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Veja Rio Recomenda
EXPOSIÇÃO
Fotos Divulgação
A aquarela Zona de Botafogo: exibida no Brasil pela primeira vez THOMAS ENDER 1817-1818: O encontro com uma nova luz – um olhar austríaco sobre o Brasil. Em 1817, quando chegou ao Brasil para casar-se com dom Pedro I, a arquiduquesa Leopoldina de Habsburgo trouxe em sua comitiva um artista com missão bem definida: o pintor Thomas Ender viajou encarregado de saciar a curiosidade européia sobre esta terra nos trópicos. Durante um ano, Ender registrou, em 782 aquarelas e desenhos, paisagens e costumes do Rio, de São Paulo e do interior. Setenta obras desse acervo, pertencentes à Academia de Belas-Artes de Viena, ganham exposição na Caixa Cultural. Monica Knofler, diretora do gabinete de gravura da instituição austríaca, selecionou peças nunca exibidas por aqui. Reuniu um conjunto imperdível e revelador.
CONCERTO
A cantora: programa na Sala inclui a Bachiana Nº 5 MEASHA BRUEGGERGOSMAN. Pronuncia-se, como a cantora ensina em seu site, micha bruguergósmã. O prenome ganhou a companhia da junção dos sobrenomes Gosman, de família, e Bruegger, do marido. Quem espera encontrar uma sisuda diva à moda européia vai se surpreender. Canadense, 30 anos, a soprano vem encantando de maneira superlativa público e crítica com sua voz voluptuosa e incrível presença cênica. Pela primeira vez na América Latina, ela canta na segunda (10) na Sala Cecília Meireles, acompanhada pelo pianista David Eliakis, composições de Francis Poulenc, Erik Satie, Joaquín Turina, Xavier Montsalvatge e William Bolcom. Na segunda parte do recital, com a Orquestra Petrobras Sinfônica, Measha apresenta obras do francês Ernest Chausson e do americano George Gershwin, além da Bachiana Nº 5, de Villa-Lobos.
SHOW
Rock e maracatu: uma noite no Circo NAÇÃO ZUMBI. No começo dos anos 90, a banda pernambucana experimentou fundir guitarras envenenadas de rock’n’roll com tambores do maracatu. Deu no que deu. Uma década depois da morte do líder Chico Science, o grupo, o maior fenômeno do movimento mangue beat, volta a surpreender com seu sétimo CD, Fome de Tudo, lançado pela DeckDisc. Na sexta (14), no Circo Voador, o público vai ouvir canções do novo repertório – mais melódico do que o habitual –, como No Olimpo e Inferno. Será uma noite pernambucana: convidado para a gravação do CD e conterrâneo da turma, Junio Barreto participa do show. Para abrir os trabalhos, foi escalado o cantor Ortinho, ex-integrante da banda Querosene Jacaré.
DANÇA
Cecília Kerche e Vitor Luiz: escalados para O Quebra-Nozes O QUEBRA-NOZES. Clássico das sapatilhas, a peça está para o balé assim como o peru assado para a culinária: todo Natal que se preza tem de ter um. Fora da programação do Teatro Municipal há seis anos, a obra de Marius Petipa e Tchaikovsky volta a encerrar a temporada da casa, a partir de sexta (14), na consagrada versão da coreógrafa Dalal Achcar. Grandiosa, a produção inclui a troca de quatro cenários em ato aberto e o desfile de 143 bailarinos pelo palco ao longo das cenas do prólogo e das duas partes do balé. Para encantar a platéia com a história da menina Clara, que ganha de presente um quebra-nozes, a montagem conta com Roberta Marquez e Thiago Soares, crias do Municipal e hoje estrelas do Royal Ballet de Londres. As récitas ainda reservam, em dias alternados, a presença de grandes bailarinos do teatro, como Ana Botafogo, Cecília Kerche, Cláudia Mota, Márcia Jaqueline, Vitor Luiz e Felipe Moreira.