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Home > Revista > Edição nº 48 > Os melhores restaurantes
09 de Abril de 2008Os melhores restaurantes
* Preços coletados até março de 2008
• A melhor galeteria • Chef do ano • O melhor italiano • O melhor alemão • O melhor japonês • Chef revelação • O melhor pescado • O melhor brasileiro • A melhor carta de vinhos • A melhor carne • A melhor pizzaria • O melhor francês • O melhor variado • Chez Philippe • Le Bateau Ivre
Os melhores Além de opinar sobre o melhor em cada especialidade, cada
jurado fez uma lista com dez restaurante sem ordem decrescente.
O primeiro recebeu 10 pontos, o segundo 9, e assim até o décimo,
com 1 ponto. O quadro mostra o campeão e, em ordem
alfabética, as outras nove melhores mesas da capital
Veja também • Conheça os jurados
• Quadro: Como eles votaramDo outro (lado do) mundo
Koh Pee Pee
Sabor autêntico: a casa ganhou um certificado do governo tailandês A intensidade das pimentas, o aroma das especiarias e o exotismo dos pratos da culinária tailandesa saíram das ruas de Bangkok e conquistaram os paladares gaúchos pelas mãos habilidosas do chef Eduardo Sehn. Essa viagem da Ásia para a charmosa casa no bairro Rio Branco teve sua primeira parada na Praia do Rosa, no litoral catarinense, onde Eduardo abriu o restaurante logo após retornar de uma temporada pelo continente asiático, em 1989. Depois, o empreendimento foi para Jurerê Internacional e, somente em 1997, fixou sua cozinha na capital gaúcha. A decoração do restaurante reproduz o interior das moradias tailandesas. Madeira rústica e fibras naturais predominam no mobiliário. O aparelho de jantar de cerâmica e os talheres de metal envelhecido são importados do sudeste da Ásia. As cozinhas à vista do cliente – no salão principal e no mezanino – atraem os amantes da boa gastronomia, que podem acompanhar de perto os detalhes de cada prato. Além do salão principal no térreo, há outro, também no mezanino, e um lounge de espera. Os pratos privilegiam o uso de hortaliças, legumes, frutas e flores e condimentos frescos como folha de limão, raiz de cidró, gengibre, coentro, manjericão doce e, é claro, a pimenta. Especiarias importadas da Tailândia, como leite de coco natural, pastas de curry, açúcar de coco e molho de ostras, conferem a cada receita autenticidade no sabor. Uma sugestão de entrada é goong pad grateum, camarão com alho e gengibre. Como prato principal, o khao pad goong é um arroz frito com legumes e camarão. A refeição fica completa com o kluai kock tod, banana empanada com calda de açúcar de palmeira e sorvete de creme. Em 2006, o Koh Pee Pee recebeu o Thai Select, um certificado do governo tailandês, pela autenticidade da sua cozinha e pela contribuição ao difundir a cultura do país. E, uma vez mais, é premiado como o melhor restaurante da cidade, na opinião dos jurados de VEJA Porto Alegre. $$$
Rua Schiller, 83, Rio Branco,
(51) 3333-5150 (120 lugares). 19h30/0h (fecha dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V.
Manobr. Ar. Calefação.
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www.kohpeepee.com. Aberto em 1997.
Philippe Remondeau
O chef francês Philippe Remondeau tem a cozinha impressa no seu DNA. Neto e bisneto de cozinheiros, sobrinho de um pâtissier e de um produtor de vinhos, ele nasceu em Bagnols-sur-Cèze, região de Avignon, e honrou a tradição da família. Escolhido pela sétima vez como o chef do ano por VEJA Porto Alegre, Remondeau começou a carreira no hotel Le Vieux Castillon, na Provence, onde trabalhou por dois anos. Passou outros dois em cozinhas de Londres até que, em 1992, chegou a São Paulo para trabalhar nos restaurantes La Tambouille e O Leopolldo. Mais dois anos se passaram até que veio o convite para comandar o Bon Gourmet do Hotel Plaza São Raphael, na capital gaúcha. Hoje, em seu Chez Philippe, ele incorpora à técnica francesa alguns ingredientes regionais em criações como o carré de cordeiro com purê de mandioquinha e o tomate semicristalizado com sorvete de manjericão. Além de chef, Remondeau ainda ministra cursos, escreve livros de culinária e por vezes faz o papel de guia turístico em viagens à França – em anos passados, levou grupos para conhecer a sua charmosa Provence, região banhada pelo Mediterrâneo associada ao descanso e aos prazeres da boa comida e do bom vinho.
Steinhaus
Tradição: três gerações da família cuidam da casa Os clientes ainda lembram de Sabine como aquela garotinha que dormia profundamente nas cadeiras atrás do balcão do Steinhaus, sem se incomodar com o barulho de copos e talheres no salão. Ao lado do pai, Sérgio, ela é hoje representante da terceira geração da família a comandar o restaurante, aberto em 1979 por sua avó Miriam Baumbach, que até hoje supervisiona de perto a montagem das receitas. A matriarca aprendeu os segredos da cozinha trabalhando em restaurantes da cidade de São Leopoldo, onde seus pais aportaram quando chegaram da Alemanha. Sob a batuta desse trio, mais uma vez o Steinhaus é eleito pelo júri de VEJA Porto Alegre o melhor da culinária germânica na cidade. Os pratos são fartos, a começar pelo couvert, que traz pães, manteiga, patê, molho de cenoura, ovo de codorna, azeitonas verdes e pretas, lombo defumado, além de legumes como pepino, aipo, nabo e rabanete. Entre as opções tradicionais da casa estão a vitela com páprica picante, acompanhada de spätzle, e o peixe bretone, ao molho de manteiga, alcaparras, champignon e camarão com batata suíça. Está enganado, porém, quem pensa que o restaurante parou no tempo ao olhar o elegante salão com paredes de madeira e pedra que remontam a épocas antigas. Na cozinha, Miriam ainda desenvolve receitas novas, como a vitela forestier (que leva ervilhas, bacon, cogumelos, cebolinha e vem acompanhada de arroz) e o filé montecarlo (com presunto, queijo provolone, ervilhas e arroz à grega). Das sobremesas, vale experimentar o apfelstrüdel, tradicional torta alemã de maçã com nata. A pequena carta de vinhos lista trinta rótulos e escolta bem os pratos. $$$
Rua Coronel Paulino Teixeira, 415, Rio Branco,
(51) 3330-8661 (45 lugares). 19h/23h30 (sex. e sáb. até 0h; fecha dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Ar. Calefação.
Aberto em 1979.
Carlos Kristensen
Hoje ele poderia trabalhar engravatado e estar às voltas com números e reuniões. Mas o gaúcho descendente de dinamarqueses e italianos Carlos Kristensen resolveu mudar de vida em 1996, quando deixou de administrar a representação de uma multinacional e se mudou para a Austrália. Foi lá que esse apaixonado por aromas desenvolveu suas habilidades na cozinha, trabalhando em restaurantes de Sidney e de Melbourne. De lá, seguiu para Malásia, Índia, Nepal e Tailândia, país em que se formou chef de cozinha. Em dezembro de 2000 ele voltou ao Brasil para inaugurar seu próprio restaurante, o japonês Hashi, que até hoje funciona na alta temporada em Garopaba, no litoral catarinense. Sua história porto-alegrense só começou cinco anos mais tarde, com a abertura da unidade gaúcha do Hashi. Kristensen foi buscar a harmonização de ingredientes asiáticos, franceses e brasileiros para compor o cardápio da nova casa, cuja linha ele define como art cuisine. Essa mistura de influências resultou em receitas como as vieiras com figo e foie gras em redução de balsâmico com purê de cará e ervilhas tortas, uma amostra da inventividade que rendeu a Kristensen o título de chef revelação nesta edição de VEJA Porto Alegre.
Cachaçaria Água Doce
Escondidinho, tutu, carne-seca e cachaça: receitas de todo o país A Cachaçaria Água Doce é uma rede de bares que nasceu em Tupã, no interior de São Paulo, e hoje tem noventa filiais por todo o país. Assim como as outras, a unidade de Porto Alegre dispõe de uma extensa carta com cerca de 210 rótulos de cachaça, da gaúcha Velho Pescador, produzida em Ozório, à célebre Anísio Santiago, de Minas. Mas o reconhecimento da cachaçaria veio com a idéia de seu proprietário, Rudi Cláudio Klipp, de abrir a casa para almoço, dando ao bar contornos de restaurante. Tanto que a casa foi eleita o melhor restaurante regional pelo júri de VEJA Porto Alegre. Os pratos típicos da cozinha brasileira, que já habitavam o cardápio à noite, passaram a se revezar em um bufê durante o dia, atraindo executivos que trabalham na região. Às quartas, por exemplo, tem feijão-tropeiro, e quinta é dia de carne-de-sol na moranga e portuguesinho (uma versão do escondidinho preparada com bacalhau). Aos sábados, a feijoada é animada por música ao vivo, cujo repertório vai da música nativista à MPB. À noite, quando as mesas do deque ficam mais concorridas, boas pedidas são o escondidinho de carne-de-sol e a picanha na chapa com batata, escoltados por uma boa cachaça ou então pelos drinques da casa preparados com a "marvada", como o coquetel criola (abacaxi, pêssego, leite condensado e cachaça). $$
Avenida Carlos Gomes, 1581, Petrópolis,
(51) 3338-8261 (220 lugares). 11h30/14h e 18h/último cliente (sáb. almoço 12h/15h; fecha dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C, V e B. Cr.: S, T, V e So. T.: Cr, C, T e V (cartões de refeição e tíquetes só no almoço). Ar.
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Entrega em domicílio. (51 3325-8888). www.aguadoce.com.br. Aberto em 1999.
Na Brasa
Variedade: no novo salão, os garçons servem 26 cortes de churrasco Uma das grandes honras do Rio Grande do Sul é o churrasco, mas foi no Rio de Janeiro que o gaúcho Lemir Magnani aprendeu a manusear os espetos. Ainda jovem, ele foi para lá tentar ganhar a vida e arrumou emprego como garçom de churrascaria. Quinze anos depois, em 1990, voltou à sua terra e abriu a Na Brasa, eleita novamente pelo júri de VEJA Porto Alegre a melhor carne da capital. No suntuoso salão, que em fevereiro foi ampliado e ganhou nova mobília, os garçons desfilam servindo 26 cortes de carne. O rodízio inclui peças nobres, como o carré de cordeiro, e algumas exóticas, a exemplo da paleta de javali com geléia de amora e do filé de avestruz. A picanha aparece nas versões tradicional e borboleta – esta última, como o próprio nome diz, tem corte no formato de borboleta e vem com mais gordura. Outras carnes bastante apreciadas ali são o costelão, cozido lentamente para preservar o sabor, o vazio, também chamado de fraldão, e o matambre, recheado com lingüiça, pimentão, bacon e cebola. Para acompanhar, além do bufê com 25 opções de saladas chegam à mesa porções de banana frita, cebola à dorée, aipim frito, polenta, arroz branco e batatas fritas. Uma bela adega climatizada guarda cerca de 10?000 garrafas de 480 rótulos, entre eles o chileno Merlot Gran Reserva Angostura, da Casa Silva. Como sobremesa, tem panqueca de chocolate com sorvete de creme. Outra opção é o morango flambado com licor de mandarino e sorvete de baunilha. Em 2005, Lemir abriu outra churrascaria, o Braseiro, na Avenida Pernambuco. Agora, ele inaugura uma terceira na Rua Dona Laura, no Moinhos, com 220 lugares. E já pensa na quarta unidade. $$$
Rua Ramiro Barcelos, 389, Floresta,
(51) 3225-2205/1959 (250 lugares). 11h30/15h e 19h/0h (sáb., dom. e feriados sem intervalo 11h30/0h). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: S, T, V e So. T.: Cr, C, T e V.
(80 vagas). Ar.
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www.churrascarianabrasa.com.br. Aberto em 1990.
O melhor francês
Cardápio inventivo: inspirado na Provence natal de Philippe Remondeau Técnicas clássicas misturadas a ingredientes regionais e tendências contemporâneas levaram o júri de VEJA Porto Alegre a eleger o Chez Philippe o melhor francês da cidade, título que divide com o Le Bateau Ivre. Sob o comando do competente chef Philippe Remondeau, o restaurante está instalado em um casarão centenário, tombado pelo Patrimônio Histórico. Decorados elegantemente, seus cinco ambientes têm paredes de cores quentes e mesas e cadeiras revestidas de tecido branco. O menu exibe a inventividade de Remondeau logo nas opções de entrada, como o escalope de foie gras quente com purê de mandioquinha e gelatina de xerez. Dos pratos principais, destacam-se o carré de cordeiro assado com ervas, gratin de cebola e tian de legumes, e a perdiz recheada com tâmaras, damascos e molho de especiarias. Para a sobremesa, além da tradicionalíssima crème brûlée, o chef propõe um tomate meio cristalizado com sorvete de manjericão. Afora as sugestões do cardápio, pode-se optar pelo menu confiance, em que Remondeau prepara um jantar completo de acordo com sua inspiração, sem que o cliente escolha as receitas. A carta de vinhos é enxuta, mas exibe bons franceses, como o Pommard-Epenots Premier Cru Domaine Parigots, e algumas opções de champanhe, como Moët & Chandon Brut Imperial. Como aperitivo, boa pedida é o pastis, de origem francesa, com um sabor de anis semelhante ao de absinto. $$$$
Avenida Independência, 1005, Independência,
(51) 3312-5333 (80 lugares). 19h30/23h30 (sex. e sáb. até 0h; fecha dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M e V.
Manobr. Ar. Calefação.
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(R$ 50,00)
www.chezphilippe.com.br. Aberto em 2000.
Carré de cordeiro: apresentação impecável O chef Gérard Durand foi proprietário de um restaurante na charmosa região francesa da Provence, antes de vir para o Brasil embalado pelo casamento com uma brasileira. Estabeleceu-se inicialmente em Porto Seguro, seguiu para Brasília e depois veio a Porto Alegre, onde instalou em definitivo seu Le Bateau Ivre. Eleito pelo júri de VEJA Porto Alegre o melhor restaurante francês da capital – título que divide com o Chez Philippe –, a casa tem salão com pé-direito alto, paredes de tijolos aparentes e um vidro através do qual é possível ver a cozinha e acompanhar o rigor com que Durand controla a execução dos pratos. Para começo de refeição, o chef exibe suas habilidades em sugestões como ostras gratinadas ao champanhe e salada de queijo de cabra quente. Dos pratos principais, o confit de canard com molho de vinho tinto e especiarias e o carré d'agneau do chef, com molho agridoce picante, morangos e manga, têm apresentação impecável. Para encerrar, terrine de chocolate com creme inglês e caldo de frutas e parfait verveine com coulis de frutas vermelhas. Bom anfitrião, Durand costuma passar de mesa em mesa para saber se está tudo ao gosto do cliente. Os mais fiéis, inclusive, ele chama pelo nome. $$S$
Rua Tito Lívio Zambecari, 805, Mont'Serrat,
(51) 3330-7351 (60 lugares). 20h/último cliente (fecha dom. e seg.). Cc.: V e A. Cd.: V. Ar.
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(R$ 60,00) Aberto em 2002.
Via Vêneto
Galeto al primo canto: casca crocante, carne tenra O galeto al primo canto é uma derivação das tradicionais passarinhadas dos colonos italianos do interior do Rio Grande do Sul. No fim da década de 50, a caça aos pássaros foi proibida e eles acabaram sendo substituídos por frangos bem novinhos, que iam para a brasa logo após o primeiro canto – daí o nome do prato. Apesar da ascendência italiana, os irmãos Reni e Renato Caumo não herdaram da família a receita do famoso galeto que servem na Via Vêneto, que recebe pela sexta vez o título de a melhor galeteria na edição especial de VEJA Porto Alegre. Eles eram proprietários de uma casa de lanches no centro de Porto Alegre e, ao verem o sucesso de outras galeterias na cidade, entraram no ramo abrindo em 1992 a Galeteria Vêneto, no bairro de Higienópolis. Um outro irmão, que havia sido gerente de uma galeteria, ensinou os primeiros macetes do preparo da ave, e os temperos foram sendo aperfeiçoados com o tempo. A clientela aprovou a receita e os irmãos abriram uma filial, a Via Vêneto, que conseguiu mais fama do que a matriz. O resultado é o galeto de casca crocante e carne tenra, trocado a todo instante para que esteja na mesa sempre quentinho. Há também outras carnes, como lingüiça calabresa, entrecôte e costela e picanhas suínas, e um couvert com polenta frita, salame italiano e queijo colonial. Em ambas as casas o modelo é o mesmo, com bufê de saladas e rodízio de massas artesanais. De sobremesa, a sugestão é um trivial creme de papaia com licor de cassis. $$
Rua Dom Pedro II, 1148, Higienópolis,
(51) 3337-2173 (200 lugares). 11h30/14h30 e 19h/0h (sáb. e dom. almoço até 16h). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, V e B.
Ar.
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Entrega em domicílio. (
51 3233-4111). Rua José de Alencar, 501, Menino Deus,
(51) 3233-1400 (380 lugares). 11h30/14h30 e 19h/0h (sáb. e dom. almoço até 16h). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V.
Ar.
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Entrega em domicílio. Aberto em 1992.
Copacabana
Vitela com cebola e batatas assadas: receita marcante Foi em uma tarde de 1959, nas mesas do Copacabana, que Lupicínio Rodrigues escreveu o hino de seu time do coração, o Grêmio. Era dia de jogo, o bonde estava em greve e o compositor começou a esboçar os primeiros versos: "Até a pé nós iremos / para o que der e vier / Mas o certo é que nós estaremos / Com o Grêmio onde o Grêmio estiver". Lupicínio foi apenas um dos clientes ilustres que passaram pelo Copa, fundado em 18 de outubro de 1939 pelo calabrês Leonardo Vitola. Em quase setenta anos de história, a lista de freqüentadores da casa inclui artistas, intelectuais e políticos, alguns de passagem pela cidade, como o presidente Lula. No início, funcionava como mercado, bar e restaurante prato-feito. Mas em 1953, quando entrou na sociedade o também calabrês Sanzi Biagio, até então proprietário de um café na Rua Doutor Flores, o lugar se transformou em ponto de referência da gastronomia da cidade. Eleito novamente o melhor italiano por VEJA Porto Alegre, o Copacabana passou por uma reforma no início do ano, que durou dois meses. Até o telhado foi substituído, mas manteve-se a classe do salão. O cardápio ainda segue a tradição das cantinas italianas, com dezenas de opções de massas, carnes, frutos do mar e saladas. O carro-chefe é a vitela com cebola e batatas assadas, que pode receber a companhia de uma massa artesanal, como o rascatelli, ou de grano duro, típicas da Itália, a exemplo do espaguete. Para beber há uma carta com 150 rótulos, além de sobremesas, como o rei alberto (com fios de ovos, abacaxi e ameixa). Tudo é preparado e servido sob o olhar atento de Biagio, que aos 84 anos divide a administração da casa com seus netos, Marcelo e Melissa, mais José Antônio Vitola, filho do fundador. $$
Praça Garibaldi, 2, Cidade Baixa,
(51) 3221-4616 e 3225-9885 (450 lugares). 11h30/15h e 19h/1h (fecha seg.). Cc.: D, H, M, V e A. Cd.: M, R, V e B. Cr.: T, V, Refeisul e Green Card. T.: C, T, V e Banquete.
Manobr. (40 lugares). Ar.
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www.restcopacabana.com.br. Aberto em 1939.
Sakura
Combinados: sushis e sashimis à moda oriental tradicional À primeira vista, o ambiente do Sakura impressiona. Na entrada há um jardim frontal, sob um belo flamboyant que derrama flores sobre uma fonte de água. O salão é bem iluminado, com elementos de madeira clara e vidros que integram a vegetação externa. É em meio a essa sofisticação que Johnny Fujimoto exibe as criações que rendem ao restaurante o novo título de melhor japonês por VEJA Porto Alegre. A base do cardápio é a cozinha oriental tradicional, com pratos como o especial teishoku, com sashimis, tempura, anchova grelhada, missô shiro, arroz branco e conservas, e o sukyiaki, que consiste em fatias de filé e verduras cozidas que chegam à mesa em uma panela de ferro. Para os paladares mais curiosos, há opções como o anagô (enguia do mar) e o teppan hirame (linguado recheado com shimeji). Dos tradicionais combinados, o especial satisfaz duas pessoas com 42 itens (16 sashimis, 10 niguiris, 4 tekkamaki, 4 kappamaki e 8 unidades de califórnia). Para beber, vale experimentar a cerveja japonesa Sapporo e o sakê Azuma Kirin e, de sobremesa, os sorvetes da marca Häagen-Dazs. Foi o pai de Johnny, Hideo, quem inaugurou o Sakura em 1982, em um pequeno prédio próximo ao Ceasa, no bairro Anchieta. Na época, só a colônia japonesa freqüentava a casa e eram poucos os que se arriscavam a experimentar a culinária até então exótica. Hoje, além da unidade que funciona em Higienópolis desde 1993, a marca tem filial no Shopping Bourbon Country, em que as iguarias ficam expostas em uma esteira. $$$
Avenida Cristóvão Colombo, 3237, Higienópolis,
(51) 3343-8602 (90 lugares). 19h/0h (fecha dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: V.
Manobr. Ar. Calefação.
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Entrega em domicílio. (
51 3325-8888); Avenida Túlio de Rose, 80, loja 334, Chácara das Pedras (Shopping Bourbon Country),
(51) 3023-3656 (60 lugares). 12h/15h e 19h/0h. Cc.: D, M, V e A. Cd.: R e V.
Ar. Calefação.
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www.restaurantesakura.com.br. Aberto em 1981.
Marco's
Camarões: escolhidos pessoalmente pelo dono do restaurante Todas as semanas, Marco Antonio Costa faz questão de ir a Rio Grande e escolher diretamente nos barcos dos pescadores os peixes que serve em seus três restaurantes. Essa rotina garante que os produtos cheguem fresquinhos às mãos do chef Maurício Fernan, que os transforma em pratos elaborados como o linguado em crosta de canela ao molho de laranja com gengibre e purê de mandioquinha. Graças a esse procedimento, também, os pescados servidos pelo restaurante Marco's foram indicados como os melhores da capital pelo júri de VEJA Porto Alegre. A primeira unidade foi inaugurada em Rio Grande há duas décadas, quando Marco Antonio trocou seu emprego em uma empresa de engenharia pela gastronomia. Em 2004, ele abriu a primeira filial em Porto Alegre e, dois anos depois, outra unidade no Bourbon Shopping Country. Nas três, outras criações de Fernan podem ser conferidas, como o camarão crocante em fio de batata, com risoto de rúcula, damasco e cogumelos frescos grelhados, e o salmão ao creme de champanhe, acompanhado de legumes sautée e suflê de cenoura. Outro destaque do cardápio é a sinfonia de frutos do mar, em que eles são grelhados com bacalhau, camarões grandes, lagostim, tentáculos de polvo, bochecha de côngrio e anéis de lula, com sautée de alho, cebola roxa e vinho branco. Para acompanhar, aspargos frescos, ervilhas tortas e shiitake. A paella é servida apenas às sextas-feiras e o bacalhau é a atração dos sábados, quando ganha opções que vão do bolinho até a versão à gomes de sá. Para beber, a carta de vinhos lista 300 rótulos. $$$$
Avenida Cristóvão Colombo, 545, prédio 2, Shopping Total, Floresta,
(51) 3018-7474/7734 (176 lugares). 11h30/15h e 19h/23h30 (sex. e sáb. até 0h; dom. só almoço). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V.
Ar.
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; Avenida Túlio de Rose, 300, 2º andar, Passo d'Areia (Bourbon Country),
(51) 3028-7474 (90 lugares). 11h30/15h e 19h/0h. Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V.
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www.restaurantemarcos.com.br. Aberto em 2004.
Pampulhinha
Na adega e no estoque: 100 000 garrafas Conhecer a adega climatizada do restaurante, onde está guardada uma parte das mais de 100 000 garrafas da casa, é uma tentação à qual poucos clientes resistem. Ali dentro, num ambiente com temperatura e umidade controlados, estão tesouros como o francês Chatêau Petrus, safra de 2001, o vinho mais caro da carta, vendido a 26 000 reais. Ao todo, são 3 300 rótulos, de praticamente todos os países produtores. Essa impressionante coleção é resultado da paixão de Jaime Marques Pinheiro pelos vinhos, que teve início quando ele ainda morava em Portugal (chegou ao Brasil com 18 anos). Hoje, no comando do Pampulhinha, é corriqueiramente requisitado pelos clientes, que pedem indicações da melhor bebida para acompanhar os pratos de frutos do mar que fizeram a fama do restaurante. As ostras vivas ao natural, sugestão de entrada, podem ser acompanhadas por um vinho verde Muros Antigos, português, da safra de 2005. Como prato principal, polvo à portuguesa, polvo inteiro, refogado com batata, cebola e pimentões, acompanhado de brócolis, aspargos verdes e ervilhas tortas. O vinho que melhor combina, segundo o proprietário, é também português, o tinto Post Scriptum, safra de 2004, produzido na região do Douro. Como sobremesa, a casa oferece os doces típicos de Portugal, claro. O campeão de preferência é o pastel de Santa Clara. Os vinhos também estão à venda na delicatessen na parte da frente do restaurante. Quem quiser beber em casa, tem desconto de 30% no valor da garrafa. $$$
Avenida Benjamin Constant, 1791, Floresta,
(51) 3342-2503/5475 (100 lugares). 11h30/14h e 19h/23h30 (sex. e sáb. jantar até 0h; fecha em fevereiro). Cc.: D, M, V e A. Cd.: V.
Ar. Calefação.
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www.pampulhinha.com.br. Aberto em 1971.
Bazkaria
Itália e Espanha: discos com toques bascos Descendente de bascos, Fernanda Etchepare decidiu montar uma pizzaria em 2001 e a batizou de Bazkaria, denunciando a inspiração de suas origens no negócio. As referências pordem ser observadas tanto na decoração, que usa cores quentes e peças de cerâmica, como no cardápio. Eleita novamente por VEJA Porto Alegre a melhor pizzaria da cidade, a casa serve como entrada aperitivos espanhóis, como as tapas e os pinchos, feitos com pães, frios e pastas que mudam a cada dia. A bebida típica se faz presente com a sangria, uma refrescante mistura de vinho tinto, frutas picadas, açúcar e gelo. As pizzas também ganham um acento basco, com elementos da culinária daquela região mediterrânea como os pescados. É o caso de receitas como a sueño del urso, molho de tomate, salmão defumado, pimenta-preta e catupiry, e a bruja del mar, com molho de tomate, bacalhau, mussarela de búfala e azeitonas. O cardápio lista também a opção vegetariana tammy dêví, criada pelo pizzaiolo Xexéu Antunes, cuja massa integral é coberta com molho de tomates, chicória, rodelas de tomate, rodelas de cebola, azeitonas pretas e tofu. Como sobremesa, fazem sucesso o chocolatissíssimo, um gâteau de chocolate com sorvete de creme, e as fresas calientes, com morangos caramelados, farofa de castanhas e sorvete de creme sobre uma adocicada massa de pizza. Nos fins de tarde, as mesas do deque, de frente para o Parcão, são as mais procuradas para a happy hour regada a tapas e chope (Kaiser e Xingu). $$
Rua Comendador Caminha, 324, Moinhos de Vento,
(51) 3346-1088 (150 lugares). 18h/0h (sex. e sáb. até 1h). Cc.: M, V e A. Cd.: R e V. Cr.: V. Ar.
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Entrega em domicílio. www.bazkaria.com.br. Aberto em 2001.
Baumbach Ratskeller
Cozinhas alemã e internacional: tradição de quarenta anos à mesa Os irmãos Baumbach são restaurateurs tradicionais na gastronomia porto-alegrense. A relação entre a família e as panelas começou em 1967, com a abertura do saudoso Ratskeller. O restaurante dos irmãos resistiu até 1980, quando cada um decidiu seguir seu caminho. Miriam, por exemplo, foi comandar o Steinhaus; Orlando, junto da esposa, Vera, abriu o Baumbach, eleito novamente por VEJA Porto Alegre o melhor variado da capital, e que neste ano foi rebatizado com o nome Baumbach Ratskeller em homenagem às origens. O prédio foi construído especialmente para abrigar o restaurante, e é todo decorado com peças de madeira produzidas pelo próprio Orlando, que também é marceneiro. A especialidade ali, como o nome e a arquitetura sugerem, é a culinária alemã, mas há também outras sugestões da cozinha internacional. O almoço funciona em sistema de bufê, no piso superior, com especialidades que mudam a cada dia. Na quarta, por exemplo, tem minifeijoada e sexta é dia de bacalhau. O jantar é servido no elegante salão do térreo, e tem um cardápio em que pratos tradicionais como o eisbein e o chucrute à garni dividem espaço com filé au poivre e camarão à baiana, servido com arroz e pirão. De sobremesa, a sugestão é a pêra recheada com sorvete de creme sobre molho de morango e coberta com creme de pêssego. Para acompanhar a variedade, uma adega construída no subsolo abriga 120 rótulos de vinhos de diferentes terroirs, como o francês Château Lamothe de Haux Bordeaux e o argentino Etchart Privado Tempranillo. Orlando e Vera se conheceram no restaurante Tirolesa, em São Leopoldo, onde trabalhavam. Ali aprenderam a base das receitas que hoje servem no Baumbach. Durante a semana, a clientela é fomada por executivos e, aos sábados e domingos, a maioria é composta de famílias, tanto que o casal construiu uma biblioteca infantil com jogos pedagógicos para os pequenos. $$
Avenida Pará, 1324, São Geraldo,
(51) 3222-2798 e 3346-4322 (320 lugares). 11h30/14h e 19h/0h (sáb. almoço até 14h30; dom., almoço até 15h30; fecha seg.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M e V. T.: Banquet.
Ar.
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(R$ 20,00)
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