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08 de Julho de 2009Cidade
De volta ao esplendor
Prédio do século XIX será restaurado
para abrigar o Museu da Casa da MoedaCarlos Henrique Braz
Fotos Divulgação
Perspectiva do imóvel em estilo eclético: conclusão prevista para dezembro de 2010 Enquanto são alardeados projetos de revitalização de áreas centrais como Zona Portuária, Cidade Nova e Lapa, uma discreta articulação entre instituições públicas e particulares vem se formando para recuperar o entorno da Praça da República. Na sexta (3), estava prevista a partida para a criação do Museu e Centro Cultural da Casa da Moeda, a ser instalado no palacete de número 26 da Praça da República, o antigo Campo de Santana. Na restauração e no aparelhamento do imóvel de 6 000 metros quadrados serão gastos, neste ano, 700 000 reais, mais 10 milhões de reais até dezembro de 2010. O projeto prevê ainda a reforma da fachada do prédio vizinho, em estilo eclético, que abriga a Federação das Associações de Favelas do Estado do Rio de Janeiro (Faferj).
A construção de 1818: primeira sede do Museu Nacional À frente da empreitada está o Instituto Herbert Levy, responsável por iniciativas similares de restauro de prédios históricos e pela implantação de centros culturais como os da Justiça Federal, na Cinelândia, e da Justiça Eleitoral, na Rua Primeiro de Março. "Vamos entregar a obra em dezembro do ano que vem", promete o consultor do instituto, José Carlos Barboza de Oliveira. Ao que parece, conseguir dinheiro para tirar do papel os projetos não será problema. "Graças ao tombamento do imóvel, foi possível levantar os recursos pela Lei Rouanet", informa o presidente da Casa da Moeda do Brasil (CMB), Luiz Felipe Denucci. Enquanto operários aprontam o espaço cultural, técnicos do Centro de Pesquisa e Documentação de História da Fundação Getulio Vargas (Cpdoc-FGV) organizam o acervo do museu.
O prédio, construído em 1818 com elementos do barroco, sediou o Museu Nacional antes de sua transferência para o Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, em 1892. Em 1907 ganhou nova fachada e transformou-se no Arquivo Nacional, que ali funcionou até 1985. Na atual remodelação, quando serão restauradas as características que a edificação tinha até 1950, o local receberá um teatro para 150 pessoas, nove salas para exposições temporárias e permanentes, loja e restaurante.
As melhorias nos arredores da Praça da República não devem parar por aí. Existe a possibilidade de que o próximo prédio a ganhar um choque de rejuvenescimento seja o da Faculdade de Direito da UFRJ, do outro lado da praça. Tombado pelo Inepac em 1983, o solar construído no início do século XIX teve funções diversas. Abrigou o Senado durante mais de um século, entre 1822 e 1925, ou seja, do Império ao início da República. A verba necessária viria de uma extensão do Programa Monumenta, do Ministério da Cultura, que vem realizando obras na região da Praça Tiradentes.