Exposições
Carlos Henrique Braz
Arte e reciclagem
Divulgação
Capixaba radicado no Rio há trinta anos, o pintor Guilherme Secchin vem explorando a madeira em sua obra desde 2005, quando exibiu a individual Terra no Centro Cultural Correios. Ele retoma esse caminho em Árvore da Vida, mostra com vinte objetos de parede de médias dimensões feitos em parceria com o artesão mineiro Carlos França. "Tenho um sítio com ateliê em Itaipava, vizinho à propriedade do França", conta Secchin. "Foi lá que conheci seu trabalho de reaproveitamento de material para construir móveis e objetos." França recolheu tábuas abandonadas nas matas da região serrana e as transformou em suportes para Mandala Árvore da Vida (foto), entre outras peças criadas por Secchin com tinta acrílica e aplicações de metal. Pela riqueza de detalhes, o delicado resultado lembra marchetaria.
Guilherme Secchin e Carlos França. Way Design Contemporánea. R$ 900,00 a R$ 2 100,00. Rua Ataulfo de Paiva, 270, lojas 106 e 107, subsolo (Rio Design Leblon),
2259-0357.
Segunda a sábado, 10h às 22h; domingo, 15h às 21h. Grátis. Até 8 de junho. A partir de quarta (14).
ESTRÉIAS
EDUARDO BERLINER. Individual composta de cinco trabalhos em técnica mista e grandes formatos, quatro telas de pequenos formatos e dois objetos que mesclam pintura, desenho e colagem. As obras são construídas com recortes de papel semi-encobertos por camadas de tintas, de lápis e outros retalhos de papel. R$ 6.000,00 e R$ 18.000,00. Durex Arte Contemporânea. Praça Tiradentes, 85, sobrado, Centro,
2508-6098. Segunda a sexta, 12h às 18h; sábado, mediante agendamento. Grátis. Até 21 de junho. A partir de segunda (12). www.durexart.com.
MARCOS DUPRAT. Diplomata de carreira há quatro décadas, esse carioca de 63 anos dedicou-se às artes plásticas desde que começou a estudar desenho e pintura na Escola Nacional de Belas-Artes e no ateliê do MAM, no início dos anos 60. Entre um posto e outro ocupado em várias capitais do mundo, Duprat realizou diversas mostras individuais e coletivas, como a Bienal de Tóquio, em 1983, e a quarta e a quinta edições da Bienal Ibero-Americana, na Cidade do México. Na mostra Sonhos Diurnos, o artista, que tem obras nos acervos do Masp e da Pinacoteca do Estado de São Paulo, além do MAM carioca, apresenta oitenta desenhos, cinqüenta deles produzidos sobre papel artesanal, feito no Japão e no Brasil, além de vinte óleos sobre tela. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro,
2253-1580.
Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 23 de junho. A partir de sexta (16).
ZOOM – COLETIVA DE PINTURAS. Trabalhos de sete artistas compõem essa mostra que marca a reabertura das galerias do Espaço Cultural Sérgio Porto, fechado desde o incêndio ocorrido em maio do ano passado. A coletiva, recentemente exibida no Centro Cultural Candido Mendes, tem curadoria do fotógrafo e pintor americano John Nicholson, 57 anos, há três décadas radicado no Rio. A partir da tela Zoom no Leme, em que retratou o lugar conhecido como Caminho dos Pescadores, ele propôs aos demais artistas um jogo parecido com o do telefone sem fio, em que as frases ditas de ouvido em ouvido chegam totalmente modificadas ao último participante. Seguindo essa orientação, Andréa Canto, Jean-Baptiste Déchery, Cássia Castro, Ni da Costa, Ana Rondon e Patrícia Norman elaboraram suas coloridas telas. Galerias Marcantonio Vilaça, Espaço Cultural Sérgio Porto, Rua Visconde Silva, s/nº, Humaitá,
2266-0896. Terça a domingo, 13h às 20h. Grátis. Até 9 de junho. A partir de terça (13).
EM CARTAZ
CARLOS ZILIO. Sem apresentar uma individual no Rio há quatro anos, o artista plástico carioca expõe 34 trabalhos em diferentes formatos e técnicas. Entre as dezoito pinturas em grande escala, destacam-se imensos dípticos como Quem Tem Medo de Verde, Amarelo, Azul e Branco e de Barnett Newman III e Jardim, ambos em esmalte sintético, óleo e bastão de óleo sobre tela. Há quatro objetos, entre eles o interessante O Julgamento de Paris, que reproduz três maçãs em silicone, resina plástica e gesso sobre base de mármore. No terraço da galeria estão ainda belos óleos sobre tela, a exemplo de Rubens On The Beach II, além de doze desenhos sem título em carvão sobre papel. A partir de R$ 10.000,00. Anita Schwartz Galeria de Arte. Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea,
2274.3873.
Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 11h às 17h. Grátis. Até dia 24. www.anitaschwartz.com.br.
HILAL SAMI HILAL. Na mostra Seu Sami, esse artista plástico capixaba de ascendência síria, 55 anos, exibe seis enormes instalações elaboradas em homenagem ao pai, que morreu quando ele tinha 12 anos. O trabalho Globo, construído com 100 grades feitas de fibra de papel e algodão, surpreende pela luminosidade pela leveza. Também de grande impacto, a obra Sherazade, inspirada nos contos do clássico As Mil e Uma Noites, é constituída de 400 livros com páginas entrelaçadas. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até domingo (18). www.mamrio.com.br.
JANUÁRIO GARCIA. O fotógrafo vem realizando desde 1978 um trabalho de registro da população negra no Brasil e na África, entre outros recantos. Batizada de Consciência Viva, a mostra reúne 38 fotografias em cor e preto-e-branco, medindo 50 centímetros por 75 centímetros, selecionadas entre as 200 imagens do livro 1980/2005 – 25 Anos do Movimento Negro (Editora Fundação Cultural Palmares, 175 páginas, grátis). Museu da República – Galeria do Lago. Rua do Catete, 153, Catete,
3235-2650, Metrô Catete. Terça a sábado, 12h às 17h; sábado, domingo e feriado, 14h às 18h. Grátis. Até 8 de junho. www.museudarepublica.org.br.
LINHA DO HORIZONTE. Leia em Veja Rio Recomenda. Caixa Cultural (Galerias 2 e 3). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro,
2544-7666, Metrô Carioca.
Terça a domingo, 10h às 22h. Grátis. Até 15 de junho. www.caixacultural.com.br.
MISSÕES NO PAÇO. O cenário do sítio arqueológico gaúcho de São Miguel Arcanjo inspira três artistas em individuais integradas. Sagrado Coração, Missão de São Miguel, de Carlos Vergara, exibe pinturas, monotipias em telas e em lenços de bolso, além de dez fotografias por ele manipuladas e ampliadas em 3D. O fotógrafo gaúcho Luiz Carlos Felizardo participa com O Sonho e a Ruína – São Miguel das Missões, composta de cinqüenta painéis, quarenta com fotografias e dez com textos. João Eduardo Loureiro mostra, em Reaparição, projeções de imagens da fachada da igreja encontradas no comércio e nos pontos turísticos da região e a instalação Jaz, uma maquete do complexo religioso. Paço Imperial, Praça Quinze, 48, Centro,
2533-4407.
Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 27 de julho.
MARCELLO GRASSMANN. Retrospectiva com mais de 100 trabalhos produzidos pelo gravador, desenhista e ilustrador paulista de 82 anos ao longo de sua carreira de mais de seis décadas. Grassmann participou da Bienal de Veneza, em 1950, e da I Bienal de São Paulo, em 1951, entre 427 individuais e coletivas, 116 delas no exterior. Seus trabalhos construídos com nanquim, sépia, extrato de nogueira ou crayon costumam conjugar figuras humanas com animais. Nas produções mais recentes, imagens femininas aparecem ao lado de bichos exóticos saídos da imaginação do artista. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea,
3284-7400.
Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até domingo (18). www.ims.com.br.
MARCO VELOSO. Com curadoria de Reynaldo Roels Jr., essa individual do artista carioca reúne quinze séries de desenhos abstratos em carvão sobre papel pertencentes à coleção de Gilberto Chateaubriand. Merecem atenção especial os conjuntos Série # 1, no térreo, e, no 2º pavimento, a Série # 4, com passe-partout preto e tons escuros, e a Série # 90, com traços abstratos. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 29 de junho. www.mamrio.com.br.
MARCOS CHAVES. Referências da vida do artista como as caminhadas pela Floresta da Tijuca, a grande cidade que a cerca e a retomada do verde nas frestas de casas e muros no espaço urbano estão nos cinqüenta trabalhos da mostra É da Sua Natureza. Um enorme painel sem título traz doze fotografias que mostram uma trepadeira entrelaçada a uma grade, sempre com o Pão de Açúcar ao fundo. Também no acervo estão as séries fotográficas Os Nós e Álbum, que retratam a adaptação de plantas às ruas, além de cinco videoinstalações. Também há trabalhos do lado de fora do centro cultural: uma intervenção cobre a fachada com faixas amarelas e pretas. No Largo do Machado, a instalação Risos Contidos é um contêiner de onde saem sons de gargalhadas. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo,
3131-3060, Metrô Largo do Machado.
Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 29 de junho.
MARTA JOURDAN. Primeira individual da artista que já participou de coletivas como o Projeto Multiplicidade, no Oi Futuro, e Estados de Metáforas, na Fundação Eva Klabin. Integrante dessa segunda mostra, realizada em 2007, o trabalho Zona de Lançamento #2 volta a ser exposto. Marta construiu outras instalações em grandes formatos, tirando partido de eletrodomésticos e ferramentas, como Líquidos Perfeitos, Máquina de Estanho # 1 e Estanho. Completam a mostra objetos da série Derramados. R$ 1 500,00 a R$ 10 000,00. Mercedes Viegas Arte Contemporânea. Rua João Borges, 86, Gávea,
2294-4305. Segunda a sexta, 13h às 19h; sábado, 16h às 20h. Grátis. Até sábado (17).
NELSON AUGUSTO. Na mostra Pinturas e Pinturas, o artista comemora 42 anos de carreira apresentando doze trabalhos recentes em acrílica sobre tela e colagens com madeira e barbante. Discípulo de Aluísio Carvão, Frederico Morais e Lygia Pape nas décadas de 1960 e 1970, Nelson exibe objetos de parede, com variados tamanhos, como a caixa de madeira MDF, sem título, com papéis pintados que lembram livros. Também há belas telas como O Domingo Azul do Mar, Capela e o díptico Cello e Harpa. R$ 2.000,00 a R$ 5.000,00. Galeria 90 Arte Contemporânea. Rua Marquês de São Vicente, 90, sala 101, Gávea,
2529-6588. Segunda a sexta, 14h às 19h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até dia 31.
Veja também
Galeria de imagens
NICOLAS-ANTOINE TAUNAY NO BRASIL: UMA LEITURA DOS TRÓPICOS. Com curadoria da historiadora Lilia Moritz Schwarcz, a mostra distribuída em cinco salas exibe 71 pinturas e desenhos de Taunay (1755-1830), cedidos por museus internacionais e brasileiros, como o Victoria & Albert Museum, de Londres. Cinco enormes telas que retratam as batalhas napoleônicas vieram do Musée National des Châteaux de Versailles et de Trianon. Na sala Retratos Íntimos figura uma interessante galeria com seis pinturas das filhas de dom João e Carlota Joaquina (Maria Teresa, Maria Isabel Francisca, Maria Francisca, Isabel Maria, Maria da Assunção e Ana de Jesus) que vieram do Palácio Nacional de Queluz, em Portugal. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro,
2240-0068, Metrô Cinelândia.
Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 17h. R$ 5,00. Grátis aos domingos. Até 6 de julho.
UM NOVO MUNDO, UM NOVO IMPÉRIO: A CORTE PORTUGUESA NO BRASIL. Pinturas, gravuras, objetos e documentos, como a carta de elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves, estão nessa grande mostra que celebra os 200 anos da chegada da família real. Há belas pinturas, como Chegada de D. João VI a Salvador (1952), de Portinari, e Chegada da Família Real de Portugal, óleo sobre tela que reconstitui a entrada da frota na Baía de Guanabara, criada em 1999 pelo pintor da Marinha inglesa Geoff Hunt a partir de informações dos viajantes da época. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro,
2550-9220.
Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriado, 14h às 18h. R$ 6,00. Menores de 5 anos e maiores de 65 anos não pagam. Grátis aos domingos. Até 8 de junho.
SYLVIA MARTINS. Desde 2004 sem realizar uma individual por aqui, a artista radicada há 28 anos em Nova York apresenta onze óleos sobre linho na mostra Stimulus. Trabalhos como Campo Limpo e Onda Floral são repletos de símbolos gráficos e motivos florais inspirados nas guirlandas que enfeitam divindades hindus. Já Burlemarxia homenageia o paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994). R$ 5.000,00 a R$ 15.000,00. LGC Arte Contemporânea. Rua do Rosário, 38, Centro,
2263-7353. Terça a sexta, 12h às 19h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até dia 31.
FOTOGRAFIA
ANDRÉ GARDENBERG. Individual do fotógrafo baiano radicado no Rio, Arquitetura do Medo apresenta oitenta imagens coloridas registradas no Rio, em São Paulo, Salvador e Recife, em que os objetos fotografados sempre estão atrás de grades, redes de proteção ou barras de ferro. Procurando bem, o visitante vai encontrar umas dez obras que fogem ao lugar-comum, como as duas próximas à entrada do segundo salão onde está a mostra: elas exploram a geometria de grades e da prateleira de uma farmácia, formando composições abstratas. No centro do espaço está uma instalação penetrável vermelha, com uma fotografia de São Jorge cercada por versos aleatórios da oração do santo guerreiro pintados nas paredes. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro,
2253-1580.
Terça a domingo, 12h às 20h. Grátis. Até 1º de junho.
EDGAR MARTINS. Considerado pela crítica britânica um dos expoentes da fotografia contemporânea, o artista português de 30 anos nasceu na cidade de Évora, cresceu em Macau, ex-colônia lusitana na China, e, desde 1996, está radicado na capital inglesa. Nessa individual estão presentes cinco dípticos em grandes formatos. São imagens registradas na Islândia, com montanhas e campos em degelo, além de mulheres cujos inusitados penteados bicolores chamaram a atenção do artista. Desponta no acervo um trabalho sem título da série Landscapes Beyond The Burden of Proof, que retrata um céu estrelado com o fenômeno da aurora boreal. R$ 12.000,00. Laura Marsiaj Arte Contemporânea. Rua Teixeira de Melo, 31 C, Ipanema,
2513-2074. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 15h às 20h. Até dia 21. www.lauramarsiaj.com.br.