitela com batata e cebola assadas (R$ 45,00). O cordeiro mamão também é guarnecido com batata e cebola (R$ 46,00). Além das massas caseiras, há a opção do grano duro, típico italiano, como o espaguete com molho pesto (R$ 23,00). Como entrada, uma boa pedida é o antepasto, que leva à mesa berinjela, calabresa, queijos provolone e gorgonzola, azeitonas verdes e pretas temperadas à moda calabresa (com alho e pimenta), tomate seco e pão (R$ 23,00). Para acompanhar, a carta de vinhos lista 170 rótulos, como o brasileiro Dal Pizzol Cabernet Sauvignon (R$ 36,00) e o chileno Casa Silva Carmenère Gran Reserva Los Lingues (R$ 92,00). Na administração do restaurante, ao lado de Sanzi Biagio, estão seus netos, Melissa e Marcelo, e José Antônio Vitola, filho do sócio-fundador do restaurante, Leonardo Vitola.
Praça Garibaldi, 2, Cidade Baixa,
3221-4616 e 3225-9885 (400 lugares). 11h30/15h e 19h/1h (ter. a sex.); 11h30/16h e 19h/1h (sáb.); e 11h30/16h e 19h/0h (dom. e feriados). Cc.: D, M, V e A. Cd.: B, M, R e V. Cr.: T, V e Refeisul e Green Card. T.: C e T.
Manobr. Ar.
![]()
Entrega em domicílio. www.restcopacabana.com.br. Aberto em 1939. $$
Sakura
Sushi e sashimi: iguarias que o brasileiro aprendeu a apreciar Há 26 anos, quando Hideo Fujimoto abriu o restaurante, apenas a colônia japonesa freqüentava a casa, um pequeno prédio próximo do Ceasa. Eram amigos do proprietário, que já estavam acostumados a provar as receitas em reuniões informais. Aos poucos, chegaram outros clientes, curiosos para provar a culinária, que poderia, naquela época, ser chamada de exótica. Mas mesmo os interessados em experimentar arriscavam pouco nos pedidos. "No início, 80% dos pedidos eram de pratos quentes", lembra Jonnhy Fujimoto, filho de Hideo, que assumiu o comando do restaurante. "Hoje, 70% são de sushis e sashimis." Para incentivar a mudança, o proprietário apresentava a comida aos freqüentadores e ensinava como degustá-la. Entre os sushis, por exemplo, a recomendação é começar pelos que têm peixes brancos, depois ir para os recheados com peixes escuros, como salmão e atum, continuar com os que têm peixe com pele, como cavalinha e sardinha, e finalizar com os preparados com ovo, cujo sabor é adocicado. Os combinados, atualmente, são a grande atração do cardápio e um dos mais completos é o master (R$ 115,00, para quatro pessoas). Ele vem com vinte sashimis, doze nigiri sushi, nove hosomaki, nove califórnia, oito uramaki, dez hot philadelphia e quatro tsunami, arrumados em um belo barco de madeira. O yosenabe, uma opção de prato quente, tem fatias de filé, legumes e frutos do mar cozidos em panela de cerâmica e servidos com molho apimentado (R$ 90,00). Para acompanhar as refeições, a carta de bebidas lista saquê nacional (R$ 9,50) e importado (R$ 11,00). Nas noites de verão, uma indicação é jantar na área externa sob um belo flamboyant, que deixa cair flores vermelhas sobre a fonte de água. Além do endereço em Higienópolis, a marca tem uma filial no Shopping Bourbon Country. Nesta unidade os itens – sushis, sashimis, saladas e doces japoneses – ficam expostos em uma esteira e custam de R$ 5,00 a R$ 14,00. Nesta edição de VEJA Porto Alegre, o Sakura recebeu o título de melhor restaurante japonês da capital.
Avenida Cristóvão Colombo, 3237, Higienópolis,
3343-8602 e 3337-5057 (90 lugares). 19h/0h (seg. a sáb.). Cc.: D, M, V, A e JCB. Cd.: V.
Manobr. Ar. Calefação.
![]()
![]()
Entrega em domicílio (3325-8888). Avenida Túlio de Rose, 80, loja 334, Chácara das Pedras (Shopping Bourbon Country),
3023-3656 (60 lugares). 12h/15h e 19h/0h (seg. a sáb.); e 12h/15h e 19h/23h30 (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V.
Ar. Calefação.
![]()
www.restaurantesakura.com.br. Aberto em 1981. $$$
O melhor pescado
A melhor carta de vinhosPampulhinha
Refeições harmonizadas: o vinho certo para cada opção A casa é um empreendimento familiar. Enquanto Jaime Marques Pinheiro comanda a cozinha, sua mulher, Eva, cuida da delicatessen e do caixa. Kelly, uma das filhas do casal, toma conta do salão e Cristina utiliza seus conhecimentos como nutricionista para aperfeiçoar os procedimentos no preparo dos alimentos. Pinheiro é responsável ainda por comprar os ingredientes das receitas e escolher os vinhos para a carta. Nascido em uma área rural da região de Bairrada, em Portugal, cresceu em meio a oliveiras e parreiras. A proximidade precoce com o vinho – seus pais produziam a bebida para vender a empresas maiores – trouxe a paixão pelo assunto. E a carta de vinhos do restaurante, mais uma vez eleita a melhor da capital, segundo VEJA Porto Alegre, reflete esse gosto pessoal. Apesar de seus mais de 3 000 rótulos, ainda deixa de fora mais de 200 opções, que também fazem parte do estoque de 110 000 garrafas da casa. Esses números expressivos são fruto de décadas de apreciação. Jaime Pinheiro costuma adquirir o que lhe agrada e inclui também os vinhos pedidos pelos clientes. Para harmonizar com as bebidas, a especialidade são os pescados, os melhores da capital, segundo a eleição. Como entrada, uma sugestão é a salada com lascas de atum, batata, azeitonas e ovos cozidos (R$ 30,00, para duas pessoas), que pode ser acompanhada do espumante português Campo Largo (R$ 100,00). Uma novidade entre os pratos principais é a lagosta ao chef, cauda de lagosta refogada com alcaparra, alho-poró, ervilha torta e ervas finas, servida com arroz (R$ 140,00, para duas pessoas). Uma sugestão de vinho para acompanhá-la é o Muros de Melgaço alvarinho (R$ 180,00). Dentro da tradição portuguesa, o bacalhau à marques pinheiro é uma opção. Traz à mesa lascas de bacalhau refogadas com alho-poró, cebola, feijão-branco, ervilha torta, batata, ovo, azeitona e alcaparra, com arroz branco (R$ 145,00, para duas pessoas). O cliente pode escolher entre duas safras do português Pera Manca, a de 1998 (R$ 1 000,00) e a de 2002 (R$ 600,00). Para a sobremesa, o doce tradicional é o pastel de santa clara (R$ 3,50 a unidade).
Avenida Benjamin Constant, 1791, Floresta,
3342-2503/5475 (100 lugares). 11h30/14h e 19h/23h30 (seg. a qui.); 11h30/14h e 19h/0h (sex.); e 11h30/14h30 e 19h/0h (sáb.). Fecha em fevereiro. Cc.: D, M, V e A. Cd.: V.
Ar. Calefação.
![]()
www.pampulhinha.com.br. Aberto em 1971. $$$
Bazkaria
Influência basca: sangria e tapas precedem a pizza Andoni Aduriz e Martín Berasategui têm em comum não só o fato de serem aclamados entre os melhores chefs de cozinha da atualidade, mas a origem basca. A cozinha típica da região é considerada riquíssima e mescla elementos das culinárias espanhola e francesa. Foi nessa cultura tão rica que Fernanda Etchepare, descendente de bascos, decidiu buscar referências para abrir a pizzaria, eleita a melhor da capital nesta edição de VEJA Porto Alegre. A decoração, que usa cores quentes e material como madeira, ferro e cerâmica, é um reflexo dessa pesquisa. Outra influência, perceptível no cardápio, são as tapas, também chamadas de pinchos. São entradas cujas receitas variam diariamente, feitas com pães, frios e pastas. A porção com seis unidades custa R$ 9,00 e a com doze, R$ 18,00. Para acompanhar, uma sugestão é o clericot (R$ 20,00, a jarra de 1 litro), preparado com vinho branco e frutas da estação. Entre as especialidades da casa, as pizzas, um dos destaques é a rock'n'roll, com molho e rodelas de tomate, peito de peru defumado, champignon, pimentão amarelo, mussarela e toque de rúcula (R$ 26,00 a pequena e R$ 36,80 a grande). O bacalhau, ingrediente muito usado na cozinha basca, faz parte da receita da pizza bruja del mar, que tem ainda molho de tomate, mussarela de búfala e azeitona. Como sobremesa, uma opção são as fresas calientes, massa de pizza adocicada com morango caramelado, farofa de castanha e sorvete de creme (R$ 9,80). Para este ano, a casa reformou o deque externo – ao estilo dos de Punta del Este –, para a happy hour com tapas e chope. Das marcas Kaiser e Xingu, ele custa R$ 3,50 (300 mililitros).
Rua Comendador Caminha, 324, Moinhos de Vento,
3346-1088 (150 lugares). 19h/0h (ter. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Ar.
![]()
Entrega em domicílio. www.bazkaria.com.br. Aberto em 2001. $$
Cachaçaria Água Doce
Cozinha brasileira e cachaça: combinação bem-sucedida Depois de muitos anos como diretor de planejamento de uma empresa, Rudi Cláudio Kilpp decidiu apostar na abertura de um negócio próprio. No início, a idéia de investir na franquia de uma cachaçaria foi vista com descrédito até pelos amigos. Mas o número crescente de clientes comprovou que a cachaça havia extrapolado os limites dos botequins e ganhado apreciadores. Para agradar a esse novo e exigente público, a carta da casa lista dezenas de rótulos, de qualidades e produtores variados. Entre as chamadas cinco estrelas (R$ 5,70 a dose) são sugestões Espírito de Minas, Caprichosa e Fabulosa. A "rainha" entre todas é a Anisio Santiago (R$ 25,00 a dose). Entre os drinques, uma entre as muitas combinações é o supertropical, preparado com abacaxi, manga e kiwi e cachaça bidestilada superior (R$ 10,20). Para acompanhar a bebida nacionalíssima, nada melhor do que as especialidades da cozinha brasileira, as melhores da capital, segundo a eleição de VEJA Porto Alegre. Em outras cidades, os estabelecimentos da marca costumam ser lembrados apenas como bares, e o reconhecimento da filial porto-alegrense como restaurante é uma boa surpresa. Única a servir almoço, começou a fazê-lo por necessidade: o início das obras da Perimetral afetou muito a circulação noturna na região. O serviço deu tão certo que algumas casas da rede estudam adotá-lo. A cada dia, o almoço executivo traz um prato típico, que pode ser pedido à noite no sistema à la carte. Na segunda-feira, por exemplo, tem escondidinho. O arroz-de-carreteiro é o destaque às terças; o feijão-tropeiro, às quartas-feiras. A quinta traz moranga com carne-de-sol, e a sexta, minifeijoada. O bufê completo, com dez pratos quentes e doze saladas, custa R$ 10,90 por pessoa e inclui um refrigerante. O quilo sai por R$ 20,90. À noite, os bolinhos de carne-de-sol (R$ 17,70) são boa pedida como entrada e o tutu à mineira (R$ 16,20) e o escondidinho de carne-de-sol (R$ 27,00) são sugestões para o jantar.
Avenida Carlos Gomes, 1581, Petrópolis,
3338-8261 (220 lugares). 11h30/14h e 18h/0h (seg. a qua.); 11h30/14h e 18h/último cliente (qui. e sex.); 12h/15h e 18h/último cliente (sáb.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: B, M, R e V. Cr.: S, T, V e So. T.: C, T e V (cartões de refeição e tíquetes só no almoço). Ar.
![]()
Entrega em domicílio (
3325-8888). www.aguadoce.com.br. Aberto em 1999. $$
Baumbach
Cardápio amplo: especialidades alemãs brilham entre pratos diversos Embora o restaurante esteja completando sua maioridade – dezoito anos –, o casal Orlando e Vera Baumbach, proprietário do estabelecimento, tem décadas de experiência em gastronomia. Ambos começaram a trabalhar – e se conheceram – no restaurante Tirolesa, em São Leopoldo. Na época, ele lavava copos e ela auxiliava na cozinha. Já em Porto Alegre, conseguiram abrir um restaurante próprio, o Ratskeller, e, depois, o Baumbach. O prédio foi especialmente construído para abrigar a casa e tem uma adega no subsolo e dois pisos para acomodar os clientes. O andar superior é usado no almoço e para eventos. O inferior, para o jantar. Em ambos, é possível notar algumas peças de madeira, como os balcões, feitas por Orlando, que também é marceneiro. O Baumbach, que nos últimos dois anos ganhou o título de o melhor restaurante alemão da capital, foi eleito o melhor variado nesta décima edição de VEJA Porto Alegre. De fato, embora as especialidades germânicas sejam um destaque do cardápio, estão listados também outros pratos, como peixes, aves e carnes. No jantar, por exemplo, o schlachteplatte divide a preferência com o peixe à comandante. O primeiro leva eisbein, kassler, salsichas bock e branca, morcillas branca e preta, costela suína recheada, chucrute, batatas ao vapor e repolho roxo (R$ 45,00). O segundo, linguado ou côngrio servido com maçã fatiada, molho doce e palmito (R$ 33,00 a porção normal e R$ 23,00 a porção soft). Para acompanhar a refeição, a carta de vinhos lista 100 rótulos. Um dos destaques é o alemão Anselmann Dornfelder Trocken Barrique Gereif (R$ 98,00). Entre as sugestões de sobremesa, uma das mais pedidas é a pêra recheada com sorvete de creme, molho de morango e creme de pêssego (R$ 9,00). No almoço, o sistema é o bufê variado. Diariamente são servidas receitas alemãs e pelo menos uma opção de cada tipo de carne. Alguns dias já são conhecidos por sua especialidade, como a quinta-feira, que tem estrogonofe e apfelstrudel. O serviço custa R$ 16,00 por pessoa de terça a sexta e R$ 22,00 aos sábados, domingos e feriados.
Avenida Pará, 1324, São Geraldo,
3222-2798 e 3346-4322 (350 lugares). 11h30/14h e 19h30/23h30 (ter. a qui.); 11h30/14h e 19h/0h (sex.); 11h30/14h30 e 19h/0h (sáb. e feriados); e 11h30/15h30 (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. T.: C e T.
(50 vagas). Ar.
![]()
![]()
www.baumbach.com.br. Aberto em 1989. $$